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Minas

Novo lote de vacinas vai ampliar imunização contra a Covid para novas idades em Minas

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Carga de vacinas desembarca no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte | Foto: Fábio Marchetto

Cerca de 588 mil doses de uma nova carga de vacinas que está desembarcando no estado serão direcionadas à imunização inicial de novas idades contra a Covid-19

Nos últimos dias, a ampliação da vacinação contra a Covid-19 em Minas para novas idades tinha desacelerado, causando inquietação nas faixas etárias que ainda não foram imunizadas. O governo do estado, porém, afirma que um lote com 841 mil doses deve reverter o cenário, permitindo que a idade do público-alvo volte a ser reduzida de forma mais célere.

Sete de cada dez doses da carga, ou cerca de 588 mil, serão utilizadas para a imunização inicial de novas faixas etárias. Em Pouso Alegre, por exemplo, a campanha de vacinação chega, nesta terça-feira, 20, às pessoas de 43 anos. Com a chegada do novo lote, o que deve ocorrer nos próximos dias, pessoas de idades inferiores devem ser chamadas para se imunizarem.

De acordo com a administração estadual, a nova carga de vacina, que integra a 31ª remessa do Ministério da Saúde para Minas, está sendo enviada, de forma fracionada, desde a noite de segunda-feira (19/7), quando 171.400 doses da CoronaVac desembarcaram no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.

Nesta terça, 102.800 doses da AstraZeneca e 120.510 doses da Pfizer também desembarcam em Confins e, por caminhão, 447.250 doses da AstraZeneca chegam no final da tarde à Central Estadual de Rede de Frio, na capital.

Todas as doses serão encaminhadas para a Rede de Frio para que possam ser conferidas as condições de armazenamento e de temperatura. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informa que a logística de distribuição dos imunizantes para as 28 Unidades Regionais de Saúde (URSs) será divulgada em breve.

Público-alvo

70% das 841.960 doses de vacina contra a covid-19 serão destinadas à imunização inicial de novas faixas etárias e 30% para os grupos prioritários que serão imunizados com a segunda dose.

Minas

Minas ignora Ministério da Saúde e segue com vacinação para jovens de 12 e 17 anos

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Secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, confirma à imprensa que estado seguirá vacinando adolescentes | Foto: reprodução

A exemplo de outros 13 estados mais o Distrito Federal, o governo de Minas seguirá com a vacinação de jovens e adolescentes de 12 a 17 anos. A decisão ocorre depois de o Ministério da Saúde ter orientado, na última quarta-feira, a suspensão da vacinação desse público, mantendo apenas para o grupo com comorbidades.

A princípio, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais acatou a orientação vinda do governo federal,  mas mudou de posição após consultar autoridades em saúde como a Anvisa, que manteve a orientação para vacinação do grupo com ou sem comorbidades.

“A Anvisa afirmou que não existe nenhuma restrição técnica da vacina para esse grupo. Diante disso, Minas está liberando, por meio da deliberação que já existia, a vacinação de todos os adolescentes, com ou sem comorbidades”, afirmou o chefe da pasta, Fábio Baccheretti, na manhã desta sexta-feira, 17. Ele lembrou que a liberação da vacinação dependerá do envio de doses pelo Ministério da Saúde.

Histórico

Na noite de quarta-feira, 15, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, convocou uma coletiva para anunciar a suspensão da vacinação para adolescentes sem comorbidades. O anúncio ocorreu enquanto alguns estados já haviam iniciado a imunização desse público.

Conforme declarou o ministro, a mudança de orientação estaria embasada em recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Queiroga afirmou que a vacinação foi interrompida para investigação de eventos adversos, e que não seria retomada até que houvesse evidências científicas “sólidas”.

Entre os eventos adversos em investigação estava a morte de uma jovem de 16 anos, de São Bernardo do Campo (SP). Mas, na tarde de ontem, o governo de São Paulo divulgou nota informando que a vacinação não seria a causa provável do óbito. A Anvisa informou que também irá à campo averiguar o caso. Ainda assim, a própria agência reguladora divulgo nota afirmando:

“Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus o risco para todas as vacinas autorizadas no Brasil, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”.

Ainda na noite de ontem, após se reunir com os fabricantes da Pfizer, único imunizante liberado para aplicação em adolescentes no Brasil, a agência reafirmou que mantém a indicação da vacina para as idades de 12 a 17 anos.

Situação esdrúxula

A recomendação do Ministério da Saúde, a postura contrária da Anvisa e metade dos estados praticamente ignorando a orientação do governo federal levam a mais uma situação impensável durante a pandemia, reafirmando a falta de uma liderança central em meio à crise de saúde.

