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Minas

Minas recebe mais 726 mil doses e vai iniciar vacinação de grávidas e pessoas com comorbidades

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Foto: Gil Leonard/ Imprensa MG

O 17º lote de vacinas recebido do governo federal inclui uma remessa inicial de 50,3 mil doses da Pfizer. Carga de imunizantes será direcionada para grávidas e puérperas, pessoas com comorbidades e idosos de 60 a 64 anos 

Minas Gerais recebeu nesta segunda-feira, 03, o 17º lote de vacinas contra Covid-19. São mais 726.560 doses para serem aplicadas em grávidas, puérperas e pessoas com comorbidades.

A carga inclui uma primeira remessa de 50,3 mil doses da Pfizer, imunizante desenvolvido pela farmacêutica americana em parceria com a alemã BioNTech. Mas essa primeira remessa ficará em Belo Horizonte, já que necessitam de conservação especial à baixíssima temperatura de – 70 graus.

O mesmo ocorreu nos demais estados do país, com todo o lote inicial de 1 milhão de doses sendo direcionado para as capitais. Em Belo Horizonte, as doses seguirão para a vacinação de pessoas que apresentam comorbidades para a Covid-19.

Outras 676.250 doses da AstraZeneca seguirá a logística habitual de distribuição para as regionais de saúde. A data em que isso ocorrerá ainda será definida pelo governo de Minas.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, do lote de AstraZeneca, 13,6% será utilizado na vacinação das grávidas e puérperas e 21,6% seguirão para a vacinação de idosos entre 60 e 64 anos.

“É importante que os municípios observem a orientação dada pela Secretaria de Estado de Saúde, a partir dos informes técnicos emitidos pelo Ministério da Saúde, de que todas as doses entregues devem dar continuidade às campanhas de vacinação observando a cobertura dos públicos prioritários”, explica a coordenadora de Imunização da SES-MG, Josianne Gusmão.

Confira o total de doses já enviadas para Minas Gerais:

1ª remessa

577.480 doses da CoronaVac em 18/1/2021

2ª remessa

190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021

3ª remessa

87.600 doses da CoronaVac em 25/1/2021

4ª remessa

315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021

5ª remessa

220.000 doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/2021

6ª remessa

285.200 doses da CoronaVac em 3/3/2021

7ª remessa

303.600 doses da CoronaVac em 9/3/2021

8ª remessa

509.800 doses de CoronaVac em 17/3/2021

9ª remessa

86.750 doses da AstraZeneca e 455.800 doses da CoronaVac em 20/3/2021

10ª remessa

116.600 doses de AstraZeneca e 359.000 doses de CoronaVac em 26/3/2021

11ª remessa

73.250 doses de AstraZeneca e 943.400 doses de CoronaVac em 1/4/2021

12ª remessa

257.750 da AstraZeneca e 220.400 da Coronavac, em 8/4/2021

13ª remessa

426.000 da AstraZeneca e 275.200 da CoronaVac, em 16/4/2021

14ª remessa

316.750 doses da AstraZeneca e 73.800 da CoronaVac, em 23/4/2021

15ª remessa

578.000 doses da AstraZeneca e 11.800 doses da Coronavac, em 29/4/2021

16ª remessa

676.250 doses de Astrazeneca, em 3/5/2021 e 30.400 doses da Coronavac, em 1º/5/2021

17ª remessa

50.310 doses de Pfizer, em 3/5/2021

Total: 7.578.640 doses

 

Minas

Síndrome rara atinge 99 crianças com Covid-19 em Minas, três delas da regional de Pouso Alegre

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Subiu para 99 o número de crianças que tiveram diagnóstico positivo para a síndrome inflamatória pediátrica (SIM-P) possivelmente associada à Covid-19 em Minas. Até o momento, dois casos evoluíram para óbito. Em menos de cinco meses, o estado já registrou 54 casos, contra 45 reportados ao longo de 2020.

Os dados, que são semanais, foram atualizados nesta terça-feira, 11, pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Entre as 99 crianças que tiveram a síndrome, três são da Superintendência Regional de Pouso Alegre, que abrange um total de 54 cidades.

Dois dos casos confirmados na regional ocorreram no ano passado e um em 2021. Não há informações detalhadas sobre a idade e a evolução dos quadros específicos dessas crianças no relatório da SES-MG.

De acordo com o levantamento, 399 casos suspeitos da síndrome já foram reportados em Minas, dos quais 157 foram descartados e outros 58 seguem em investigação. Dos 99 casos confirmados, dois evoluíram para óbito, enquanto 80 são de crianças que já tiveram alta e 17 seguem internadas.

Dentre os casos diagnosticados para a síndrome, 53,5% ocorreram com crianças entre 0 e 4 anos, 40,6% com crianças de 5 a 9 anos e 5,9% de 10 a 14.

