Augusto Hart, ex-prefeito de Bela Vista, assume Secretaria de Obras de Pouso Alegre

Política

Augusto Hart, ex-prefeito de Bela Vista, assume Secretaria de Obras de Pouso Alegre

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Augusto Hart governou S. S. da Bela Vista entre 2013 e 2020. Atualmente, era assessor parlamentar do deputado Dr. Paulo (Patriota) na Assembleia Legislativa

Como o R24 já havia adiantado, o ex-prefeito de São Sebastião da Bela Vista, Augusto Hart Ferreira, foi nomeado para a Secretaria de Infraestrutura, Obras e Serviços Públicos de Pouso Alegre (MG). A nomeação foi publicada no Diário Oficial dos Municípios Mineiros desta terça-feira, 24, mas tem data de ontem, 23.

Liderança política ascendente na região, o ex-prefeito, também conhecido por ‘Guto’, fez uma gestão marcante em Bela Vista, onde exerceu dois mandatos, entre os anos de 2013 e 2020. Obras públicas relevantes e o desenvolvimento econômico do período figuraram como vitrines de sua administração, que chegou a ser premiada pela Associação Mineira de Municípios (AMM).

Augusto foi também um dos eleitores de peso a apoiar a eleição do ex-prefeito Rafael Simões (União) para deputado federal e a reeleição de Dr. Paulo (Patriotas) para deputado estadual. Sua última ocupação, aliás, foi no gabinete dr. Paulo, onde exercia a função de assessor parlamentar. Ele foi exonerado da função no dia 17 de janeiro.

Quantidade de obras e atrasos são desafios

O grande desafio do novo secretário será o gerenciamento de um grande número de obras que estão em curso. Algumas delas, como a nova avenida do Faisqueira, estão atrasadas e seguem a passos lentos. Entre os problemas que atravancam os trabalhos está o realinhamento de preços pedido por empreiteiras, por conta da inflação acima da média nos últimos anos, ou mesmo a incapacidade de algumas empresas de entregarem obras com a qualidade necessária, caso da revitalização das obras da Avenida Prefeito Jair Siqueira, a Dique I.

Antes de Augusto assumir a secretaria, ela era acumulada de forma interina por Renato Garcia, o titular da pasta de Planejamento Urbano e Meio Ambiente.


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Contexto Político

Acusado de chantagem, secretário de Zema fica na berlinda

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O secretário de Governo Igor Eto | Foto: divulgação/Agência Minas

Um dos homens fortes do governo Zema (Novo) pode cair. Igor Eto (Novo), secretário de Governo da administração estadual tinha a missão de emplacar um nome governista para a presidência da Assembleia Legislativa. Mas, além de não conseguir cumprir a tarefa se envolveu em uma encrenca que se transformou na primeira grande crise de Zema 2.

Cristiano Caporezzo, um estridente deputado estadual pelo PL, acusa Igor Eto de ter tentado chantageá-lo para mudar seu voto em favor de Renato Andrade (Patriota), então candidato do governo à presidência da ALMG.

A denúncia veio acompanhada de um áudio atribuído ao coronel da Polícia Militar de Minas Gerais, Marco Aurélio Zancanela. A mensagem teria sido encaminhada a oficiais do alto comando da PM. Nela, o coronel afirma que Igor Eto o teria tirado do cargo do Estado Maior por ter se recusado a pressionar um deputado a votar a favor do candidato do governo Zema.

Ouça o áudio atribuído ao coronel:

Com a encrenca armada, o governo Zema teve que abrir mão de seu candidato e apoiar o favorito da casa legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB), o Tadeuzinho, que, seguindo a tradição da ALMG, será candidato único ao posto.

Substitutos avaliados e a 1ª derrota política de Zema 2

Chamado de arrogante e moleque por Caporezzo, a situação de Igor Eto é delicada. Nos bastidores, nomes para substitui-lo já são considerados. Os favoritos são dois deputados federais: Lucas Gonzalez (Novo), que não conseguiu se reeleger para a Câmara Federal, e Marcelo Aro (PP), outro que não conseguiu chancela popular. Ele tentou uma vaga para o senador na chapa de Zema.

Revelador das disputas internas do governo Zema, os nomes são ligados a alas distintas do partido Novo. Gonzalez é ligado ao vice-governador Matheus Simões. Já Aro seria uma escolha do próprio Igor Eto, que deixaria o cargo, mas manteria sua influência no posto.

Seja qual for o desfecho da contenda, o saldo para o governo Zema em seu primeiro desafio político é preocupante. Depois de passar quatro anos em confronto aberto com o atual presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PSD), o governador apostava em uma costura política que lhe desse condições de ter um relacionamento mais positivo com os deputados, bom o bastante para desenrolar as pautas do governo na Assembleia. Até aqui, essa aspiração parece distante.

 

Sobre o autor: Adevanir Vaz é jornalista e editor do R24.

Os artigos publicados em ‘Opinião’ e ‘Colunas’ não refletem, necessariamente, o ponto de vista do Rede Moinho 24.

