® 2021 Rede Moinho 24 • Notícias de Pouso Alegre e região •

Saúde

Começa a valer a onda roxa. Veja o que abre e fecha e as principais restrições

Publicado

no dia

Pouso Alegre acata 'onda roxa' e entra na fase mais restritiva da pandemia, com comércio fechado e toque de recolher | Foto: R24

Começou a valer nesta quarta-feira (17), em todo o estado de Minas Gerais, a ‘onda roxa’, fase mais restritiva do programa ‘Minas Consciente’. A medida adotada pelo governo Zema (Novo) se dá em meio à pressão crescente sobre o sistema de saúde, colapsado em boa parte das médias e grandes cidades, e vale pelos próximos 15 dias.

Apesar de municípios como Varginha e Guaxupé terem anunciado a não adesão à ‘onda roxa’, o governo de Minas afirma que seguir as regras não é opcional. Dentre as principais restrições, o novo protocolo sanitário prevê o funcionamento apenas de serviços essenciais, a circulação de pessoas somente por questões relacionadas às atividades essenciais e toque de recolher entre as 20h e às 5h.

No horário do toque de recolher, deslocamentos por qualquer outra razão, com exceção aos trabalhadores das atividades autorizadas, deverão ser justificados perante a fiscalização, que terá apoio da Polícia Militar.

As atividades de operacionalização interna dos estabelecimentos comerciais e as atividades comerciais que se realizarem por meio de aplicativos, internet, telefone ou outros instrumentos similares, e de entrega de mercadorias em domicílio ou de retirada em balcão, vedado o consumo no próprio estabelecimento, estão permitidas, desde que respeitados os protocolos sanitários.

Principais restrições da onda roxa

  • Funcionamento apenas de serviços essenciais;
  • Toque de recolher entre 20h e 5h;
  • Proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara, em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado;
  • Proibição de circulação de pessoas com sintomas de gripe, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares;
  • Existência de barreiras sanitárias de vigilância;
  • Proibição de eventos públicos ou privados;
  • Proibição de reuniões presenciais.

Também ficarão proibidos no estado a realização de jogos de futebol a partir de segunda-feira, 22. A rodada prevista para o próximo fim de semana está mantida. As escolas também não poderão funcionar com aulas presenciais. Também estão proibidos os serviços de turismo e os hotéis só podem atender profissionais da saúde.

Os serviços essenciais estão relacionados na Deliberação nº 130, de 3 de março de 2021, do Comitê Extraordinário Covid-19, que criou a “onda roxa”. Veja quais setores se enquadram:

I – setor de saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios;
II – indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares;
III – hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais;
IV – produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
V – distribuidoras de gás;
VI – oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins;
VII – restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;
VIII – agências bancárias e similares;
IX – cadeia industrial de alimentos;
X – agrossilvipastoris e agroindustriais;
XI – telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;
XII – construção civil;
XIII – setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais;
XIV – lavanderias;
XV – assistência veterinária e pet shops;
XVI – transporte e entrega de cargas em geral;
XVII – call center;
XVIII – locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins;
XIX – assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico;
XX – controle de pragas e de desinfecção de ambientes;
XXI – atendimento e atuação em emergências ambientais;
XXII – comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual – EPI e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento;
XXIII – de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas;
XXIV – relacionados à contabilidade;
XXV – serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas;
XXVI – hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19;
XXVII – atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde;
XXVIII – transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.

Sanções previstas para quem descumprir as regras

As sanções previstas para os estabelecimentos que forem contra as restrições da ‘onda roxa’ estão de acordo com a Lei 13.317, de 1999, e podem incluir advertência, cancelamento de alvará sanitário e multa, conforme a Deliberação nº 130, de 3 de março de 2021, publicada no Diário Oficial do Estado.

A Lei 13.317 contém o Código de Saúde do Estado de Minas Gerais, estabelecendo normas para a promoção e a proteção da saúde no Estado. Ela define a competência do Estado no que se refere ao Sistema Único de Saúde – SUS.

Quem vai fiscalizar?

O comandante-geral da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG), coronel Rodrigo Sousa, explicou que caberá à corporação apoiar a fiscalização das posturas municipais.

“Temos protocolos já definidos. O objetivo é fazer com que as pessoas obedeçam e que não seja preciso adotar outras medidas, que podem ser notificação ou multa. No entanto, alguns comportamentos podem incorrer em crimes como resistência, desobediência, desacato e até mesmo a propagação de doença contagiosa. Neste caso, entramos na esfera criminal, o que deve ser tratado pela Justiça”, explicou.

Saúde

Com casos de Covid em queda e leitos lotados, Pouso Alegre tem nova alta de óbitos

Publicado

no dia

Enquanto média de novos casos tem redução, número de mortes por Covid-19 segue em alta | Imagem: R24

Cidade concentrou 62,5% das mortes de toda a pandemia entre os meses de março e abril. Com 92 óbitos, os últimos 20 dias foram os mais letais. Apesar disso, média diária de novos casos de Covid-19 caiu para menos da metade após um mês de restrições

Os números da Covid-19 são cada dia mais pesarosos. Ontem, Pouso Alegre registrou mais seis mortes, chegando a um total de 267 vidas perdidas para a pandemia.

