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Economia

Simões vai à Gasmig pedir gasoduto para Pouso Alegre

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Simões se reúne com presidente da Gasmig em Belo Horizonte | Imagem: reprodução

Colocar a cidade na rota do gasoduto da Gasmig é uma antiga demanda das empresas locais. O insumo tem potencial para baratear custos de produção e elevar competitividade do município. Além disso, indústria local sofre com incapacidade da Cemig de ampliar oferta de energia elétrica

O prefeito Rafael Simões (DEM) se reuniu na manhã desta quarta-feira, 24, com Pedro Magalhães, o presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). No encontro, realizado na sede da estatal em Belo Horizonte, o político apresentou ao executivo uma antiga demanda das empresas instaladas em Pouso Alegre: incluir a cidade na rota do gasoduto da Gasmig.

O gás natural tem potencial de baratear os custos com energia, barateando a produção e elevando a competitividade das empresas e, por consequência, do município. Mas, a despeito de diversas tentativas ao longo dos últimos anos, a vinda do gasoduto nunca se concretizou.

Pedro sinalizou o início de um levantamento para avaliar a possibilidade: “Eu não tenho dúvida do potencial que Pouso Alegre tem e estamos enviando, a partir da semana que vem, uma equipe a Pouso Alegre para levantar o potencial da cidade, que, sem dúvida, é um dos melhores lugares de Minas Gerais pra gente levar o gás”,  garantiu.

A demanda pelo gás tornou-se ainda mais premente nos últimos tempos com a incapacidade da Cemig de ampliar o atendimento às empresas, que sofrem com a escassez da oferta de energia e picos constantes.

Não por acaso, em sua fala, Simões destacou a importância do gás para o presente e para o futuro da indústria local. “Trouxemos para o Pedro a importância do gás natural em Pouso Alegre para atender nossas indústrias já existentes e atrair novas indústrias”, afirmou o prefeito.

O prefeito foi para a reunião na Gasmig acompanhado do deputado federal Bilac Pinto (DEM).

Economia

Comerciantes poderão parcelar contas de água e luz em até 12 vezes sem juros

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Comerciantes estão entre os setores mais afetados pelas medidas de restrição por conta pandemia | Foto: R24

Medida anunciada pelo governo Zema também vale para famílias cadastradas na ‘Tarifa Social’ e prestadores de serviços

O governador Romeu Zema (Novo) anunciou ontem, 20, que comerciantes vão poder parcelar débitos de água e luz atrasados em até 12 vezes sem juros. O mesmo vale para prestadores de serviço e para famílias cadastradas na tarifa social.

“Após me reunir com diversos setores produtivos nos últimos dias, conseguimos dar uma boa notícia e atender a uma importante demanda. Os comerciantes que possuem dívidas de contas luz e água poderão parcelar os débitos sem entrada e em até 12 vezes sem juros”, informou o político.

Conta de luz

Para fazer o parcelamento da Cemig era necessário dar um valor de entrada nas negociações, e os juros variavam de acordo com o débito. A partir de agora, os juros estão zerados e é possível dividir em até 12 vezes.

As opções de parcelamento estão disponíveis no portal da Cemig ou pelo WhatsApp (31) 3506-1160. No aplicativo de mensagens, o cliente deve enviar um “Oi” e escolher a opção “Parcelar Meus Débitos”. A empresa orienta para que as pessoas optem pelos canais digitais, que são meios rápidos e seguros para efetivar a negociação.

Pelo portal Cemig, basta realizar login, selecionar a instalação que possui débito em aberto e, posteriormente, o serviço “Segunda Via e Pagamento de Contas”. Em seguida, o cliente pode verificar se existe a opção de seleção de débitos e a possibilidade de realizar o pagamento com cartão de crédito ou débito.

Além das opções citadas, há também um telefone específico para o parcelamento de débitos: 0800-721-7003, que atende das 9h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 9h às 15h, aos sábados.

Conta de água

As condições para parcelamento de dívidas com a Copasa são as mesmas: em até 12 vezes sem juros. O prazo final para aderir ao parcelamento junto à companhia é 11 de junho. Em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato pelo telefone 115.

Quem pode aderir

Restaurantes, bares, padarias, casas de material de construção e diversos outros comércios de pequeno e médio porte, além de prestadores de serviços, como chaveiros e salões de beleza e estética, poderão solicitar o parcelamento de seus débitos.

Tarifa Social

Para ter direito ao benefício da Tarifa Social é preciso ter o registro no CadÚnico do governo federal, morar em um imóvel residencial e ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa do grupo familiar.

Para maiores informações, a família pode procurar informações junto ao CRAS mais próximo de sua casa ou entrar em contato com a secretária responsável pelas política sociais do município. Em Pouso Alegre, o telefone da pasta é o (35) 3449-4233.

