Pouso Alegre

Sílvia Regina deixará a Secretaria de Saúde, que será assumida por Rosaly Esther

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Sílvia Regina está de saída da Secretaria de Saúde, que será assumida por Rosaly Esther

À frente da Secretaria Municipal de Saúde de Pouso Alegre desde 2016, Sílvia Regina está de saída da pasta. Em seu lugar, assumirá Rosaly Esther, ex-secretária de Saúde de Borda da Mata e esposa do ex-vice-prefeito de Pouso Alegre Mário Lúcio Matozzo. Rosaly já atua como interina na pasta desde o início do mês.

O R24 apurou que Sílvia Regina está de férias, mas deve deixar o cargo assim que retornar. Apesar disso, ela já é tratada como ex-secretária. Na sessão da Câmara desta terça-feira, por exemplo, foi assim que o vereador Odair Quincote (Patriota) se referiu a ela.

Rosaly Esther foi nomeada Superintendente de Relações Institucionais pelo prefeito Cel Dimas (PSDB) no final de novembro e assumiu como secretária interina de Saúde em 4 de dezembro. Ela deve ser promovida a titular da pasta assim que acabar as férias de Sílvia Regina.

Rosaly é natural de Inconfidentes (MG). Formada pela Universidade são Francisco, tem especialização em Psicologia infantil, clínica, escolar e hospitalar. Também possui conhecimento em gestão de saúde pública e privada.

No tempo em que era se esposo ocupou o cargo de vice-prefeito, ela chegou a atuar na Secretaria Municipal de Saúde de forma voluntária. Em 2017, ela recebeu o título de cidadã honorária de Pouso Alegre, entregue pela Câmara Municipal.

Rosaly ao lado do esposo, o médico e ex-vice-prefeito de Pouso Alegre Mário Lúcio Matozzo

Do reconhecimento à fritura

A saída de Sílvia Regina marca o fim de uma era na Prefeitura de Pouso Alegre. Ela era a última remanescente dos secretários que estão no executivo municipal desde o 1° mandato do ex-prefeito e deputado federal Rafael Simões (União).

Reconhecidamente dedicada à pasta, ela se manteve firme no posto durante a pandemia de Covid-19 e conquistou o respeito de todos pelo bom desempenho na secretaria que conta com o maior orçamento e enfrenta os maiores desafios do município.

Desde que Rafael Simões e Cel. Dimas se tornaram adversários, porém, ela, como fiel escudeira do ex-prefeito, passou a ter seu posto questionado.

Nos bastidores, todos se perguntavam o motivo de uma aliada de primeira hora de Simões permanecer em uma das principais pastas da administração. Cozinhada em fogo brando nos últimos meses, ela deixa a pasta depois de quase oito anos no comando.

Processo por desvios no HCSL

Como aliada de Rafael Simões, desde a antes de o político assumir a prefeitura de Pouso Alegre, Sílvia teve seu nome envolvido no rumoroso caso de desvios de insumos no Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL), ocasião em que ela era diretora do hospital e o ex-prefeito presidente da FUVS, mantenedora da unidade de saúde.

O Ministério Público Federal acusou Simões e Sílvia Regina de desviarem medicamentos, seringas e outros insumos em proveito do político em ao menos cinco oportunidades, entre os anos de 2014 e 2017.

Em novembro de 2021, a Justiça Federal condenou ambos e a então coordenadora de compras da instituição, Renata Lúcia Guimarães Risso, a 10 anos de prisão por desvio e peculato. Os três recorrem da sentença em liberdade.

Mas, mesmo com o escândalo, que teve início durante uma sindicância realizada na FUVS, em 2017, a popularidade do ex-prefeito em Pouso Alegre não chegou a ser abalada. Em 2020, ele seria reeleito prefeito da cidade com nada menos que 79,5% dos votos. Dois anos depois, ele se tornaria deputado federal com 144,9 mil votos, sendo que 46,8 mil foram obtidos em Pouso Alegre.

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