Presidente da Copasa anuncia início de obras e se desculpa com pouso-alegrenses

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Política

Presidente da Copasa anuncia início de obras e se desculpa com pouso-alegrenses

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O presidente da Copasa, Guilherme Duarte, esteve em Pouso Alegre nesta segunda-feira, 15, para finalmente assinar a ordem de serviço que dá início às obras que vão ampliar o potencial de captação, armazenamento e abastecimento de água na cidade, um investimento de R$ 63 milhões que promete por fim à falta de água crônica que afeta especialmente os bairros da região sul da cidade. As obras seguirão até o ano de 2027.

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Em conversa com a imprensa após o anúncio, o presidente admitiu que houve falta de planejamento da empresa, o que levou ao atraso de anos nos investimentos que só agora começam a ser feitos. Questionado pelo R24 se a companhia devia um pedido de desculpa aos pouso-alegrenses. Ele disse que sim.

Durante a passagem pelo município, o gestor também informou que estão sendo feitos investimento de R$ 16 milhões para ampliar o sistema de coleta e tratamento de esgoto.

Obras já podem ter início e devem focar localidades mais críticas

Segundo Duarte, a empresa que venceu a licitação já desembarcou na cidade com seus equipamentos e já começou a montar o canteiro de obras. Todas as três estações de tratamento de água em Pouso Alegre (ETAs do Chapadão, Mandu e Distrito Industrial) devem passa por ampliação em suas capacidades.

Além disso, serão instalados mais sete reservatórios de água na cidade para garantir o abastecimento de água mesmo em momentos em que a companhia precise interromper a produção de água por conta de uma manutenção preventiva ou emergencial. Há ainda a previsão de instalação de mais de 30 quilômetros de redes de distribuição de água.

A ideia é que os investimentos garantam que a Copasa tenha infraestrutura capaz de atender toda a população de Pouso Alegre pelas próximas décadas, já considerando a projeção de crescimento populacional do município.

As obras, porém, devem durar pelo menos 36 meses. Até lá, como fica a falta d’água? Duarte disse que a ideia é iniciar as intervenções pelas regiões mais críticas da cidade, resolvendo os maiores gargalos. Mas garantia mesmo de fim da falta de água só após a conclusão das obras.

Prefeitura fala em fiscalização para garantir que as obras saiam do papel e pequenas obras para reduzir risco de desabastecimento

O prefeito Cel. Dimas (Republicanos) participou do anúncio, que foi realizado em uma sala de eventos ao lado do almoxarifado da Prefeitura. Ao R24, ele afirmou que o município vai fiscalizar de perto as ações da Copasa para garantir que as obras saiam do papel.

Além disso, o prefeito explicou que a Copasa deve fazer pequenas obras e investimentos de efeito imediato, como a aquisição de geradores para evitar a interrupção no fornecimento de água durante quedas de energia.

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Política

Operação no Sul de Minas e São Paulo mira esquema que desviou milhões da Saúde

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Imagem: reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta sexta, 24, a operação Resgate, com o objetivo de aprofundar as investigações acerca de um grupo criminoso que movimentou pelo menos R$ 17 milhões em desvios de recursos da saúde pública.

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Os mandados foram cumpridos nas cidades de Alfenas e Fama, no Sul de Minas, e Ubatuba e Limeira, em São Paulo. As ordens judiciais contra os suspeitos abarcam cinco prisões preventivas, 12 mandados de busca e apreensão, sequestro e arresto de ativos (R$ 15 milhões), imóveis, carros, motocicletas, jet-skis, lanchas e outras embarcações utilizadas pelo grupo criminoso.

De acordo com o MP, o suposto esquema envolve, até o momento, 15 pessoas, organizações da sociedade civil (OSC) e empresas. Os indícios apontam para utilização de ‘laranjas’ e empresas com intuito de desviar recursos, dissimular e ocultar os reais beneficiários dos crimes, movimentando mais de R$ 17 milhões, nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Operação conjunta mobilizou diversas foças

A operação contra o suposto grupo criminoso envolveu diversas forças de investigação e de segurança.  Ela foi foi deflagrada a partir da atuação da 6ª Promotoria de Justiça de Alfenas, com apoio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), por meio da Coordenadoria Estadual de Rastreamento de Ativos e Combate à Lavagem de Dinheiro (Cora-LD), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Passos e Varginha e do Gaeco de São Paulo, Polícia Militar e Polícia Civil.

