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Saúde

2º onda é responsável por mais da metade dos casos de Covid-19 em Pouso Alegre

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Pouso Alegre enfrenta onda mais intensa da pandemia e vê sistema de saúde à beira do colapso | Imagem: R24

Nas últimas 14 semanas, cidade confirmou 3.936 casos ou 52,7% das infecções registradas durante toda a pandemia. Média de casos semanais é de 281,1 contra 211 da primeira onda

A série histórica dos boletins epidemiológicos da Covid-19 em Pouso Alegre mostra que a segunda onda da pandemia já é responsável por mais da metade das contaminações confirmadas no município ao longo de toda a crise de saúde, que já dura mais de um ano no país. Na semana encerrada na sexta-feira, 05, a cidade registrou 442 novos casos da doença, a segunda pior marca da pandemia.

> Pouso Alegre confirma 442 novos casos e 6 mortes na segunda pior semana da pandemia

Considerando que a segunda onda da pandemia se inicia na semana 37 (com boletins divulgados entre 30 de novembro a 4 de dezembro), quando o número de casos semanais voltou a ultrapassar os 100 registros, já se passaram 14 semanas e 3.936 infecções confirmadas. O montante representa 52,7% de todos os casos (7.462) reportados pelo município desde 28 de março de 2020 (data em que o primeiro paciente local testou positivo para a Covid-19) e uma média semanal de 281,1 novas infecções ao longo do período.

 

O número é mais uma evidência do quão mais intensa é a segunda onda na comparação com a primeira, pico inicial da pandemia que se estendeu entre as semanas 17 e 26 (entre julho e setembro de 2020). Naquele período, foram reportadas pelo município 2.112 contaminações, estabelecendo-se uma média semanal de 211,2 novos casos e equivalendo a 28,3% do total de casos registrados pela cidade na pandemia.

 

2º onda aproxima saúde do colapso

Os casos concentrados na segunda onda pressionaram como nunca antes o sistema de saúde local. A tal ponto que ao final desta semana, as internações nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) atingiram o maior nível da pandemia. No momento, 31 pacientes estão internados nesta ala, onde resta um último leito disponível. A taxa relativa de ocupação é de 96%.

 

E esta não é a pior notícia. A informação mais preocupante foi dada pelo prefeito Rafael Simões (DEM) no início da última semana. Segundo ele, apesar de não faltar recursos financeiros para tanto, a cidade não tem condições de ampliar os leitos de UTI por não haver profissionais capacitados disponíveis no mercado. A mensagem do político foi gravada em vídeo e distribuída nas redes sociais e à imprensa.

A situação não é melhor em relação aos leitos clínicos. Dos 60 leitos disponíveis, 58 estavam ocupados ao final da sexta-feira, 05. Neste caso, o município não informou se é possível ampliar sua capacidade para receber pacientes com Covid-19.

É importante observar que Pouso Alegre não atende apenas pacientes do município, mas de toda a sua região de influência. Isso se dá por dois motivos principais. Primeiro por que a cidade abriga o Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL), que é referência regional para o tratamento da Covid-19 e para outros procedimentos de média e alta complexidade; além disso a cidade é a sede de sua microrregional de saúde e ainda abriga a Superintendência Regional de Saúde (SRS), que abrange 53 cidades.

No último boletim divulgado pela cidade, a ocupação hospitalar nos leitos destinados ao tratamento da Covid-19 estava distribuída da seguinte forma:

  • Internações na UTI
    • Paciente de Pouso Alegre: 19
    • Pacientes de outras cidades: 12
  • Internações em leitos clínicos
    • Pacientes de Pouso Alegre: 26
    • Pacientes de outras cidades: 32

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Saúde

Com casos de Covid em queda e leitos lotados, Pouso Alegre tem nova alta de óbitos

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Enquanto média de novos casos tem redução, número de mortes por Covid-19 segue em alta | Imagem: R24

Cidade concentrou 62,5% das mortes de toda a pandemia entre os meses de março e abril. Com 92 óbitos, os últimos 20 dias foram os mais letais. Apesar disso, média diária de novos casos de Covid-19 caiu para menos da metade após um mês de restrições

Os números da Covid-19 são cada dia mais pesarosos. Ontem, Pouso Alegre registrou mais seis mortes, chegando a um total de 267 vidas perdidas para a pandemia.

A estatística mais assustadora, porém, tomou forma ao longo dos últimos 50 dias. A cidade levou 10 meses para chegar a 100 mortes na pandemia, mas precisou de menos de dois para contabilizar outras 167, que foi o total de óbitos registrados ao longo do mês de março e 20 dias de abril.

A enorme quantidade de vidas perdidas neste curto espaço de tempo representa 62,5% de todas as pessoas que morreram de Covid-19 na cidade ao longo da pandemia.

