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Pouso Alegre

Casos e internações por Covid-19 recuam em Pouso Alegre. Mortes mais que dobram

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Cidade registrou 17 mortes atribuídas à Covid-19 na última semana, contra 7 na anterior. Por outro lado, número de novos casos da doença tiveram queda de 18,5% no mesmo período e internações recuaram ao menor nível em cinco meses

Mesmo com o recuo da pandemia, a Covid-19 segue deixando um rastro de dor e luto em Pouso Alegre. Na última semana, o número de mortes mais que dobrou. Entre os dias 12 e 16 de julho, o município havia registrado 7 mortes. Na semana epidemiológica seguinte, entre 19 e 23 de julho, foram 17.

Por outro lado, a cidade registrou o menor número de internações em cinco meses e viu o número de casos recuar 18,5% em relação à semana anterior.

Em geral as mortes são de pessoas que já estão internadas há semanas e costumam refletir o ‘passado’ da pandemia, ainda assim é o reflexo mais contundente da crise de saúde, que, só na cidade, já levou 439 vidas.

Os dados foram consolidados com o último boletim epidemiológico da semana passada divulgado nesta segunda-feira, 26, pela Prefeitura.

O levantamento é referente ao dia 23 e reúne dados também do dia anterior. Nele, o município registra mais quatro mortes e 94 casos da doença.

Médias móveis

As médias móveis refletem esse momento contraditório da pandemia. As contaminações diárias passaram de 76,8 para 65,2, atingindo o terceiro menor nível dos últimos quatro meses. A média de mortes diárias, no entanto, depois de recuar a 0,4 no dia 12, saltou para 2,4 no dia 23 de julho.

 

Hospitalizações

O efeito mais visível da vacinação é, certamente, a redução da pressão sobre o sistema de saúde, que opera em seu menor nível de ocupação dos últimos cinco meses.

Na sexta-feira, 23, Pouso Alegre tinha 71 pessoas internadas em suas unidades de saúde por conta da Covid-19. A última vez que a cidade registrou um número menor que esse foi em 24 de fevereiro, quando 70 pacientes eram tratados da infecção nas alas de saúde local.

Para se ter uma ideia da importância do recuo no total de internações, vale ressaltar que o número recuou ao nível do que era registrado nos meses que antecederam a segunda onda da Covid-19 no município, a mais letal e mais contagiosa de toda a pandemia.

Do total de internados, 39 são moradores de Pouso Alegre e 32 de outras cidades da região. Com 39 de 92 leitos em uso, a ocupação relativa das alas de enfermaria destinadas à Covid-19 é de 42%. Nas UTIs, o percentual de ocupação está em 56%, com 32 de 57 leitos abrigando pacientes.

Acumulado da pandemia

Desde o início da crise de saúde, o município registrou 22.857 casos de Covid-19, dos quais 21.923 se referem a pessoas que já teriam se recuperado da infecção, enquanto outras 495 seguem em acompanhamento. O total de vidas perdidas para a Covid-19 chegou a 439.

 


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Política

Sob protestos de moradores, Câmara aprova Plano Diretor com mudanças na região do Horto

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A Câmara de Vereadores de Pouso Alegre (MG) aprovou na noite desta terça-feira, 21, por 11 votos a 3, o projeto de lei que estabelece a revisão do Plano Diretor. Moradores contrários aos trechos da revisão que abririam brechas para a expansão urbana na região do horto florestal, o atual Parque Natural Municipal, foram ao plenário protestar e a sessão acabou encerrada logo após a aprovação da proposta.

O presidente da Câmara, Bruno Dias (DEM) disse ao R24 que encerrou a sessão após pedir que os manifestantes voltassem aos seus lugares, respeitando os protocolos sanitários. Como o pedido não foi atendido, ele considerou ter havido violação dos protocolos e, por isso, optou por dar fim à reunião legislativa antes do cumprimento da pauta.

De seu lado, aos gritos de ‘covarde’, os moradores consideraram a medida uma forma de interditar o debate e fizeram duras críticas ao presidente da Casa.

