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Presídio de Extrema tem 67 detentos e dois servidores com Covid-19

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Audiências de custódia e visitas virtuais foi uma das formas encontradas para isolar detentos em meio à pandemia em Minas | Imagem: divulgação

Presos foram isolados e servidores afastados de suas funções. Surtos semelhantes já ocorreram em outros presídio da região, incluindo o de Pouso Alegre

Mais um surto de Covid-19 tomou conta de um presídio da região. Desta vez, a infecção se espalhou no presídio de Extrema, onde 67 presos e dois servidores do sistema prisional testaram positivo para a doença.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) nesta terça-feira (20).

O órgão informou que todos os presos foram colocados em quarentena. A maioria deles estaria assintomática e/ou com sintomas leves. Eles são acompanhados por uma equipe de saúde.

Os dois servidores que também testaram positivo foram afastados de suas funções e cumprem quarentena em suas casas. Eles também estariam com sintomas leves da infecção.

A Sejusp também informou que já não haveria mais casos de Covid-19 nos presídios de Alfenas, Guaranésia, Poços de Caldas, Botelhos e Três Corações. Em Pouso Alegre, ainda de acordo com o órgão, ao menos sete detentos estão com diagnóstico positivo.

Circulação restrita e centro de triagem

A Sejusp garante que o sistema prisional mineiro segue um modelo com restrição de circulação e cerca de 30 centros de triagem, distribuídos pelo estado, para incorporar novos custodiados ao sistema, reduzindo a possibilidade de o vírus chegar aos presídios. Apesar disso, surtos da doença têm sido comum nos presídios de Minas.

Minas

Minas se prepara para a 3ª onda e espera vacinar toda população adulta até o fim do ano

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Secretário de Estado de Saúde afirma que estado estará preparado caso terceira onda ocorra, mas para realizar expectativa de vacinação, Minas terá que acelerar ritmo de imunização, que desacelerou especialmente por conta da falta de CoronaVac

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, o médico Fábio Baccheretti, afirmou nesta quinta-feira, 13, que Minas se prepara para enfrentar a terceira onda da pandemia de Covid-19 e espera vacinar toda a população adulta do estado contra a doença até o fim do ano, desde que o Ministério da Saúde mantenha o cronograma previsto de envio de imunizantes.

As afirmações foram feitas durante entrevista coletiva ocorrida durante a tarde. “Para a possibilidade de terceira onda, o estado vem se preparando. Continuaremos comprando o kit intubação, fortalecendo a rede de gás, financiando a qualificação, que fica como legado. Nossa expectativa é que, caso venha uma terceira onda, o estado esteja preparado para ela”, afirmou.

Sobre o avanço da vacinação no estado, o secretário fez sua projeção baseada na expectativa de doses que serão enviadas pelo governo federal.

“De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), de agosto a setembro será terminada a vacinação dos grupos prioritários. No estado, cerca de 7 milhões serão vacinados até agosto, setembro. A expectativa de entrega prometida pelo Ministério da Saúde é de que até o final do ano toda a população mineira de 18 anos será vacinada”, estimou.

Para expectativa virar realidade, estado terá que acelerar vacinação

Não será tarefa fácil. Ao longo dos últimos meses, o Ministério da Saúde atrasou o envio de remessas e descumpriu o cronograma constante no PNI mais de uma vez. E os desdobramentos recentes não são animadores.

O Instituto Butantan, por exemplo, responsável pela produção da Coronavac, imunizante mais utilizado hoje no país, anunciou nesta quinta-feira, 13, que vai paralisar a fabricação do fármaco a partir de amanhã por falta de insumos que deveriam ter sido enviados da China.

Tanto assim, que a previsão mais recente de envio de CoronaVac para o estado não se confirmou. Minas esperava receber mais 400 mil doses do imunizante, mas só recebeu 207,8 mil.

Para se ter uma ideia do desafio dos gestores, mesmo Pouso Alegre, que tem demonstrado eficiência na aplicação das doses que recebe, mantém nos últimos sete dias, segundo o último boletim ‘Vacinômetro’ da Prefeitura, uma média de 578 doses aplicadas diariamente, menos de um terço do que já alcançou no final de abril, quando essa média atingiu 1,6 mil doses diárias.

Levantamento do R24 com base nesses dados, revela que, nesse ritmo, a cidade levaria entre 9 e 10 meses para vacinar sua população adulta, que gira em torno de 110 mil pessoas de acordo com a pirâmide etária do IBGE.

Até o dia 11 de maio, o município havia recebido 53.987 doses de vacina, das quais havia aplicado 47.145, sendo 30.651 (20,09% da população) para primeira dose e 16.494 (10,81% da população) para segunda.

