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Saúde

2ª onda da Covid-19 em Pouso Alegre supera 1ª em total de casos e duração

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Cidade mantém média semanal de novos casos de Covid-19 acima de 100 desde o final de novembro | Foto: R24

Cidade já soma 12 semanas consecutivas com média de novos casos superior a 100, um recorde para toda a pandemia e que faz da segunda onda superior à primeira em total de casos e duração

O primeiro boletim epidemiológico da prefeitura divulgado esta semana mostra que Pouso Alegre registrou 119 novos casos de Covid durante o fim de semana. O número é mais que o dobro da semana anterior, quando 55 novas ocorrências foram confirmadas. Com isso, a cidade já chega à 12ª semana consecutiva com mais de 100 casos semanais da infecção, um recorde para todo o período da pandemia e que torna a duração deste novo pico superior ao primeiro.

 

Para se ter uma ideia, o primeiro pico da Covid-19 em Pouso Alegre, entre 13 de julho e 18 de setembro, durou 10 semanas, período em que 2112 novos casos foram registrados. No pico atual, chamado pelos especialistas de segunda onda da pandemia, ao longo de 12 semanas (sendo que a 12ª ainda se encerra na próxima sexta-feira), entre 30 de novembro de 2020 e 15 de fevereiro de 2021, já foram 2.885 novos casos.

No acumulado da pandemia, a cidade soma 6.411 casos de Covid-19. Deste montante, porém, 6.070 pessoas são consideradas recuperadas da doença e outras 242 estão em acompanhamento. O número de óbitos atribuídos à doença segue em 99.

Hospitalização

O primeiro boletim da semana mostra um total de 54 pacientes hospitalizados por conta da Covid-19. Metade deles estão em leitos clínicos, a outra metade em UTIs. A ala de tratamento intensivo está com 84% de lotação, sendo que o município mantém 32 leitos para os cuidados aos pacientes da infecção.

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Educação

Cinco testam positivo para Covid-19 na rede municipal de educação

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Aulas presencias voltaram de forma alternada no dia 22 de fevereiro | Imagem: reprodução

Os casos foram confirmados após a volta às aulas presenciais, mas secretária de Educação descarta que contaminação tenha se dado em sala de aula, já que ensino presencial havia retornado poucos dias antes das confirmações

Ao menos quatro profissionais da educação e 1 aluno testaram positivo para Covid-19 após o retorno às aulas presenciais em Pouso Alegre. Apesar disso, é provável que as contaminações não tenham ocorrido em ambiente escolar, mas antes do retorno às aulas presenciais, afirma a secretária de Educação Leila Fonseca.

“Nós temos um aluno que testou positivo na semana passada. Como as aulas começaram no dia 22, não é possível que ele tenha pego dentro da escola”, afirma a secretária, que listou ainda uma professora, uma cozinheira e uma auxiliar de serviços que testaram positivo para a Covid-19, mas que também teriam se contaminado antes do retorno às aulas.

Segundo Leila, os profissionais estão afastados e as salas em que há confirmação para a doença foram isoladas. A secretária defendeu o retorno às aulas presenciais: “foi necessário a gente voltar às aulas. Sabemos dos desafios. Sabemos dos desafios e estamos com muito cuidado, frequentemente reunindo com a secretária da Saúde, com a vigilância (…) os diretores cada caso, cada suspeita, mesmo que ainda não tenha passado pela UPA, a  gente já pede o isolamento”, afirma.

Retorno das aulas presenciais

As aulas presenciais retornaram em Pouso Alegre no dia 22 de fevereiro, de forma alternada. A cada dia da semana um grupo de alunos frequentam as salas de aula, divididos por série, o que, segunda a Secretaria de Educação, garante que apenas 15% dos alunos estejam dentro das escolas em uma mesmo período, dando espaço para haver o distanciamento necessário.

O Sipromag, sindicato que representa os profissionais da Educação na cidade, é contra o retorno às aulas presenciais e chegou a mover uma ação judicial para impedir a medida. Nos últimos dias, o órgão tem cobrado a prefeitura para que haja o cumprimento mais rigoroso do protocolo sanitário nas escolas, acompanhamento epidemiológico e fornecimento de EPIs para professores e alunos.