Polêmica em torno de mudanças em região próxima a área de preservação

A grande polêmica em torno do Plano Diretor ganhou forma nos últimos dias, quando a proposta iniciou sua tramitação na Câmara, depois de dois anos de discussão e 33 audiências públicas realizadas, embora boa parte do debate tenha se dado durante o período de pandemia.

Moradores de bairros próximos à região do Horto Florestal e ambientalistas alegaram que parte das mudanças previstas abririam brechas para o avanço do mercado imobiliário sobre uma área de amortecimento que precede a área de preservação. Segundo eles, essa área de expansão afetaria 19 hectares.

Eles, então, organizaram um abaixo-assinado, que teria reunido cerca de 1 mil assinaturas nos últimos dias. Chegaram, inclusive, a iniciar uma conversa com vereadores da base aliada. Mas a principal reivindicação do grupo não foi atendida. Eles queriam que fosse proposta uma emenda ao projeto de lei, revertendo as mudanças na região do horto.

Na sessão ordinária da noite desta terça-feira, 21, quando o projeto entrou para segunda votação – ele já havia sido aprovado em primeiro turno na sessão da semana passada, em uma tentativa final de impedir sua aprovação, o vereador Dr. Edson (PSDB) pediu vistas ao projeto, o que retiraria a proposta da pauta de votações para novo período de discussões, mas o pedido foi rejeitado.

Na sequência, o projeto foi apreciado e aprovado por 11 votos a 3. Veja como votaram os vereadores:

  • Arlindo Motta (PTB): favorável
  • Bruno Dias (DEM): não vota – mas se posicionou favorável à proposta
  • Dionício do Pantano (PSDB): favorável
  • Dr. Edson (Cidadania): contrário
  • Elizelto Guido (Patriotas): favorável
  • Ely da Autopeças (DEM): favorável
  • Gilberto Barreiro (PP): favorável
  • Hélio Carlos de Oliveira (MDB): contrário
  • Igor Tavares (PSDB): favorável
  • Leandro Morais (PSDB): favorável
  • Miguel Jr. Tomatinho (PSDB): favorável
  • Odair Quincote (Patriota): favorável
  • Oliveira (DEM): favorável
  • Reverendo Dionísio (DEM): favorável
  • Wesley do Resgate (PP): contrário

Após a aprovação, os ânimos ficaram exaltados no plenário. O presidente do Instituto Fernado Bonilo, Diego Bonilo, se aproximou da estrutura que separa a bancada dos vereadores da plateia e passou a fazer duras cobranças aos parlamentares, voltando-se especialmente para o presidente da Câmara.

“Bruno Dias, acorda para a vida. Você é vereador, você não é Executivo. Você não é funcionário do prefeito, Bruno Dias. Por que você está articulando contra a população”, indagou com o dedo em riste e prosseguiu, desta vez se dirigindo a todos os parlamentares: “vocês vão ficar manchados para o resto da vida de vocês como pau-mandados do prefeito”.

Foi a senha para que a maioria dos presentes, cerca de 50 pessoas, passasse a se manifestar contra os vereadores de forma mais dura, com palavras de ordem em defesa do Parque Natural. Nesse momento, Bruno Dias suspendeu a sessão. Cerca de 25 minutos depois, o parlamentar voltou para retomar a votação dos projetos constantes na pauta, mas, sob nova onda de protestos, optou por encerrar a sessão.

Em uma tentativa de pressionar os vereadores, parte dos moradores seguiram para o estacionamento da Câmara para aguardar a saída dos parlamentares que votaram a favor da proposta.

Entenda

O Plano Diretor é o conjunto de regras que os municípios estabelecem para organizar o uso e a ocupação de seu território. Regiões em que podem ser construídas indústrias, prédios, comércios; o que é considerado zona urbana ou rural, padrões que as edificações devem seguir, entre outras definições.

Ele está previsto no Estatuto da Cidade, lei federal criada em 2001 para orientar o desenvolvimento ordenado e a função social dos territórios das cidades brasileiras. Toda cidade com mais de 20 mil habitantes deve elaborá-lo e revisá-lo a cada 10 anos.

