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Pouso Alegre

Média de vacinação aumenta, mas PA levaria mais de 2 anos para alcançar imunidade

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Ainda em ritmo lento, vacina é a maior esperança para por fim a pandemia e retomar atividades | Foto: Tania Rego/Agência Brasil

A média diária de aplicação de vacinas contra Covid-19 em Pouso Alegre passou de 233,8 para 238,5. Com isso, o tempo estimado para vacinar toda a população diminuiu, mas segue acima de três anos. Para chegar a 70% da população, número que alguns epidemiologistas acreditam ser capaz de barrar a pandemia, levaria 2 anos e 3 meses

A média diária de aplicação de vacinas contra a Covid-19 em Pouso Alegre aumentou de 223,2, no último levantamento feito pelo R24, em 8 de março, para 238,5 neste domingo, 21. A melhora reduziu o tempo estimado para que a cidade imunize toda a sua população. Mas o período ainda supera 3 anos.

> Vacina que pode vir para Pouso Alegre e região enfrenta dificuldades de liberação na Anvisa

No ritmo de vacinação de 8 março, o município levaria 3 anos e 9 meses para imunizar toda sua população com duas doses de imunizante.  No ritmo atual, esse tempo cai para 3 anos e 4 meses, ao final do qual o município teria aplicado um total de 305.098 doses, quantidade necessária para duas aplicações do imunizante em toda a população.

Os dados são do levantamento realizado pelo R24 com base no boletim ‘Vacinômetro’, divulgado de segunda a sexta-feira pela Prefeitura de Pouso Alegre, e com base nos dados demográficos do IBGE.

 

Para vacinar 70% da população, seriam necessários 2 anos e três meses

Os epidemiologistas acreditam que a vacinação de 70% a 90% da população é a taxa necessária para debelar a pandemia. Vamos ficar com o percentual mínimo, de 70%. Em Pouso Alegre, esse percentual equivaleria a 106,7 mil habitantes. Ou seja, para atingir o nível mínimo de vacinação para conter a pandemia, a cidade teria que aplicar 213,4 mil doses, considerando duas aplicações neste público. No ritmo atual, isso aconteceria em junho de 2023, daqui 2 anos e 3 meses.

Pessoas acima de 50 anos seriam vacinadas em pouco mais de sete meses

Considerando a atual média diária de aplicações de vacina, os moradores com mais de 50 anos, que são aqueles que, em tese, são mais vulneráveis às complicações da Covid-19, receberiam a primeira e segunda doses em 218 dias, ou pouco mais de sete meses.

Os cálculos do R24 são feitos em cima dos dados disponíveis no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No censo mais recente, realizado em 2010, o órgão mostra que as pessoas com mais de 50 anos em Pouso Alegre representa 21,9% da população.

Aplicando esse dado sobre a projeção populacional de 2020, de 152.549 habitantes, chegamos ao número de 33.492 habitantes nessa faixa etária. Logo, seriam necessárias 66,9 mil doses para vacinar esta faixa da população.

 

É importante ressaltar que o cálculo da média diária de vacinação e a projeção do tempo necessário para imunização dos moradores é um exercício feito para mostrar a velocidade da imunização e não tem como objetivo prever em quanto tempo esse processo se dará.

Também é importante ressaltar que o Plano Nacional de Imunização (PNI), ao elencar os grupos prioritários para vacinação, não leva em consideração apenas a idade das pessoas, mas sua exposição ao risco, comorbidades, além de outras variáveis.

Isso faz diferença, pois, em Pouso Alegre, por exemplo, dois terços das vacinas aplicadas até o momento foram direcionados aos profissionais da saúde, primeiro para aqueles que estavam na linha de frente, depois para outros profissionais da área, incluindo pessoas abaixo dos 40 anos.

Essa escolha, que está determinada no PNI, afetará sensivelmente o tempo de vacinação dos grupos de faixa etária mais elevada nos próximos meses, que serão os mais letais da pandemia.