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Pouso Alegre

À beira do colapso da Saúde, Pouso Alegre não tem profissionais para abrir novos leitos

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Prefeito afirma que não há como abrir novos leitos de UTI em Pouso Alegre por falta de profissionais | Imagem: reprodução

De acordo com o prefeito Rafael Simões não faltam recursos financeiros, mas a cidade não tem mais onde buscar profissionais de saúde capacitados para integrar as equipes de intensivistas que atuam nas UTIs, hoje com 96% de ocupação

O prefeito Rafael Simões (DEM) afirmou na noite desta terça-feira, 02, que Pouso Alegre não consegue abrir novos leitos de UTI para atender pacientes com Covid-19. Ainda de acordo com ele, o problema não é a falta de recursos financeiros, mas a falta de profissionais de saúde capacitados.

A cidade chegou hoje ao seu maior nível de internações por conta da Covid-19. Dos 32 leitos de UTI disponíveis, 31 estão ocupados. A ocupação total de leitos, pode levar a incapacidade de atender casos graves da doença, o que caracterizaria o colapso da saúde no município.

A afirmação do prefeito sobre a gravidade da pandemia na cidade, que não veio acompanhada de nenhum anúncio de aumento de restrições, foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais e distribuído para a imprensa. Na gravação, Simões está acompanhado da secretária de Saúde, Silvia Regina, e de Alexandre Hueb, diretor-técnico do Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL).

“O que falta para nós em Pouso Alegre e para todas as cidades do Brasil chama-se profissional qualificado para trabalhar nas UTIs (…) Nós não temos aonde mais buscar profissionais para por aqui para poder gerar mais novos leitos. Vou deixar muito claro a vocês: não falta dinheiro ao município para tomar qualquer tipo de ação que seja necessário, o que nós não temos, no momento, são profissionais”, afirmou o político.

 

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Saúde

Pouso Alegre registra mais dois óbitos e internações por Covid chegam ao maior nível

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Pandemia volta a aumentar pressão sobre sistema de saúde | Imagem: ilustração/Agência Brasil

31 dos 32 leitos reservados para UTI na cidade estão ocupados. Lotação de leitos clínicos chega a 83%. Cidade ainda registrou 136 novos casos da doença durante o fim de semana

A pandemia de coronavírus em Pouso Alegre segue dando sinais de agravamento. A cidade acaba de confirmar mais duas mortes atribuídas à infecção, chegando ao total de 102, e o número de pacientes internados com a doença chegou ao maior nível desde o início da pandemia.

 

De acordo com o boletim epidemiológico da prefeitura, divulgado nesta terça-feira, 02, a ocupação relativa dos leitos de UTI está 96%, com 31 de 32 leitos sendo utilizados; no caso dos leitos clínicos, a ocupação relativa é de 83%, com 50 de 60 leitos abrigando pacientes.

O agravamento da pandemia na cidade ocorre em meio ao alerta de especialistas de que o país enfrentará nas próximas semanas a pior fase da crise de saúde. “Eu não tenho dúvida de que teremos o mais triste março de nossas vidas. Isso é resultado do Carnaval e do descompasso entre o que nós, cientistas, dizemos, e o que as autoridades afirmam”, disse à BBC a pneumologista Margareth Dalcolmo, professora e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

 

Em todo o Brasil, a ocupação hospitalar atinge níveis críticos. De acordo com dados das secretarias estaduais de saúde, 17 estados têm ocupação em hospitais acima de 80%, um nível considerado crítico. Outros oitos estados têm taxas que superam os 90%.

Os números de Pouso Alegre

Após encerrar sua segunda pior semana em número de novos casos ao longo de toda a pandemia, Pouso Alegre registrou 136 novas infecções durante o fim de semana e chega ao número de 7.156 casos acumulados ao longo da crise de saúde, entrando na 50ª semana de pandemia.

Do total de casos acumulados, o município considera que 6.674 pessoas se recuperaram da infecção. Há ainda 380 pessoas em acompanhamento.

Pacientes internados

Dentre os pacientes internados na ala clínica destinada à doença, 26 são de Pouso Alegre e 24 de cidades vizinhas. Já nas alas de tratamento intensivo, dos 31 internados, a relação é de 16 pouso-alegrenses e 15 pacientes de outras cidades.

A cidade abriga pacientes de municípios vizinhos, uma vez que, além de ser sede da regional de saúde, abriga o Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL) referência regional para o tratamento da Covid-19 e outros procedimentos de média e alta complexidade.

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