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Saúde

Com Sputnik barrada no Brasil, produção inicial da União Química deve ir para países vizinhos

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União Química já produziu em solo brasileiro primeiro lote de Sputnik V, que está em avaliação de qualidade na Rússia | Foto: divulgação

Na noite de ontem, a Anvisa rejeitou o pedido de importação e uso da Sputnik V, que no Brasil está sendo produzida pela União Química. Imunizante é utilizado em mais de 60 países, mas Anvisa alega falta de documentos que evidenciem segurança da vacina e aponta presença de adenovírus replicante

Com a proibição da importação e uso da vacina russa Sputnik V pela Anvisa na noite de ontem, 26, é provável que a produção inicial do imunizante no Brasil, realizada pela União Química, seja exportada para países vizinhos como Argentina, Uruguai, Peru e Bolívia.

A afirmação foi feita pelo dono e presidente da farmacêutica, Fernando de Castro Marques, ao NeoFeed, em entrevista ao jornalista Carlos Sambrana. Sua declaração foi publicada nesta segunda, horas antes da negativa da Anvisa.

“Se, por acaso, retardar um pouco vamos remeter essa vacina para outros mercados como Argentina, Uruguai, Peru, Bolívia e outros países da região”, projetou o executivo, que já teria intenções de compra firmadas com esses países.

Já na manhã desta terça-feira, 27, ele voltou a afirmar a intenção de exportar a vacina em entrevista ao programa ‘Manhã Bandeirante’, apresentado por Datena. “Nosso primeiro compromisso é atender ao PNI (Plano Nacional de Imunização), mas se até lá não tiver a aprovação da Anvisa nós vamos exportar”, disse.

Em março, Fernando chegou a prometer o envio de 400 mil doses para Pouso Alegre e região, possibilidade que fica distante, após a Anvisa ter rejeitado a vacina.

Ele acredita que, entre maio e junho, a União Química passe a produzir 8 milhões de unidades mensais do imunizante.

Segundo a própria Anvisa, até o momento, 14 estados e duas prefeituras enviaram “pedidos de importação da vacina Sputnik V” à agência. São eles: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins, e os municípios de Maricá e Niterói.

Se fosse concedida, a liberação pela Anvisa permitiria que 66 milhões de doses já compradas pelos governos fossem enviadas ao Brasil. Deste total, 37 milhões deveriam ser distribuídos à população do Nordeste.

Anvisa considera possibilidade de reavaliação se receber mais dados, governador alega que ‘alguém está mentindo’

Apesar de ter rejeitado a importação e uso da Sputnik, a Anvisa não descartou a possibilidade de reavaliar o imunizante caso receba mais dados acerca do imunizante. A falta de documentos foi o principal argumento utilizado para reprovar a vacina.

Mas o fato mais grave foi levantado pelo gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes. Segundo ele, verificou-se “a presença de adenovírus replicante em todos os lotes. Isso é uma não-conformidade grave e está em desacordo com o desenvolvimento de qualquer vacina de vetor viral. A presença de um adenovírus pode ter impacto na nossa segurança quando utilizamos a vacina”.

Para ficar mais claro, a tecnologia utilizada pela Sputnik é a mesma da AstraZêneca/Oxford. Esses imunizantes utilizam o adenovírus para transportar o material genético até as células humanas, o que provoca a reação imune contra o coronavírus.

No entanto, para não apresentar riscos à saúde humana, o adenovírus deve ser incapaz de se replicar, o que, de acordo com a Anvisa, não acontece no caso da Sputnik.

A afirmação é grave e não havia sido apontada antes por nenhuma das agências reguladoras que já aprovaram o imunizante ao redor do globo.

A reação foi imediata. “A Anvisa está dizendo que a vacina inteira não presta, que ela é perigosa e que representa um risco para o ser humano”, disse à coluna de Mônica Bergamo o governador do Piauí, Wellington Dias, presidente do Consórcio Nordeste, que reúne governadores da reunião e firmou contrato para a importação de 37 milhões de doses da Sputnik V.

“A vacina é feita pelo maior e mais antigo centro de pesquisa do planeta, o Instituto Gamaleya. Foi aprovada pelas agências de 16 países, entre eles a Rússia, a Argentina e o México. Está sendo aplicada em mais de 60 países e a OMS deve incorporá-la ao consórcio mundial de vacinas. Mas a Anvisa diz que ela é extremamente arriscada. Alguém está mentindo”, seguiu Wellington Dias à coluna.

Para o governador, o Brasil deve comunicar a comunidade internacional quanto ao achado. “O governo brasileiro tem que fazer comunicado aos outros países e à OMS sobre o risco que a Sputnik V representa para a humanidade, segundo a Anvisa”, declarou.

De acordo com ele, o Consórcio Nordeste já enviou o voto da Anvisa ao fundo soberano que financiou o desenvolvimento da Sputnik V. Representantes do consócio devem se reunir virtualmente com representantes integrantes do consórcio russo ainda hoje.