O aumento exponencial de óbitos coincide com a lotação dos hospitais do município, que tiveram seus leitos destinados ao tratamento da Covid-19 esgotados a partir da segunda quinzena de março. Daí em diante, o quadro só piorou.

Tanto assim que o mês de abril ainda tem nove dias pela frente, mas já é o mais letal da pandemia, com 92 óbitos. Em, março, quando se atingiu o recorde anterior, 75 pessoas morreram por complicações da infecção.

No pior momento, a cidade chegou a registrar 27 mortes em apenas 72 horas. Isso aconteceu no dia 5 de abril. No dia 10, seria atingida a maior média diária de mortes ao longo de sete dias, 6,43.

O indicador teve uma queda considerável nos dias seguintes e chegou a 2,71 em 13 de abril. Mas voltou a acelerar nos últimos dias. Com as seis mortes registradas ontem, a média voltou para 5,14.

O pior já passou?

Apesar da tragédia e dor que cercam cada morte anunciada, um indicador importantíssimo tem dado sinais de que o pior momento da pandemia no município pode estar chegando ao fim. A média móvel de novos casos está em queda desde o dia 16 de abril.

Ao longo de sete dias encerrados na terça-feira, a cidade registrou média diária de 87,5 novos casos de Covid-19. Para se ter uma ideia, no pico de contaminações, essa média chegou a 217,8, no dia 29 de março, mais que o dobro da média atual.

Tudo leva a crer que a acentuada queda de novos casos está relacionada às medidas restritivas da ‘onda roxa’, que manteve serviços considerados não essenciais fechados por um mês e chegou, inclusive, a decretar toque de recolher na cidade.

As medidas de restrição, porém, chegaram ao fim no último sábado, quando o município e região avançaram para a onda vermelha, liberando, com algumas limitações, praticamente todas as atividades econômicas.

Para especialistas, como o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, um dos coordenadores da Rede Análise Covid-19, a abertura pode ter sido precipitada. “Estamos flexibilizando cedo demais e revertendo a desaceleração”, projeta.

Segundo Isaac, a abertura pode criar uma nova explosão de casos. “O Brasil só deu uma respirada, encheu pulmão de ar e já vai voltar a mergulhar de novo. Não deixou cair o número de casos para valer”, analisou em entrevistas à BBC Brasil.

O alerta do cientista de dados vai na mesma linha do último boletim extraordinário do Observatório Covid-19, preparado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz. Eles alertam para a estabilização da pandemia em níveis críticos.

“Esse padrão pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números bem mais elevados de casos graves e óbitos”, dizem os pesquisadores. A íntegra do estudo você confere aqui.

Vacinação começa a dar resultados, garante o prefeito Rafael Simões (DEM)

Apesar do apelo de cientistas e profissionais da saúde, que chegam a pedir lockdown nacional, resta evidente que novas medidas restritivas só serão adotadas em caso de colapso ainda maior do sistema de saúde e nova explosão de contaminações, mas e a vacinação? Mesmo lenta ela já pode estar surtindo algum efeito?

O prefeito Rafael Simões (DEM) tem afirmado nos últimos dias que sim. Na manhã de ontem, em vídeo gravado para convocar os idosos de 65 anos a comparecerem no ‘Pit Stop’ de vacinação da Univás, o político afirmou que imunização já estaria amenizando a pandemia. Ele, porém, não apresentou números que pudessem sustentar a tese.

E eu quero dizer: está sendo muito importante a vacinação. Pelos índices que nós tivemos aí desde quando começamos a vacinar, nós temos percebido claramente que a vacina é a solução”, afirmou o político.

Atualmente, o município vacina idosos a partir de 64 anos, além de já ter imunizado profissionais de saúde acima de 35 anos, com um total de 22,5 mil aplicações de primeira dose e outras 7,4 mil aplicações de segunda dose.

O que a secretária de Saúde Silvia Regina já confirmou, inclusive ao R24, é que as internações de pessoas mais velhas, oriundas das faixas etárias já inclusas na campanha de vacinação, teve queda importante. Em contraposição, porém, aumentou o número de pessoas mais jovens afetadas pelas versões graves da doença.

Internações têm leve queda, mas lotação segue acima de 100%

Apesar de mostrar algumas oscilações negativas ao longo dos últimos dias, as internações por Covid-19 seguem em níveis preocupantes, superando a capacidade de atendimento destinada à infecção. Nos leitos clínicos e nas alas de UTI a ocupação relativa é a mesma, 110%.

O percentual acima significa dizer que pacientes de Covid-19 continuam a ser remanejados para leitos destinados ao tratamento de outras enfermidades, pressionando ao máximo o sistema de saúde.

Há um total de 165 pessoas internadas nos hospitais de Pouso Alegre por conta da doença. Deste montante, 137 são de moradores de Pouso Alegre, outros 28 de cidades vizinhas.

