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Professor morre de Covid-19 no dia que completaria 39 anos

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Apaixonado por samba e pelo Botafogo, professor completaria 39 anos nesta quinta-feira | Imagem: arquivo pessoal

Victor Loureiro teve confirmação para Covid-19 na última semana. Apresentava apenas os sinais leves da doença, até que na madrugada desta quinta-feira passou mal e morreu antes mesmo de chegar ao hospital

O dia 18 de março marcaria o aniversário de 39 anos do professor Victor Loureiro. A data, porém, virou também o dia de sua morte. Loureiro foi mais uma vítima da Covid-19 em Pouso Alegre. Já são 122 segundo boletim divulgado hoje.

Victor havia testado positivo para o vírus na última semana. Nos dias que se seguiram ele apresentou apenas sintomas leves da doença, mas, na madrugada desta quinta-feira, 18, ele começou a sentir falta de ar. O Samu foi acionado, mas o professor não resistiu e morreu antes de dar entrada no hospital.

Victor Loureiro tinha duas paixões, o samba e o Botafogo, preferências lembradas pelos amigos em uma série de homenagens

Amigos lamentam a morte do professor

Os amigos do professor fizeram diversas homenagens nas redes sociais. Uma analogia muito usada foi a empregada por Denise Cardoso: “Hoje tem samba no céu, vai com Deus meu amigo .Vamos renascer das cinzas”, se referindo à música, uma das paixões do educador, e ao fato de ele ter falecido na data de seu aniversário.

O lamento também deu lugar um misto de revolta pelo aumento das vítimas da Covid-19. “E hoje exatamente no dia do seu aniversário meu grande amigo Victor Loureiro da Silva foi chamado para os braços de Deus , mais uma vítima desse vírus terrível , dessa doença maldita , até quando essa praga continuará levando aqueles que amamos ? Descanse em paz meu amigo que Deus o receba de braços abertos”, protestou Cleber Santos.

O corpo do professor  foi sepultado às 16h desta quinta-feira. A cerimônia seguiu o protocolo padrão para vítimas da Covid-19.

Cotidiano

PM prende grupo que assaltou residência e agrediu casal de idosos

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Grupo de quatro assaltantes invadiu a residência do casal de idosos, que foram agredidos e amarrados com pedaços de lençol. Os criminosos foram presos em São Lourenço e Carmo de Minas, onde mantinham armas, insumos e parte do material roubado

Um grupo de quatro homens suspeitos de assaltar, agredir e amarrar um casal de idosos no bairro Juru, na zona rural de Itajubá, foi preso pela Polícia Militar nesta segunda-feira, 19.

Eles invadiram a residência do casal, um idoso de 67 anos e uma idosa de 65, no início da manhã de segunda-feira. De acordo com a PM, eles agrediram o dono da casa, o imobilizaram e o amarrou junto de sua mulher, um de costas para o outro, utilizando pedaços de lençol.

Ao menos um dos criminosos estaria armado durante a ação. O grupo deixou a residência levando um veículo Renault, modelo Duster, de cor preta.

Imagens de câmera de segurança possibilitou captura

A captura dos assaltantes começou a tomar forma quando a polícia identificou o veículo utilizado na ação, um Gol prata, com placa de São Lourenço. Eles chegaram à pista graças a imagens de câmeras de segurança da via pública de acesso à residência alvo do assalto.

Informada, a PM de São Lourenço armou o bloqueio, avistando o veículo, que seguia em alta velocidade, pouco depois.

“Um indivíduo que estava no interior do veículo, ao avistar a viatura, tentou vir de encontro a esta, porém foi contido pelos policiais militares. Durante a abordagem, o condutor resistiu de forma ativa sendo necessário contê-lo com técnicas de imobilização”, informou a PM.

O suspeito entregou o restante dos participantes da ação criminosa, incluindo uma mulher que estava de posse do veículo roubado, e outros três homens, dois de Carmo de Minas e um de Itajubá.

A operação policial terminou com cinco pessoas presas. Em Carmo de Minas, a polícia ainda apreendeu um arsenal com oito armas de fogo e três simulacros. Materiais produtos de roubo também foram recuperados, além de insumos provavelmente utilizados pelos criminosos.

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Arquidiocese de Pouso Alegre libera retomada das missas com público

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A Arquidiocese de Pouso Alegre publicou hoje um comunicado em que libera as celebrações com público nas igrejas, desde que obedecidas as medidas de restrições de cada município.