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Educação

Câmara aprova reajuste de 7,5% para professores da rede municipal de Pouso Alegre

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Reajuste dos professores é aprovado em sessão extraordinária na Câmara Municipal | Imagem: reprodução

A Câmara de Pouso Alegre (MG) aprovou por unanimidade, na tarde desta sexta-feira, 27, o reajuste salarial dos professores da rede municipal, que foi estipulado pela prefeitura em 7,5%.

A correção salarial é prevista em lei e deve ser feita anualmente por meio de projeto de lei a ser apresentado pela prefeitura, devendo corresponder, ao menos, à inflação oficial apurada ao longo do último ano.

O reajuste tem validade retroativa, a partir de 1° de janeiro, data de referência para a correção dos vencimentos dos professores.

Recomposição não agrada categoria

O reajuste não agradou representantes dos professores, que queriam ao menos os 15% de reajuste dado pelo governo Federal sobre o Piso Nacional da categoria. Segundo o Sipromag, sindicato que representa os professores de Pouso Alegre, as perdas dos últimos anos já chega a 32%.

“Enquanto, o reajuste do piso salarial nacional anunciado pelo governo federal foi de 14,95%, o prefeito anunciou um percentual de 7,50% e mesmo apresentando um ganho real de menos de 2%, o salário do professor de Pouso Alegre passa a ter uma perda de 32% em relação ao piso salarial nacional, R$1.416,47 a menos”, registra a entidade.

Prefeitura afirma que reajuste mantém remuneração dos professores municipais na proporção do Piso Nacional, que foi reajustado em 15%

Na justificativa do projeto, a Prefeitura afirma que o reajuste supera a inflação apurada em 2022 (5,93%) e mantém a remuneração dos servidores da educação na proporção do Piso Nacional da categoria, recentemente reajustado pelo governo Lula para R$ 4.420,55, num acréscimo de 15% sobre o valor de 2022.

De acordo com a Prefeitura, o Piso Nacional é estipulado para uma jornada de 40 horas, mas em Pouso Alegre os professores cumprem jornada de 24 horas, portanto, ainda de acordo com a Prefeitura, os educadores “deverão receber um valor por hora trabalhada maior do que o estipulado pelo piso salarial nacional considerando a proporcionalidade da carga horária semanal”.


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Brasil

Zema participa de reunião de governadores com o presidente Lula nesta sexta

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O governador Romeu Zema (Novo) e o presidente Lula (PT) | Imagens: divulgação

Duas semanas após sugerir que o governo Lula (PT) fez vista grossa para tirar proveito e se vitimizar em meio aos atos golpistas, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo) se reúne com o presidente petista nesta sexta-feira, 27.

O político mineiro participa da reunião organizada pelo governo federal com os governadores de todos os estados brasileiros. A ideia do encontro é que sejam apresentadas obras e projetos prioritários para cada estado.

Zema já está em Brasília (DF). Na tarde desta sexta, ele participou do Fórum de Governadores, encontro que precede a reunião de amanhã.

Postura de Zema em relação a Lula ainda não está clara

Ainda não está claro se Zema adotará uma postura de confronto durante o encontro desta sexta, como fez, por exemplo, o então governador de São Paulo, João Dória, nas reuniões entre o Palácio do Planalto e os governadores no auge da pandemia.

O histórico do governador, no entanto, sugere que ele busque uma relação produtiva com o atual presidente, ainda que demarque distância sempre que julgar apropriado. No final das contas, o jogo ambíguo interessará a ambos os políticos.

O que se tem de fato é que Zema tem uma lista de projetos vitais que dependem do aval, investimentos e iniciativas do governo federal. Três delas, inclusive, foram propostas ao ex-presidente Bolsonaro (PL) como condição para apoiá-lo no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, são elas:

  • Adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
    • Para dar alívio às contas do estado, Zema depende de um refinanciamento da dívida de Minas com a União. O acordo permitiria alongar o prazo e reduzir os desembolsos dos cofres estaduais, no que seria a melhor saída para reduzir o déficit das contas públicas de Minas.
  • Repactuação do Acordo de Mariana
    • A tentativa de acordo envolve o governo de Minas, a União e o estado do Espírito Santo, também atingido pelo rompimento da Barragem do Fundão, em 2015. Os órgãos públicos tentam um novo acordo com as empresas Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, donas da mineradora Samarco, responsável pela tragédia. O esforço visa fazer com que as empresas atendam todas as demandas advindas daquela que é a maior tragédia ambiental da história brasileira.
  • Concessão das BRs 381 e 262
    • Por fim ao dia a dia de acidentes, prejuízos e mortes em duas das rodovias mais problemáticas do estado é uma meta que vem sendo perseguida pelo governo Zema. A administração estadual espera contornar o problema por meio da concessão dessas vias à iniciativa privada. Mas como se trata de rodovias federais, a solução terá que ser encontrada em conjunto.

Corrida presidencial 2026

Além da tensão criada por conta da polêmica envolvendo os ataques a Brasília, um outro componente pesa na presença de Zema em Brasília nesta sexta. Ele é apontado como um dos potenciais candidatos da direita para a eleição presidencial de 2026. A polêmica criada por ele, aliás, é apontada por alguns analistas como estratégia para ocupar o espaço deixado por Bolsonaro na ala mais radical da direita.


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