Síndrome misteriosa

A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica Temporalmente Associada à Covid-19 (SIM-P) é uma reação inflamatória grave e sistêmica que acomete crianças e adolescentes que foram infectados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Dentre os sintomas mais comuns estão a febre por mais de três dias, vermelhidão nos olhos, edemas nas mãos e pés e sintomas gastrointestinais, como diarreia, vômito e náusea. Ela também pode apresentar manifestações neurológicas, renais e no sangue.

Mesmo após mais de um ano do advento da pandemia, a comunidade científica ainda está mergulhada em dúvidas sobre a síndrome. Não há, por exemplo, uma explicação para o fato de ela ocorrer entre crianças e adolescentes menores de 19 anos.

A maior aposta até o momento, com base nos casos já conhecidos, é que se trate de uma é reação imunológica exagerada à infecção pelo novo coronavírus, relação causal, aliás, que ainda não foi comprovada.

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Minas

100 mil doses da CoronaVac chegam a Minas para retomada da aplicação da 2ª dose

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Remessa de CoronaVac desembarcou no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, na manhã deste sábado | Foto: Agência Minas

Cidades como Pouso Alegre precisaram suspender a aplicação da segunda dose do imunizante nos últimos dias. Remessa deve chegar às regionais de saúde na segunda-feira

Minas Gerais recebeu neste sábado, 08, uma remessa com 100,2 mil doses da CoronaVac, imunizante produzido pelo Insituto Butantan. A vacina chega em um momento crítico, em que diversos municípios do estado precisaram suspender a aplicação da segunda dose da CoronaVac por falta do imunizante.

Em Pouso Alegre, a interrupção da aplicação da segunda dose foi anunciada no início desta semana. Desde então, o município recebeu apenas mais 250 doses do imunizante. A nova remessa da vacina começa a ser distribuída nas regionais de saúde na segunda-feira (10) e, então, aos municípios.

O governo de Minas garante que a remessa que chegou neste sábado, somada a uma nova remessa que chegará na próxima semana, serão suficientes para retomar a aplicação da segunda dose do imunizante nos municípios.

“As doses que chegaram hoje e as que estão previstas para a próxima semana serão suficientes para que os municípios retomem a vacinação das pessoas que só tomaram a 1ª dose da Coronavac e assim alcancem a imunidade”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

De acordo com ele, entre as pessoas que só receberam a primeira dose, mesmo que já tenham sido ultrapassados os 28 dias de intervalo recomendado entre a primeira e segunda aplicação, “se encaminhem ao posto de saúde para receber a segunda dose da vacina. A imunidade só é alcançada com a aplicação das duas doses da Coronavac”, observou.

18ª remessa

As doses de CoronaVac que chegaram ao estado complementam a 18º remessa de imunizantes. A primeira parte da carga chegou na última quinta-feira (5/5), com 396.500 doses da vacina AstraZeneca.

Os imunizantes da Coronavac foram levados para a Rede de Frio estadual, em Belo Horizonte, e de lá serão distribuídos para as 28 Unidades Regionais de Saúde (URSs) a partir de segunda-feira.

 

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Cotidiano

Mães relatam emoção de superar covid-19 e retornar para a família

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Dona Abeti e Mailde receberam alta no mesmo dia (Fhemig / Divulgação)

“Não precisava me dar nada, só estar com vocês já é um presente pra mim”. Quantas vezes uma mãe não fala isso para seus filhos? E quantas delas vão estar ausentes ou sentirão a ausência de um filho nesses tempos sombrios de pandemia?

Em uma data especial como o Dia das Mães, a presença, mesmo que não seja física, é motivo de celebração e será lembrada como vitória por muitas famílias.

São milhares de mães que, atualmente, enfrentam as rotinas de plantão e longas jornadas de trabalho para atender aos casos de covid-19 nas unidades de Saúde, assim como em outros locais de trabalho. Mães que, muitas vezes, cuidam de outras mães e, com empatia ímpar, se colocam no lugar delas.

Na luta pela vida, essas mulheres se encontraram. E, neste contexto, as pacientes relatam a emoção de poderem retribuir esse carinho – não só às mães, mas a todos profissionais de Saúde que foram fundamentais para a recuperação de cada uma e, consequentemente, possibilitaram a elas passar mais um Dia das Mães com seus filhos.

Alta em família

Mailde Neves foi internada no Hospital Eduardo de Menezes (HEM) – referência em Minas Gerais no atendimento à covid-19 – no dia seguinte à internação de sua mãe, Dona Abeti, na mesma unidade.

Dona Abeti, de 82 anos, é mãe de dez filhos e ainda se recupera da doença. “Mesmo não podendo nos aglomerar, será um dia diferente para nós. Só posso agradecer a Deus e à equipe do hospital por ela estar viva, e esperamos que tenha muitos anos de vida pela frente”, diz Mailde.