O comunicado é assinado pelo arcebispo Dom José Luiz Majella. Segundo ele, a partir da publicação do documento, as paróquias poderão retomar as atividades presenciais de forma gradativa, ao alcance de suas possibilidades e conforme os protocolos de cada município.

Em Pouso Alegre, templos e igrejas devem seguir o artigo 5º do Decreto Municipal 5.288, que prevê a obrigatoriedade do uso de máscaras, disponibilização de álcool 70% para desinfecção das mãos de todos que ingressarem no local, higienização constante dos espaços de uso coletivo e o máximo de uma pessoa a cada quatro metros quadrados. Além disso, um cartaz na entrada do templo ou igreja deve informar a lotação máxima permitida.

As missas com público haviam sido suspensas pela Arquidiocese em 18 de março, com o início da vigência da ‘onda roxa’, encerrada no último sábado, 17.

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Justiça reconhece morte por Covid-19 como acidente de trabalho no Sul de Minas

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Família de caminhoneiro vai receber R$ 200 mil de indenização de uma transportadora. Motorista começou a sentir os primeiros sintomas após realizar uma viagem de 10 dias partindo da cidade de Extrema

A Justiça do Trabalho mineira reconheceu como acidente de trabalho a morte por Covid-19 do motorista de uma transportadora.  A empregadora foi condenada a pagar indenização por danos morais, no valor total de R$ 200 mil, que será dividido igualmente entre a filha e a viúva, e, ainda, indenização por danos materiais em forma de pensão para a filha, até os 24 anos, e, para a viúva, até os 76 anos. A decisão é do juiz Luciano José de Oliveira, que analisou o caso na Vara do Trabalho de Três Corações.

A família, que requereu judicialmente a reparação compensatória, alegou que o trabalhador foi contaminado pelo coronavírus no exercício de suas funções, foi internado e veio a óbito após complicações da doença. O motorista começou a sentir os primeiros sintomas em 15 de maio de 2020, após realizar uma viagem de 10 dias da cidade de Extrema, Minas Gerais, para Maceió, Alagoas, e, na sequência, para Recife, Pernambuco.

Em sua defesa, a empresa alegou que o caso não se enquadra na espécie de acidente de trabalho. Informou que sempre cumpriu as normas atinentes à segurança de seus trabalhadores, após a declaração da situação de pandemia. Disse ainda que sempre forneceu os EPIs necessários, orientando os empregados quanto aos riscos de contaminação e às medidas profiláticas que deveriam ser adotadas.

Mas, ao avaliar o caso, o juiz deu razão à família do motorista. Na sentença, o magistrado chamou a atenção para recente decisão do STF, pela qual o plenário referendou medida cautelar proferida em ADI nº 6342, que suspendeu a eficácia do artigo 29 da MP nº 927/2020, que dizia que os “casos de contaminação pelo coronavírus não seriam considerados ocupacionais”.

Exceto no caso de “comprovação do nexo causal”, circunstância que permite o entendimento de que é impossível ao trabalhador e, portanto, inexigível a prova do nexo causal entre a contaminação e o trabalho, havendo margem para aplicação da tese firmada sob o Tema nº 932, com repercussão geral reconhecida.

Segundo o magistrado, a adoção da teoria da responsabilização objetiva, no caso, é inteiramente pertinente, pois advém do dever de assumir o risco por eventuais infortúnios sofridos pelo empregado ao submetê-lo ao trabalho durante a pandemia do coronavírus.

Na visão do juiz, o motorista ficou suscetível à contaminação nas instalações sanitárias, muitas vezes precárias, existentes nos pontos de parada, nos pátios de carregamento dos colaboradores e clientes e, ainda, na sede ou filiais da empresa.

Ações trabalhistas por Covid-19 disparam

Após um ano da decretação de estado de calamidade pública pela pandemia do novo coronavírus no Brasil, mais de 1.300 pessoas já recorreram à Justiça do Trabalho em Minas Gerais em ações relacionadas à Covid-19. No total, foram registrados 1.387 processos sobre o assunto nas varas do trabalho de todo o estado, entre janeiro de 2020 e fevereiro deste ano.

Segundo levantamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em todo o Brasil, ações com o assunto Covid-19 alcançaram o número de 23.938. Minas Gerais foi a sexta, dentre as 24 regiões judiciárias trabalhistas do país, com mais casos sobre o tema, atrás de Rio Grande do Sul (3.263), Pernambuco (2.915), São Paulo (2.571), Santa Catarina (2.499) e Goiás (1.630).

Com informações do TRT 3

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