A estatística mais assustadora, porém, tomou forma ao longo dos últimos 50 dias. A cidade levou 10 meses para chegar a 100 mortes na pandemia, mas precisou de menos de dois para contabilizar outras 167, que foi o total de óbitos registrados ao longo do mês de março e 20 dias de abril.

A enorme quantidade de vidas perdidas neste curto espaço de tempo representa 62,5% de todas as pessoas que morreram de Covid-19 na cidade ao longo da pandemia.

O aumento exponencial de óbitos coincide com a lotação dos hospitais do município, que tiveram seus leitos destinados ao tratamento da Covid-19 esgotados a partir da segunda quinzena de março. Daí em diante, o quadro só piorou.

Tanto assim que o mês de abril ainda tem nove dias pela frente, mas já é o mais letal da pandemia, com 92 óbitos. Em, março, quando se atingiu o recorde anterior, 75 pessoas morreram por complicações da infecção.

No pior momento, a cidade chegou a registrar 27 mortes em apenas 72 horas. Isso aconteceu no dia 5 de abril. No dia 10, seria atingida a maior média diária de mortes ao longo de sete dias, 6,43.

O indicador teve uma queda considerável nos dias seguintes e chegou a 2,71 em 13 de abril. Mas voltou a acelerar nos últimos dias. Com as seis mortes registradas ontem, a média voltou para 5,14.

O pior já passou?

Apesar da tragédia e dor que cercam cada morte anunciada, um indicador importantíssimo tem dado sinais de que o pior momento da pandemia no município pode estar chegando ao fim. A média móvel de novos casos está em queda desde o dia 16 de abril.

Ao longo de sete dias encerrados na terça-feira, a cidade registrou média diária de 87,5 novos casos de Covid-19. Para se ter uma ideia, no pico de contaminações, essa média chegou a 217,8, no dia 29 de março, mais que o dobro da média atual.

Tudo leva a crer que a acentuada queda de novos casos está relacionada às medidas restritivas da ‘onda roxa’, que manteve serviços considerados não essenciais fechados por um mês e chegou, inclusive, a decretar toque de recolher na cidade.

As medidas de restrição, porém, chegaram ao fim no último sábado, quando o município e região avançaram para a onda vermelha, liberando, com algumas limitações, praticamente todas as atividades econômicas.

Para especialistas, como o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, um dos coordenadores da Rede Análise Covid-19, a abertura pode ter sido precipitada. “Estamos flexibilizando cedo demais e revertendo a desaceleração”, projeta.

Segundo Isaac, a abertura pode criar uma nova explosão de casos. “O Brasil só deu uma respirada, encheu pulmão de ar e já vai voltar a mergulhar de novo. Não deixou cair o número de casos para valer”, analisou em entrevistas à BBC Brasil.

O alerta do cientista de dados vai na mesma linha do último boletim extraordinário do Observatório Covid-19, preparado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz. Eles alertam para a estabilização da pandemia em níveis críticos.

“Esse padrão pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números bem mais elevados de casos graves e óbitos”, dizem os pesquisadores. A íntegra do estudo você confere aqui.

Vacinação começa a dar resultados, garante o prefeito Rafael Simões (DEM)

Apesar do apelo de cientistas e profissionais da saúde, que chegam a pedir lockdown nacional, resta evidente que novas medidas restritivas só serão adotadas em caso de colapso ainda maior do sistema de saúde e nova explosão de contaminações, mas e a vacinação? Mesmo lenta ela já pode estar surtindo algum efeito?

O prefeito Rafael Simões (DEM) tem afirmado nos últimos dias que sim. Na manhã de ontem, em vídeo gravado para convocar os idosos de 65 anos a comparecerem no ‘Pit Stop’ de vacinação da Univás, o político afirmou que imunização já estaria amenizando a pandemia. Ele, porém, não apresentou números que pudessem sustentar a tese.

E eu quero dizer: está sendo muito importante a vacinação. Pelos índices que nós tivemos aí desde quando começamos a vacinar, nós temos percebido claramente que a vacina é a solução”, afirmou o político.

Atualmente, o município vacina idosos a partir de 64 anos, além de já ter imunizado profissionais de saúde acima de 35 anos, com um total de 22,5 mil aplicações de primeira dose e outras 7,4 mil aplicações de segunda dose.

O que a secretária de Saúde Silvia Regina já confirmou, inclusive ao R24, é que as internações de pessoas mais velhas, oriundas das faixas etárias já inclusas na campanha de vacinação, teve queda importante. Em contraposição, porém, aumentou o número de pessoas mais jovens afetadas pelas versões graves da doença.

Internações têm leve queda, mas lotação segue acima de 100%

Apesar de mostrar algumas oscilações negativas ao longo dos últimos dias, as internações por Covid-19 seguem em níveis preocupantes, superando a capacidade de atendimento destinada à infecção. Nos leitos clínicos e nas alas de UTI a ocupação relativa é a mesma, 110%.