A discordância entre os entes de representação política e técnica se dá por uma desconfiança generalizada de que a orientação da pasta de Queiroga é menos técnica e mais política. Os corpos técnicos dos estados e mesmo alguns setores do próprio MS ficaram sem entender o real motivo da mudança de orientação. Especula-se tratar-se de um movimento para camuflar a falta de vacinas, já que muitos estados têm paralisado a campanha por falta de imunizante.

Quase a unanimidade dos epidemiologistas consultados recomenda a manutenção da vacinação em jovens, lembrando que, embora eles sejam menos vulneráveis à doença, eles são os potenciais maiores propagadores do vírus, por circularem mais e entrar em contato com seus pais e avós, mais suscetíveis à infecção. Vaciná-los, neste ponto da pandemia, seria uma forma de garantir a interrupção da circulação do vírus.

Não por acaso, ainda ontem, “membros da Câmara Técnica do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde exigiram mudança de posição e retratação da pasta em relação à suspensão vacinação de adolescentes”, informa neste sábado a coluna Painel, da Folha de São Paulo.  Caso a retratação não ocorra, eles ameaçam uma renúncia coletiva no órgão.

 


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Minas

Ao lado de Bolsonaro, Zema anuncia veto a projeto contra discriminação de gênero

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Zema e Bolsonaro participam do lançamento do projeto de revitalização na bacia hidrográfica do Rio Urucuia | Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

O governor Romeu Zema (Novo) afirmou nesta sexta-feira, 17, que pretende vetar o projeto de lei aprovado pela Assembleia de Minas (ALMG) prevendo a ampliação da punição para empresas que discriminem, coajam ou atentem contra direitos das pessoas em razão da orientação sexual, identidade de gênero ou expressão de gênero.

A declaração foi feita durante o lançamento do projeto de revitalização na bacia hidrográfica do Rio Urucuia, em Arinos, cidade da Região Noroeste do estado, que contou com participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

A pauta vem gerando repercussão negativa especialmente entre o público mais conservador, que tem mobilizado campanhas nas redes sociais pedindo que o político vete o projeto. Zema vai atender aos apelos:

“Quero lembrar ao povo mineiro que a Assembleia Legislativa de Minas, infelizmente, aprovou um projeto que caberá a mim vetá-lo. Não podemos permitir que o setor produtivo seja penalizado, venha ter um terceiro banheiro para alguém cujo o sexo não está definido. Então esse projeto será vetado”, discorreu.

O projeto de lei foi aprovado no início do mês pela Assembleia. Ele promove alterações na Lei 14.170, de 15 de janeiro de 2002, que determina a imposição de sanções à pessoa jurídica por ato discriminatório praticado contra pessoa em virtude de sua orientação sexual.

Entre outras medidas, a multa para pessoas jurídicas que, por ato de seu proprietário, dirigente, preposto ou empregado, no efetivo exercício da atividade profissional, discrimine ou coaja pessoas ou atente contra os seus direitos varia entre R$ 3.552,40 e R$ 177.480.

Bolsonaro parabeniza governador

Crítico contumaz das pautas ligadas às questões de gênero, como não poderia deixar de ser, o presidente Jair Bolsonaro elogiou a ação de Zema.

“O governador Romeu Zema acabou de anunciar o veto ao projeto votado na sua Assembleia Legislativa. Afinal de contas, temos que nos unir, cada vez mais, não deixar que nos separem. Não podemos aceitar a política da esquerda, de nós contra eles, homos contra héteros, brancos contra afrodescentes, nordestinos contra sulistas, homens contra mulheres, ricos contra pobres, patrões contra empregados. Somos um só povo”, disparou.

Zema, porém, evitou fazer a defesa de valores. Além de argumentar que o projeto gera custos para o empresariado, nas redes sociais, ele pontuou que já existem leis federais que tratam da discriminação de gênero.

 

Com informações do Estado de Minas.


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Cotidiano

Minas vai dobrar número de radares nas estradas estaduais

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O número de radares de fiscalização de velocidade nas estradas estaduais de Minas vai mais que dobrar, passandos dos atuais 467 para 1.065. A informação é do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do estado, o DER-MG.

A ordem de início para novos contratos dos equipamentos que serão instalados foi entregue na terça, 14, pelo diretor-geral do órgão, Robson Santana. O investimento total é de R$ 104 milhões ao longo de 30 meses.

De início, a prioridade será a recuperação, manutenção e funcionamentos dos radares já existentes. Só depois, de posse das informações de um levantamento que deve ser feito a partir das próximas semanas, serão definidos os locaia de instalação dos 598 novoa radares.

“Com a ampliação dos contratos de fiscalização eletrônica de velocidade, além de inibirmos o desrespeito à lei em um número maior de rodovias, estamos contribuindo para o aumento da segurança viária nos trechos sob a responsabilidade do Estado”, afirma Santana.

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