Último boletim de vacinação divulgado pela Prefeitura de Pouso Alegre

 

Vacinação lenta e falta de controle de transmissão leva ao surgimento de variantes

O ritmo atual de vacinação no Brasil é tão preocupante quanto a falta de controles eficazes de disseminação do vírus. Isso, por que esse os dois fatores combinados podem levar ao surgimento de variantes resistentes à vacina, criando um ciclo capaz de dar sobrevida ao coronavírus.

Ao Corrreio Brasiliense, a epidemiologista Ethel Maciel, pós-doutora pela Universidade Johns Hopkins e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, explica que a vacinação rápida é necessária justamente para conter a transmissão do vírus e essa proliferação de novas variantes.

“O vírus sobrevive fazendo cópias dele mesmo, fazendo multiplicações. Vai se multiplicando no nosso organismo, fazendo cópias, sendo transmitido, fazendo cópias no organismo de outra pessoa e assim vai sobrevivendo. Então, quanto mais ele circular, mais chances a gente dá a ele de fazer essas cópias e, consequentemente, alguma mutação, que pode ser vantajosa para ele”, ressalta.

É exatamente por isso, que o país corre contra o tempo e, enquanto não há vacinas suficientes, as medidas de isolamento para controle de transmissão do vírus são essenciais. “Nesse momento, o vírus está em vantagem porque é mais veloz que nós. Consegue fazer adaptações muito mais rápidas para ter vantagem, ser mais transmissível, conseguir infectar mais pessoas. Teríamos que vacinar muito mais rápido do que ele tem a capacidade de infectar e não estamos conseguindo isso”, conclui a epidemiologista.

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Política

Câmara aprova manutenção de repasses a entidades sociais durante a pandemia

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Medida vai beneficiar entidades como a Apae, Clube do Menor e outras sete organizações sociais que poderiam encerrar atividades sem a ajuda financeira. Proposta ainda será apreciada em segunda votação

Proposta aprovada na noite desta terça-feira, 20, pela Câmara de Vereadores vai permitir que a Prefeitura de Pouso Alegre repactue as condições dos repasses e siga subsidiando as entidades filantrópicas que prestam serviços de educação ao município mesmo durante a pandemia.

O projeto de lei foi aprovado em primeiro turno e ainda terá que voltar ao plenário para, só então, ser sancionado pelo prefeito Rafael Simões (DEM).

Entenda

Todos os anos a Prefeitura de Pouso Alegre faz o repasse de verbas, que leva o nome técnico de subsídio, para ajudar a custear entidades sociais sem fins lucrativos como a Apae, o Clube do Menor, o Instituto Felippo Smaldoni e outros.

Parceiras do município na educação pública, essas OSCs (Organização da Sociedade Civil) atendem crianças com algum grau de deficiência, em estado de vulnerabilidade, ou atuam em ações de promoção social em áreas muitas vezes descobertas pelo estado.

Mas para ter acesso à verba, que este ano será de R$ 3,35 milhões dividida entre nove associações, essas entidades precisam comprovar os serviços prestados e atender a uma série de exigências e pactuações firmadas com o município.

Com o advento da pandemia e as medidas de restrição, a suspensão das atividades presenciais impedia que essas instituições utilizassem a verba municipal para honrar custos como a folha de pagamento, por exemplo, o que poderia inviabilizar a continuidade do trabalho de algumas delas.

Para permitir o uso da verba nesses custeios, ainda que não haja atividades presenciais com os alunos, a Prefeitura enviou à Câmara o projeto de lei que promove a repactuação das condições para o subsídio.

“Caso haja necessidade de suspensão ou alteração das atividades, deverão ser repactuados o plano de trabalho, as  metas e os resultados, com dedução das despesas diretas e indiretas que efetivamente deixem de ocorrer”, esclarece a proposta enviada à Câmara.