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Economia

Valor da cesta básica em Pouso Alegre recua 1,4%, mas segue maior que o de Varginha

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Uma família com quatro pessoas precisaria de R$ 1.992 apenas para comprar os alimentos do mês. Uma única pessoa, ganhando um salário mínimo, teria que trabalhar 99 horas e 38 minutos em um mês apenas para se alimentar em Pouso Alegre

O valor da cesta básica de alimentos em Pouso Alegre para uma única pessoa adulta passou de R$ 505,24, em março, para R$ 498,16, em abril. A pequena redução de 1,4% é a primeira variação percebida pelo estudo mensal que o departamento de pesquisa da Unis começou a realizar na cidade a partir de abril.

Apesar do recuo, a cesta de alimentos em Pouso Alegre segue mais cara que a de Varginha, outra cidade-polo que participa do levantamento mensal da faculdade. Por lá, a variação de março para abril teve viés de alta de 1,99%, passando de R$ 462,67 em março para 471,86 em abril.

Os alimentos que tiveram maior aumento em Pouso Alegre

Ao todo, 13 alimentos que compõem a cesta de alimentos são cotados no levantamento. Em abril, 5 deles tiveram aumento em seu preço médio, com destaque para o café em pó (+9,48%), o leite integral (+8,78%) e o óleo de soja (+6,79%). Por outro lado, 8 tiveram redução, com destaque para a batata (-8,86%), o tomate (-3,25%) e o pão francês (-2,87%).

De acordo com os pesquisadores, a alta do café é reflexo de sua cotação internacional, afetada pela expectativa de queda na safra. O leite encareceu por conta da redução da oferta, enquanto o óleo de soja registra queda em sua produção e na previsão de colheita de soja em países como Estados Unidos e Argentina, “o que provocou aumento na sua cotação internacional e também elevou a demanda pelo produto oriundo do Brasil”, informa o levantamento.

Quanto aos produtos que registraram queda, os pesquisadores observam que, em sua maioria, tratam-se de produtos hortifrutigranjeiros, que estão em período de safra, com aumento sazonal de oferta que, naturalmente, reduz seus preços.

99 horas e 38 minutos de trabalho para quem ganha 1 salário mínimo

Enquanto o desemprego aumenta na fase mais aguda da pandemia, mesmo quem ainda ostenta um, se tiver remuneração de um salário mínimo, vai ter que trabalhar 99 horas e 38 minutos apenas para garantir a sua alimentação ao longo de um mês.

No caso de uma família com quatro pessoas, para garantir a quantidade necessária dos 13 alimentos da cesta básica para uma dieta digna, serão necessários R$ 1.992,16.

Levantamento nacional

A pesquisa do DIEESE referente a março de 2021 (divulgada no dia 08 de abril) mostrou que a cesta básica mais cara do Brasil é a de Florianópolis (R$632,75); a capital com o valor mais baixo é Salvador (R$461,28). Em Belo Horizonte, a capital mineira, a cesta básica de alimentos sai por R$555,67.

Sobre a pesquisa

Este foi o segundo levantamento de preços realizado pelo Departamento de Pesquisas da Unis em Pouso Alegre. A partir dele, passou a ser possível determinar o índice de inflação da cesta básica comparando os dois meses iniciais da pesquisa.

O levantamento toma por base a coleta de preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo o padrão metodológico adotado pelo DIEESE a nível nacional.

Confira a variação de preço de todos os produtos da cesta básica em Pouso Alegre:

Café em pó: + 9,48%
Leite integral: + 8,78%
Óleo de soja: +6,79%
Feijão carioquinha: +3,12%
Farinha de trigo:  +2,06%
Batata: -8,86%
Tomate: -3,25%
Pão francês: -2,87%
Banana: -2,62%
Arroz: -2,40%
Carne bovina: -2,21%
Manteiga: -1,62%
Açúcar refinado: -1,18%

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Economia

Após protesto de comerciantes, Acipa afirma que não apoia desobediência civil

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Declaração ocorre após protesto de comerciantes contra a ‘onda roxa’ e alguns empresários defenderem a abertura de lojas mesmo que seja necessário ir contra a ‘onda roxa’

A Associação do Comércio e Indústria de Pouso Alegre (Acipa) divulgou nota nesta sexta-feira, 09, afirmando ser contra a “desobediência civil”. A declaração ocorre um dia após um grupo de comerciantes protestar contra a ‘onda roxa’ em frente à Prefeitura.

Alguns integrantes do movimento disseram que iriam retomar suas atividades mesmo com a vigência da ‘onda roxa’, que proíbe o funcionamento de serviços não essenciais.

“A Diretoria da Acipa está fortemente empenhada, inclusive reunindo-se com o governador e outras lideranças do Estado, mas não apoia a desobediência civil e alerta sobre as consequências de tal ato e possíveis sansões legais”, registra o comunicado assinado pelo presidente da Acipa, Ibrahim Elias Kallás.

Mais cedo, o prefeito Rafael Simões (DEM) afirmou à imprensa que os comerciantes que desafiarem a lei terão seus alvarás suspensos e os estabelecimentos serão lacrados. Ele ainda sugeriu aos que discordam da ‘onda roxa’ que entrem na justiça para questionar o protocolo do governo do estado de maneira legal.

Confira a íntegra do comunicado:

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