O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB-MA), informou que os estados que já firmaram contrato de compra esperam uma contestação científica para, se for o caso, contestar a decisão da Anvisa no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fabricante critica decisão

Os fabricantes da vacina na Rússia classificaram a decisão da Anvisa como política. “Os atrasos da Anvisa na aprovação da Sputnik V são, infelizmente, de natureza política e não têm nada a ver com acesso à informação ou ciência”, escreveu o perfil oficial da vacina russa no Twitter.

O perfil ainda repisou a tese de que ao Brasil estaria sofrendo pressão dos EUA para não aprovar a vacina. “O Departamento de Saúde dos Estados Unidos, em seu relatório anual de 2020 há vários meses, declarou publicamente que o adido de saúde dos Estados Unidos ‘persuadiu o Brasil a rejeitar a vacina russa’. O povo brasileiro aguarda a decisão do Supremo Tribunal Federal”, supõe.

Até o Kremlin se envolveu na questão. O porta-voz do governo russo, Dmitri Peskov, afirmou que se o problema for a falta de informações, elas serão encaminhadas à Anvisa. “Seguiremos adiante com nossos contatos. Se falta informação, será fornecida. Não deveria existir nenhuma dúvida a respeito”, garantiu.

Pouso Alegre

Pouso Alegre registra mais quatro mortes por Covid-19 e tem leve queda de novos casos

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Imagem: R24

O último boletim epidemiológico da Prefeitura, divulgado no final da noite de ontem, 12, mas referente ao dia 11 de maio, confirmou mais quatro mortes por Covid-19. A cidade soma agora 321 óbitos atribuídos à doença.

Ainda de acordo com o levantamento, 107 novos casos da doença foram confirmados em 24 horas. O número resulta em uma leve queda na média móvel diária de novos casos da doença, que, considerando os últimos sete dias, passou de 96,4 para 94.

Por outro lado, a média móvel diária de óbitos teve leve aumento, passando de 2 para 2,4, confirmando a tendência de estabilização observada ao longo dos últimos 10 dias, período em que a variação da média ficou no intervalo de 1,8 a 2,4 mortes por dia.

Ocupação de UTIs segue abaixo de 100%

Pelo segundo boletim consecutivo, a ocupação relativa das alas de UTI ficou abaixo de 100%, com 56 internações para 57 leitos disponíveis (98% de lotação).

Nas alas de enfermaria, a operação segue tranquila, com ocupação relativa de 55%. São 51 internações para 92 vagas disponíveis. No setor, a ocupação está abaixo de 100% há 17 dias. Apesar disso, é importante registrar que, em 24 horas, a ala recebeu 11 novos pacientes.

Das 107 pessoas internadas com a infecção na cidade, 75 são moradoras de Pouso Alegre e 32 de outros municípios da região.

Acumulado da pandemia

No acumulado da pandemia, a cidade soma 15.780 casos de Covid-19, dos quais 14.835 se referem a pacientes que já teriam se recuperado. Outras 624 pessoas seguem em acompanhamento. O número total de óbitos até aqui é de 321.

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Pouso Alegre

Pouso Alegre recebe 400 doses de CoronaVac, mas 1.063 aguardam 2ª aplicação

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Com doses insuficientes, município entrará em contato com os moradores priorizando aqueles que estão com a vacinação mais atrasada

Pouso Alegre recebeu nesta quarta-feira, 12, mais 400 doses da CoronaVac para segunda aplicação da vacina contra a Covid-19. Além do imunizante que está em falta, a cidade ainda recebeu outras 2.890 doses da vacina AstraZeneca.

Na semana passada, a Prefeitura chegou a suspender a segunda dose de imunização para aqueles que se vacinaram com a CoronaVac por falta do imunizante.

As 400 doses enviadas hoje não são suficientes para vacinar nem metade do contingente que aguarda pela segunda aplicação, um total de 1.063 pessoas, de acordo com a Prefeitura.

Com doses insuficientes para completar o ciclo de vacinação com o imunizante, o município entrará em contato com as pessoas que estão com a dose atrasada, dando prioridade para aquelas que tomaram a vacina há mais tempo.

Já as doses de AstraZeneca deverão ser direcionadas aos seguintes públicos, de acordo com a planilha do governo de Minas:

  • Trabalhadores da Saúde: 559 doses
  • Pessoas de 85 a 89 anos: 957 doses
  • Pessoas de 65 a 69 anos: 1.370 doses

 

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Pouso Alegre

Banda da PM homenageia enfermagem em frente ao Hospital Samuel Libânio

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Os profissionais mais exigidos da pandemia foram lembrados de forma especial nesta quarta-feira, 12, que marca o Dia Internacional da Enfermagem.

Entre as homenagens recebidas estão uma apresentação da banda da Polícia Militar, que tocou para os profissionais em frente ao Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL).

A ação dos militares integra o projeto “Sons que Humanizam”, que tem levado música às instituições de saúde em meio ao duro enfrentamento da pandemia.

O evento contou com a participação de representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal.

 

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