 

Como funcionam as transferências para as organizações sociais

Todos os anos a Prefeitura envia um projeto de lei para a Câmara de Vereadores com os valores a serem repassados para as Organizações Sociais que atuam na área da educação. Como faz parte do orçamento municipal, a proposta é aprovada no ano anterior para ser executada no seguinte.

Os repasses previstos para 2021 foram aprovados pela Câmara e sancionados pela Prefeitura em dezembro de 2020, na forma da Lei 6.312 de 2020. À época, estimava-se que as atividades educacionais voltariam à sua rotina ao longo do ano seguinte o que, até o momento, não se confirmou.

Confira o valor e as entidades que recebem o subsídio da Prefeitura:

  • Associação das Obras Pavonianas de Assistência – Escola Profissional Delfim Moreira: R$ 260 mil
  • Associação de Caridade de Pouso Alegre – Educandário Nossa Senhora de Lourdes: R$ 450 mil
  • Associação de Integração da Criança – R$ 155 mil
  • Associação de Pais e Amigos de Excepcionais – APAE de Pouso Alegre – R$ 200 mil
  • Associação de Promoção do Menor – R$ 995 mil
  • Clube do Menor – R$ 270 mil
  • Comunidade de Ação Pastoral – CAP – R$ 450 mil
  • Congregação das Irmãs Salesianas do Sagrado Coração – Instituto Felippo Smaldone – R$ 270 mil
  • Movimento Social de Promoção Humana – R$ 300 mil

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Pouso Alegre

Cristália inicia produção de sedativos do ‘kit intubação’ em Pouso Alegre

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País enfrenta escassez de sedativos do 'kit intubação' por conta de alta demanda causada pela pandemia | Imagem: Agência Brasil

Linha de produção  foi instalada em laboratório que fica no Distrito Industrial e tem capacidade para envasar até 1,5 milhão de frascos por mês. A farmacêutica é a principal fornecedora de anestésicos do país, que enfrenta enorme escassez do chamado ‘kit intubação’ em meio à pandemia

A vasta infraestrutura industrial de Pouso Alegre dá mais uma contribuição importante ao enfrentamento à pandemia de Covid-19 no Brasil. Começou a operar na última semana, no distrito industrial, a nova linha de produção do laboratório Cristália dedicada à fabricação de anestésicos, item mais demandado atualmente no processo de intubação de pacientes infectados pela Covid-19.

O laboratório é líder nacional em anestesias e atende cerca de 95% dos hospitais brasileiros. Para ampliar sua capacidade produtiva, já em 2020, iniciou o processo de aquisição e instalação de uma máquina de invase alemã, da marca Groningen, um investimento de R$ 40 milhões.

No final de março, a empresa contratou ao menos 30 auxiliares de produção para atuarem na planta.

De acordo com Ricardo Pacheco, seu presidente executivo, o aporte foi disparado logo que surgiu o surto de Covid-19 no país, já prevendo a possibilidade de aumento da demanda por anestésicos. “A nova linha de produção não apenas aumenta a nossa capacidade como também dará mais agilidade a todo o processo”, destaca o executivo.

Pacheco explica que o envase desse tipo de medicamento costuma ser feito em quatro etapas, em diferentes equipamentos. “A nova máquina faz a lavagem e esterilização dos frascos, envasa o medicamento e ainda coloca a tampa dos frascos ampola”, detalha. Isso não apenas reduz o tempo de produção, mas aumenta ainda mais a segurança de todo o processo.

A nova linha terminou de ser montada em março, sob a supervisão de uma equipe de engenheiros alemães da Groninger. Na última semana,  teve início a produção do opioide Fentanest, medicação utilizada em indução e manutenção de anestesia geral. O Fentanest tem sido muito demandado no tratamento de pacientes graves de Covid-19.

Em março, Ogari Pacheco, dono da farmacêutica, disse ao ao Painel S.A.  que os técnicos alemães da fabricante do equipamento chegaram a adiar a viagem ao Brasil. Eles ficaram com medo da situação da pandemia no país.