As duas não tiveram complicações e permaneceram na Enfermaria por poucos dias. Tiveram alta na mesma data: 28 de abril. Por causa da idade, Dona Abeti ainda sente muito cansaço, mas Mailde segue melhor.

Acolhimento

Mesmo com dificuldades para falar e ainda se recuperando também, Maria do Perpétuo Lima faz questão de expressar sua gratidão e a alegria de reencontrar os filhos, de 27 e 35 anos, e a neta, de 7 anos.

“Temos apenas uma vaga ideia dessa doença até passar por ela. Tive medo todo o tempo, fui para o semi-intensivo e ficava nervosa ao pensar que poderiam me intubar a qualquer momento”, lembra.

Ela mantinha contato com a família pelo celular, mas reconhece que o acolhimento da equipe do Eduardo de Menezes ajudou demais no processo de recuperação. “Foram fantásticos, me deram carinho e atenção. Preciso agradecer a Deus e a eles pela minha vida, pela oportunidade que me deram de passar esse dia com minha família”.
Maria do Perpétuo também teve alta no final de abril, depois de nove dias internada.

Da angústia ao agradecimento

A vendedora Beatriz Maria Oliveira dos Santos, de 55 anos, acompanhava, nervosa, os casos de covid-19 que vinham aparecendo entre colegas, familiares e vizinhos. “Muita gente que eu conhecia faleceu com essa doença. Uma ex-colega perdeu quase toda a família”, conta.

Beatriz é mãe de três filhos: uma de 29 anos e gêmeos de 18. O marido, transplantando de coração, se recuperou recentemente da infecção pelo coronavírus. Com a aproximação do perigo, ela lembra que ficou apavorada quando apareceram os primeiros sintomas: “Entreguei minha vida nas mãos de Deus”.

O pulmão de Beatriz chegou a ficar totalmente tomado pela doença, mas o quadro não se agravou. “Pensava a todo momento em minha família, fazia videochamada com a ajuda da equipe, que me deu muito apoio e atenção”, relembra. Segundo ela, o atendimento no Hospital Eduardo de Menezes foi fundamental em sua recuperação.

“Peço a Deus pela vida de cada um deles, foi uma prova de amor incondicional a forma como fui tratada todos os dias. Fico emocionada quando me lembro do rosto de cada um, das palavras de esperança”.

Já em casa, ela diz que, agora, a angústia e o medo deram lugar à gratidão. “A vida é uma dádiva e estou muito feliz de poder passar o Dia das Mães com minha ninhada”, afirma.

Mães guerreiras

Em Patos de Minas, a gari Leandra Bruna da Silva Caixeta, de 37 anos, passará o Dia das Mães deste ano na companhia de toda a família, após 41 dias de internação, sendo 27 deles em ventilação mecânica, por causa da covid-19. A mãe do jovem Juan Pedro, de 17 anos, testou positivo para a doença no dia 3 de março, após apresentar falta de ar.

“Os sintomas foram só piorando com o passar dos dias. No dia 11 de março, fui para o hospital de campanha, já bem grave. Fui intubada na mesma hora”, relata.

Após 21 dias de internação, Leandra foi transferida para o Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), da Fhemig, devido a uma complicação em seu quadro. Em seis dias, já teve a ventilação mecânica retirada e, pouco depois, seguiu para a Enfermaria, totalizando 20 dias de internação na unidade.

Leandra e o filho, Juan Pedro (Fhemig / Divulgação)

“Quando acordei no hospital, fiquei muito nervosa, só pensava no meu filho, na minha família, perguntava por eles o tempo todo. Foi muito difícil ficar todo esse tempo longe deles”, recorda.

No dia de sua alta, foi surpreendida, na porta do HRAD, por familiares e amigos, que foram recebê-la e celebrar sua vitória. “Foi emocionante demais. Só então pude ver meu filho, depois de tantos dias. Senti muita saudade, sou muito apegada a ele”, completa.

Por conta de sequelas da covid-19, Leandra ainda está acamada e faz sessões de fisioterapia três vezes por semana. Atualmente, recebe ajuda da mãe e do irmão na rotina diária.

“Perdi os movimentos das pernas e do braço esquerdo. Agradeço a Deus, primeiramente, por estar viva, aos meus familiares e amigos, pela corrente de oração que fizeram pela minha recuperação, e aos profissionais do HRAD, que cuidaram tão bem de mim. A todas as mães que se encontram internadas, gostaria de dizer: não desistam. Sejam guerreiras, como eu fui, lutem até o fim pela própria vida. E que a vitória venha rapidamente”, conclui.

Reportagem: Agência Minas

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