O percentual acima significa dizer que pacientes de Covid-19 continuam a ser remanejados para leitos destinados ao tratamento de outras enfermidades, pressionando ao máximo o sistema de saúde.

Há um total de 165 pessoas internadas nos hospitais de Pouso Alegre por conta da doença. Deste montante, 137 são de moradores de Pouso Alegre, outros 28 de cidades vizinhas.

 Acumulado da pandemia

O último boletim epidemiológico do município foi publicado nesta quarta-feira, 21, pela Prefeitura. Seus dados são referentes a terça-feira, 20.

Segundo o levantamento, em 24 horas, o município registrou mais seis óbitos e 102 novos casos. No acumulado da pandemia, a cidade soma 13.878 infecções, das quais 12.844 se referem a pessoas que já estariam recuperadas da doença; outras 767 seguem em recuperação; o total de óbitos atribuídos à Covid-19 é de 267.

 

Continuar lendo

Saúde

Idosos de 64 anos serão vacinados na sexta, em ‘Pit Stop’ e postos de saúde

Publicado

no dia

A Prefeitura de Pouso Alegre anunciou hoje a ampliação da vacinação contra a Covid-19 para mais um público, os idosos de 64 anos. A imunização vai ocorrer na sexta-feira, 23, no ‘Pit Stop’ da Univás e nos postos de saúde.

No sábado, 24, o município realiza outro ‘Pit Stop’, de novo na Univás, mas desta vez para aplicar a segunda dose da vacina naquelas pessoas que tomaram a CoronaVac nos dias 26, 27, 29 de março e 1º abril, conforme recomendação do fabricante que estipula que o tempo entre a primeira e segunda dose deve ser de 21 a 28 dias.

Os dois ‘Pit Stops’ vão das 8h às 16h. Quem não puder ir até a Univás ainda tem a opção de se vacinar nos postos de saúde:

  • UBS Cidade Jardim
  • UBS São João
  • UBS São Cristovão
  • UBS Pão de Açucar
  • UBS Colinas de Santa Bárbara

De acordo com a Prefeitura, para se vacinar, “o idoso deve levar documento de identidade com foto, comprovante de endereço e cartão SUS cadastrado em Pouso Alegre”.

Com a inclusão do novo grupo na campanha de imunização contra a Covid-19, Pouso Alegre vacina os seguintes grupos:

Continuar lendo

Saúde

Média de novos casos cai, mas Pouso Alegre registra outras 12 mortes por Covid-19

Publicado

no dia

Número de novos casos cai, mas mortes pela Covid-19 não cessam em Pouso Alegre | Imagem: reprodução

Mesmo com número de novos casos chegando ao menor nível em mais de um mês, desde 23 de março, em média, 3 ou mais pouso-alegrenses morrem todos os dias por conta da Covid-19. Entre sábado e segunda-feira, outras 12 vidas foram perdidas para a pandemia no município

Entre sábado e ontem, 19, outros 12 moradores de Pouso Alegre morreram por complicações da Covid-19. O número consta no boletim epidemiológico divulgado na noite desta terça-feira, 20, pela Prefeitura.

O índice elevado de mortes se sustenta ao mesmo tempo em que a cidade registra a menor média de novos casos de Covid-19 desde o dia 16 de março, o que pode ser o reflexo mais claro até o momento das medidas restritivas adotadas entre 17 de março e 17 de abril, com a adoção da ‘onda roxa’.

 

Os dados dos boletins divulgados ao longo dos últimos sete dias mostram que a média móvel de novos casos diários está em 92,4, depois de ter atingido 217,8 em 29 de março, como mostra o gráfico acima.

Já média móvel de óbitos foi a 4,7. Desde o dia 23 de março, o município registra, em média, 3 ou mais mortes por dia. Confira no gráfico a seguir:

 

As médias móveis calculadas pelo R24 se baseiam nos boletins epidemiológicos divulgados ao longo dos últimos sete dias.

Como não há constância na divulgação dos números por parte do município e como a variação diária pode ser elevada, especialmente por conta da incerteza entre a data das ocorrências e o momento de sua divulgação, a média móvel tende a apresentar um retrato mais fiel do quadro epidemiológico, além de ser mais capaz de apontar tendências.

Leitos para Covid seguem acima de 100% de lotação

 

Os leitos destinados ao tratamento da Covid-19 seguem operando acima de sua capacidade, com o agravante de que o número total de internados nos hospitais da cidade voltou a subir. Eram 157 no dia 16. São 169 no boletim divulgado hoje. Dentre eles, há 142 pouso-alegrenses e 27 de outras cidades.

A ocupação relativa é de 109% nos leitos clínicos (101 internados para 92 vagas de Covid) e de 119% nas UTIs (68 internados para 57 vagas de Covid). Os pacientes que excedem o número de vagas para Covid-19 são alocados em leitos destinados ao tratamento de outras enfermidades.

 

Acumulado da pandemia

No acumulado da pandemia, o município soma 13.776 casos de Covid-19, dos quais 12.761 se referem a pessoas que já teriam se recuperado da doença; outras 754 seguem em acompanhamento. O número total de óbitos chegou a 261.

Continuar lendo

Mais lidas