Entre as maiores unidades da América Latina

De acordo com a empresa, a unidade de Pouso Alegre é uma das mais modernas da América Latina. São 16 mil m² de área construída, o que a colocaria “entre as maiores plantas do continente latino-americano dedicada a soluções parenterais de grande volume, com soluções fisiológicas, glicosadas, glicofisiológicas, entre outras”.

A unidade passa, agora, a produzir anestésicos “Todos os produtos da planta de Pouso Alegre são para uso exclusivo de hospitais, o que também facilitará a logística de distribuição”, observa Pacheco.

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Cotidiano

Prefeitura publica decreto e comércio volta a funcionar neste sábado em Pouso Alegre

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Todos os estabelecimentos comerciais poderão abrir as portas, mas terão que observar distanciamento, ocupação máxima e regras de higiene. Venda de bebidas alcoólicas também foi liberada

Com o fim da ‘onda roxa’ no Sul de Minas e outras regiões do estado, a partir deste sábado, 17, todo o comércio, mesmo o tido como não essencial e outros estabelecimentos, voltam a funcionar em Pouso Alegre. Além disso, cai a proibição da venda de bebidas alcoólicas, já que o decreto que criou a proibição foi revogado.

Na tarde desta sexta-feira, 16, a Prefeitura publicou o decreto que regulamenta a retomada das atividades. O protocolo é próprio, já que, a partir do fim da ‘onda roxa’, o município não é mais obrigado a reproduzir os protocolos estaduais do ‘Minas Consciente’.

Apesar de valer a partir de hoje, os efeitos do decreto só terão eficácia a partir de amanhã, já que nesta sexta ainda vigora a ‘onda roxa’, imposta pelo governo de Minas.

Apesar da retomada das atividades, os estabelecimentos terão que observar restrições como o distanciamento entre clientes e limitação de presença de público, além dos protocolos de higiene padrão e específicos de cada atividade. Segue proibida a aglomeração em espaços e logradouros públicos.

A fiscalização das restrições a nível municipal segue a cargo da Vigilância Sanitária e Departamento de Posturas. De acordo com a Prefeitura, as polícias Civil e Militar poderão atuar para assegurar o cumprimento das determinações.

> Clique para conferir a íntegra do Decreto 5.288. A seguir, seus principais pontos:

  • Aulas presenciais ficam suspensas seguindo determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerias
  • Estabelecimentos comerciais do município e serviços públicos ou privados somente poderão funcionar adotando medidas de segurança, como obrigatoriedade do uso de máscaras, disponibilizar álcool 70% e evitar aglomerações, além de cuidar para que eventuais filas tenham o devido distanciamento;
  • Pessoas com sintomas de covid-19 deverão adotar isolamento domiciliar;
  • Obrigatório o uso de máscaras em repartições públicas, transporte coletivo, estabelecimentos comerciais e industriais e templos religiosos;
  • Pessoas com mais de 60 anos, gestantes, lactantes, portadores de doenças crônicas devem sair de casa apenas para se dirigir ao trabalho ou em situações estritamente necessárias;
  • Estabelecimentos comerciais devem adotar horário especial para atender pessoas de grupos de risco;
  • Atividades como festas, eventos, exposições, congressos e feiras, públicos ou privados, terão público limitado a 20 pessoas e poderão funcionar apenas com protocolo devidamente aprovado Vigilância Sanitária;
  • Conveniências 24h deverão encerrar atividades à meia noite;
  • Restaurantes, bares lanchonetes e congêneres poderão funcionar no máximo até meia noite e limitados a 50% da capacidade de ocupação;
  • Salões de beleza, cabeleireiros, clínicas de estética e congêneres poderão funcionar apenas com hora marcada;
  • Academias de esportes e atividades físicas deverão manter distanciamento mínimo de 2m entre os frequentadores, disponibilizar álcool 70% e não adotarem aulas coletivas de contato ou em espaços fechados;
  • Fica ainda proibida a aglomeração de pessoas em logradouros públicos e espaços públicos.

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