A revisão atual do Plano Diretor de Pouso Alegre está em debate há dois anos. 33 audiências públicas foram realizadas. O resultado das discussões foi um projeto de lei com 152 páginas somando textos e anexos que, agora, segue para a sanção do prefeito Rafael Simões (DEM).

A polêmica em torno da revisão atual se dá em em relação aos trechos que reclassificam regiões no entorno do Parque Natural Municipal para zona de expansão urbana, permitindo que ali sejam edificados imóveis.

 


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Cotidiano

Rompimento de adutora no São João deixa 60 bairros sem água em Pouso Alegre

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Pelo menos 60 bairros de Pouso Alegre estão sem água nesta terça-feira, 21. A interrupção do fornecimento se deu por conta do rompimento de uma adutora no bairro São João, informou a Copasa.

De acordo com a companhia, o rompimento se deu durante a realização de uma obra de drenagem pluvial executada por uma prestadora de serviços da Prefeitura.

“Após incidente causado pela empresa contratada pela Prefeitura Municipal, para a realização das obras de drenagem pluvial, o abastecimento de água de maior parte da cidade foi interrompido, emergencialmente, nesta terça-feira”, diz a nota da Copasa.

Também segundo a companhia, técnicos já trabalham para restabelecer o fornecimento de água, o que deve ocorrer, de forma gradativamente, ao longo da noite de hoje.

Confira a lista de bairros afetados:

 

Confira a íntegra da nota da Copasa: 

A Copasa informa que, devido a um rompimento de adutora que abastece grande parte de Pouso Alegre, após incidente causado pela empresa contratada pela Prefeitura Municipal, para a realização das obras de drenagem pluvial, o abastecimento de água de maior parte da cidade foi interrompido, emergencialmente, nesta terça-feira (21/09).

Técnicos da Companhia já estão no local realizando a manutenção necessária e a previsão é que o abastecimento seja retomado, de forma gradativa, ao longo da noite de quarta-feira (22/09).

 


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Pouso Alegre

Pouso Alegre terá equipe de saúde para ajudar pacientes com sequelas da Covid-19

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Equipes de saúde responsáveis pela vacinação contra a Covid-19 chegam à casa de idoso na zona rural de Pouso Alegre | Imagem: reprodução/arquivo

A Prefeitura de Pouso Alegre prepara a contratação de pelo menos 10 profissionais, entre médicos e enfermeiros, para atuar na linha de frente do tratamento pós-Covid-19, com atendimento domiciliar de quem enfrenta sequelas deixadas pela infecção.

A iniciativa ocorre por meio de celebração de convênio com o governo de Minas, que criou, ainda em 2020, o Serviço de Atenção Domiciliar Estadual, como estratégia de saúde para encurtar o período de hospitalização de pacientes com Covid-19 e prestar atendimento domiciliar.

Pelos termos do compromisso firmado com o estado, o município deve receber uma verba de R$ 70 mil por mês para remunerar os profissionais e manter o programa.

Projeto de lei enviado à Câmara prevê a contratação de médico, enfermeiro, fisioterapeuta, assistente social, quatro técnicos de enfermagem e dois motoristas. Esses profissionais terão contrato de 6 meses prorrogáveis por até 24 meses.

“Este programa visa o atendimento aos pacientes que sofreram internações em razão do COVID-19 e precisam do restabelecimento e a manutenção de sua saúde após  ser desospitalizado. Visa a busca da autonomia e readaptação das funções do paciente, possibilitando o retorno ás suas atividades pessoal e social, reduzindo as reinternações e os óbitos”, esclarece a justificativa da proposta.

Para que a equipe comece a atuar, a Prefeitura precisa da autorização da Câmara para fazer as contratações e, então, abrir o processo seletivo, partindo para a operacionalização do programa.

De acordo com o último boletim epidemiológico do município, ao menos 76 pouso-alegrenses estão em acompanhamento por conta da Covid-19 e outros 9 estariam internados por complicações da infecção.

No entanto, não há um levantamento específico quanto ao número de pessoas que desenvolveram algum tipo de sequela devido à doença. A cidade registrou, até agora, 24.381 casos oficiais de Covid-19.

 


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