 Acumulado da pandemia

O último boletim epidemiológico do município foi publicado nesta quarta-feira, 21, pela Prefeitura. Seus dados são referentes a terça-feira, 20.

Segundo o levantamento, em 24 horas, o município registrou mais seis óbitos e 102 novos casos. No acumulado da pandemia, a cidade soma 13.878 infecções, das quais 12.844 se referem a pessoas que já estariam recuperadas da doença; outras 767 seguem em recuperação; o total de óbitos atribuídos à Covid-19 é de 267.

 

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Saúde

Idosos de 64 anos serão vacinados na sexta, em ‘Pit Stop’ e postos de saúde

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A Prefeitura de Pouso Alegre anunciou hoje a ampliação da vacinação contra a Covid-19 para mais um público, os idosos de 64 anos. A imunização vai ocorrer na sexta-feira, 23, no ‘Pit Stop’ da Univás e nos postos de saúde.

No sábado, 24, o município realiza outro ‘Pit Stop’, de novo na Univás, mas desta vez para aplicar a segunda dose da vacina naquelas pessoas que tomaram a CoronaVac nos dias 26, 27, 29 de março e 1º abril, conforme recomendação do fabricante que estipula que o tempo entre a primeira e segunda dose deve ser de 21 a 28 dias.

Os dois ‘Pit Stops’ vão das 8h às 16h. Quem não puder ir até a Univás ainda tem a opção de se vacinar nos postos de saúde:

  • UBS Cidade Jardim
  • UBS São João
  • UBS São Cristovão
  • UBS Pão de Açucar
  • UBS Colinas de Santa Bárbara

De acordo com a Prefeitura, para se vacinar, “o idoso deve levar documento de identidade com foto, comprovante de endereço e cartão SUS cadastrado em Pouso Alegre”.

Com a inclusão do novo grupo na campanha de imunização contra a Covid-19, Pouso Alegre vacina os seguintes grupos:

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Saúde

Média de novos casos cai, mas Pouso Alegre registra outras 12 mortes por Covid-19

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Número de novos casos cai, mas mortes pela Covid-19 não cessam em Pouso Alegre | Imagem: reprodução

Mesmo com número de novos casos chegando ao menor nível em mais de um mês, desde 23 de março, em média, 3 ou mais pouso-alegrenses morrem todos os dias por conta da Covid-19. Entre sábado e segunda-feira, outras 12 vidas foram perdidas para a pandemia no município

Entre sábado e ontem, 19, outros 12 moradores de Pouso Alegre morreram por complicações da Covid-19. O número consta no boletim epidemiológico divulgado na noite desta terça-feira, 20, pela Prefeitura.

O índice elevado de mortes se sustenta ao mesmo tempo em que a cidade registra a menor média de novos casos de Covid-19 desde o dia 16 de março, o que pode ser o reflexo mais claro até o momento das medidas restritivas adotadas entre 17 de março e 17 de abril, com a adoção da ‘onda roxa’.

 

Os dados dos boletins divulgados ao longo dos últimos sete dias mostram que a média móvel de novos casos diários está em 92,4, depois de ter atingido 217,8 em 29 de março, como mostra o gráfico acima.

Já média móvel de óbitos foi a 4,7. Desde o dia 23 de março, o município registra, em média, 3 ou mais mortes por dia. Confira no gráfico a seguir:

 

As médias móveis calculadas pelo R24 se baseiam nos boletins epidemiológicos divulgados ao longo dos últimos sete dias.

Como não há constância na divulgação dos números por parte do município e como a variação diária pode ser elevada, especialmente por conta da incerteza entre a data das ocorrências e o momento de sua divulgação, a média móvel tende a apresentar um retrato mais fiel do quadro epidemiológico, além de ser mais capaz de apontar tendências.

Leitos para Covid seguem acima de 100% de lotação

 

Os leitos destinados ao tratamento da Covid-19 seguem operando acima de sua capacidade, com o agravante de que o número total de internados nos hospitais da cidade voltou a subir. Eram 157 no dia 16. São 169 no boletim divulgado hoje. Dentre eles, há 142 pouso-alegrenses e 27 de outras cidades.

A ocupação relativa é de 109% nos leitos clínicos (101 internados para 92 vagas de Covid) e de 119% nas UTIs (68 internados para 57 vagas de Covid). Os pacientes que excedem o número de vagas para Covid-19 são alocados em leitos destinados ao tratamento de outras enfermidades.

 

Acumulado da pandemia

No acumulado da pandemia, o município soma 13.776 casos de Covid-19, dos quais 12.761 se referem a pessoas que já teriam se recuperado da doença; outras 754 seguem em acompanhamento. O número total de óbitos chegou a 261.

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