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Minas

Síndrome rara atinge 99 crianças com Covid-19 em Minas, três delas da regional de Pouso Alegre

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Subiu para 99 o número de crianças que tiveram diagnóstico positivo para a síndrome inflamatória pediátrica (SIM-P) possivelmente associada à Covid-19 em Minas. Até o momento, dois casos evoluíram para óbito. Em menos de cinco meses, o estado já registrou 54 casos, contra 45 reportados ao longo de 2020.

Os dados, que são semanais, foram atualizados nesta terça-feira, 11, pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Entre as 99 crianças que tiveram a síndrome, três são da Superintendência Regional de Pouso Alegre, que abrange um total de 54 cidades.

Dois dos casos confirmados na regional ocorreram no ano passado e um em 2021. Não há informações detalhadas sobre a idade e a evolução dos quadros específicos dessas crianças no relatório da SES-MG.

De acordo com o levantamento, 399 casos suspeitos da síndrome já foram reportados em Minas, dos quais 157 foram descartados e outros 58 seguem em investigação. Dos 99 casos confirmados, dois evoluíram para óbito, enquanto 80 são de crianças que já tiveram alta e 17 seguem internadas.

Dentre os casos diagnosticados para a síndrome, 53,5% ocorreram com crianças entre 0 e 4 anos, 40,6% com crianças de 5 a 9 anos e 5,9% de 10 a 14.

Síndrome misteriosa

A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica Temporalmente Associada à Covid-19 (SIM-P) é uma reação inflamatória grave e sistêmica que acomete crianças e adolescentes que foram infectados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Dentre os sintomas mais comuns estão a febre por mais de três dias, vermelhidão nos olhos, edemas nas mãos e pés e sintomas gastrointestinais, como diarreia, vômito e náusea. Ela também pode apresentar manifestações neurológicas, renais e no sangue.

Mesmo após mais de um ano do advento da pandemia, a comunidade científica ainda está mergulhada em dúvidas sobre a síndrome. Não há, por exemplo, uma explicação para o fato de ela ocorrer entre crianças e adolescentes menores de 19 anos.

A maior aposta até o momento, com base nos casos já conhecidos, é que se trate de uma é reação imunológica exagerada à infecção pelo novo coronavírus, relação causal, aliás, que ainda não foi comprovada.

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Minas

100 mil doses da CoronaVac chegam a Minas para retomada da aplicação da 2ª dose

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Remessa de CoronaVac desembarcou no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, na manhã deste sábado | Foto: Agência Minas

Cidades como Pouso Alegre precisaram suspender a aplicação da segunda dose do imunizante nos últimos dias. Remessa deve chegar às regionais de saúde na segunda-feira

Minas Gerais recebeu neste sábado, 08, uma remessa com 100,2 mil doses da CoronaVac, imunizante produzido pelo Insituto Butantan. A vacina chega em um momento crítico, em que diversos municípios do estado precisaram suspender a aplicação da segunda dose da CoronaVac por falta do imunizante.

Em Pouso Alegre, a interrupção da aplicação da segunda dose foi anunciada no início desta semana. Desde então, o município recebeu apenas mais 250 doses do imunizante. A nova remessa da vacina começa a ser distribuída nas regionais de saúde na segunda-feira (10) e, então, aos municípios.

O governo de Minas garante que a remessa que chegou neste sábado, somada a uma nova remessa que chegará na próxima semana, serão suficientes para retomar a aplicação da segunda dose do imunizante nos municípios.

“As doses que chegaram hoje e as que estão previstas para a próxima semana serão suficientes para que os municípios retomem a vacinação das pessoas que só tomaram a 1ª dose da Coronavac e assim alcancem a imunidade”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

De acordo com ele, entre as pessoas que só receberam a primeira dose, mesmo que já tenham sido ultrapassados os 28 dias de intervalo recomendado entre a primeira e segunda aplicação, “se encaminhem ao posto de saúde para receber a segunda dose da vacina. A imunidade só é alcançada com a aplicação das duas doses da Coronavac”, observou.

18ª remessa

As doses de CoronaVac que chegaram ao estado complementam a 18º remessa de imunizantes. A primeira parte da carga chegou na última quinta-feira (5/5), com 396.500 doses da vacina AstraZeneca.

Os imunizantes da Coronavac foram levados para a Rede de Frio estadual, em Belo Horizonte, e de lá serão distribuídos para as 28 Unidades Regionais de Saúde (URSs) a partir de segunda-feira.

 

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