Participaram das atividades desta sexta-feira: dez promotores de Justiça, cinco servidores do MPMG, dois delegados, 13 policiais civis e 50 policiais militares.

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Política

Prefeitura inaugura Centro Integrado de Defesa Social na próxima segunda

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Imagem: Ilustração/Pixabay

A Prefeitura de Pouso Alegre (MG) inaugura na próxima segunda-feira, 27, o Centro Integrado de Defesa Social. O prédio vai funcionar na região central da cidade e contará com uma central de comando que vai captar imagens registradas por 174 câmeras espalhadas por todas as regiões do município.

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O centro já havia sido anunciado pelo prefeito Cel. Dimas (Republicanos) durante o lançamento de sua pré-candidatura à reeleição, reforçando a segurança pública como um dos motes de sua plataforma eleitoral. Cel. Dimas classificou a medida como sendo “uma muralha de proteção da cidade”.

Volta da Guarda Municipal

A criação do Centro Integrado de Defesa Social se soma a outra medida de impacto anunciada pelo atual prefeito para o setor. Também no lançamento de sua pré-candidatura, ele afirmou que já determinou a elaboração de um edital para recriação da Guarda Municipal.

Segundo ele, a corporação estará de volta com a missão de aumentar a sensação de segurança dos moradores especialmente em praças e parques públicos.

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Minas

‘Zema caloteiro’: por aumento real de salario, policiais  protestam em Pouso Alegre

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Manifestações se repetiram em diversas cidades de Minas. Na imagem, manifestação em Pouso Alegre (à esq.) e na ALMG, em Belo Horizonte (à dir.) | Imagens: reprodução de redes sociais

Os servidores estaduais seguem demonstrando sua insatisfação com a proposta de recomposição salarial apresentada pelo governo Zema, de 3,62%.

Reverberando atos realizados em outras cidades mineiras, nesta terça-feira, 21, policiais civis, militares, penais e bombeiros, ativos e inativos, se reuniram no centro de Pouso Alegre para protestar contra o reajuste e exigir um aumento maior. A categoria também se insurge contra proposta do governo Zema de aumentar a contribuição previdenciária dos militares (veja vídeo a seguir).

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O ato em Pouso Alegre reuniu agentes das forças de toda a região e se concentrou na Praça Senador José Bento e percorreu algumas ruas centrais, passando em frente aos prédios da Polícia Militar e da Polícia Civil.

A classe alega que este pode ser o oitavo ano sem aumento real de salário. Para piorar, o reajuste proposto por Zema, de 3,62%, é inferior à inflação registrada em 2023, quando o índice ficou em 4,62%.

A relação das forças de segurança com o governo Zema, que nunca foram tranquilas, voltam a se deteriorar. A medida da insatisfação da categoria ficou evidente nas palavras de ordem entoadas pelo centro de Pouso Alegre. Um aviso: “A policia vai parar”; e uma ofensa: “Zema caloteiro, devolve o meu dinheiro”.

Em um vídeo que ganhou as redes sociais, um manifestante compara o reajuste que Zema deu ao próprio salário e o que está oferecendo aos servidores: “298% de aumento pra ele e 3,62% pra quem vai pra rua atrás de bandido, né”, aponta o manifestante revoltado.

Proposta de reajuste passa em primeira comissão da Assembleia

Apesar da enorme pressão feita pelos servidores, a proposta de reajuste do governo Zema foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG).

Para ser aprovado, o texto ainda terá que passar pelas comissões de Administração Pública e de Fiscalização Financeira e Orçamentária, para só então ir ao plenário, onde será votada em dois turnos.

A votação na CCJ se deu em meio a protestos dos servidores estaduais, que estiveram na assembleia para acompanhar a votação.

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