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Política

Prefeitura de Pouso Alegre reajusta salário dos servidores pelo índice da inflação

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Servidores em geral terão reajuste de 6,93%, com pagamento retroativo a abril, que é a data-base do segmento. Já os servidores do magistério terão reajuste de 5,45%, retroativo a janeiro, mês de referência para a data-base de quem atua na educação municipal

A Prefeitura de Pouso Alegre decidiu apenas repor as perdas inflacionárias dos servidores municipais. A proposta de lei que oficializa a recomposição salarial foi aprovada por unanimidade e em única votação na noite desta terça-feira, 16, pela Câmara de Vereadores.

A maior parte dos servidores, que tem data-base em abril, terá reajuste de 6,93%, conforme acumulado dos últimos 12 meses até àquela data do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Nesse caso, o valor será pago de forma retroativa ao mês de abril.

Já os servidores do magistério, que têm data-base em janeiro, terão reajuste de 5,45%, correspondente ao acumulado do INPC nos 12 meses anterior à data. Nesse caso, o reajuste será pago de forma retroativa à janeiro.

Os dois sindicatos que representam as categorias, o Sisempa, que representa os servidores em geral, e o Sipromag, que representa os profissionais do magistério comemoraram o reajuste como sendo uma vitória, já que a categoria temia ficar sem reajuste por conta do entendimento da Prefeitura sobre a Lei Complementar 173, que restringiu o aumento de gastos dos municípios como condição para o repasse de verbas extras durante a pandemia.

O que virou o jogo foi um entendimento do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), que emitiu parecer em que considerou que “a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos não representa aumento real, mas apenas a recomposição dos efeitos da inflação”.

Servidores da Câmara

Os servidores da Câmara Municipal terão o mesmo reajuste das carreiras gerais da Prefeitura, 6,93%, também retroativo a abril de 2021.

 


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Minas

DATATEMPO: Zema perde dois pontos, mas ainda venceria no primeiro turno

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Nova pesquisa DATATEMPO, divulgada na noite desta terça-feira, 10, mostra que o governador Romeu Zema (Novo) segue na liderança folgada da corrida eleitoral de 2022 para o Palácio da Liberdade.

No levantamento estimulado, quando são apresentados os nomes dos possíveis candidatos para os entrevistados, Zema aparece com 43,5% dos votos, contra 22,8% do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). Eles são seguidos de Carlos Viana (PL), 4,2%, Renata Regina (PCB), 3,6%, Miguel Corrêa (PDT), 2,1%.

Os que não souberam responder somaram 13,1%, enquanto outros 10,6% afirmam que vão votar em branco ou nulo.

Na pesquisa anterior do DATATEMPO, feita em novembro, Zema tinha 45,7%. Os 2,2 pontos perdidos estão praticamente dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,19%. Já Kalil se manteve praticamente estável no mesmo período, oscilando de 22,9% para 22,8%.

Se fossem considerados os votos válidos, que é aquele considerado pela Justiça Eleitoral, quando são excluídos brancos e nulos, Zema teria 57,1% contra 29,8% de Kalil, vencendo o pleito no primeiro turno.

Pesquisa estimulada:

  • Romeu Zema (Novo): 43,5%
  • Alexandre Kalil (PSD): 22,8%
  • Carlos Viana (PL): 4,2%
  • Renata Regina (PCB): 3,6%
  • Miguel Corrêa (PDT): 2,1%

Espontânea

Quando os entrevistados são perguntados sobre o voto sem que lhes sejam apresentados nomes, no chamado levantamento espontâneo, Zema aparece com 19,5%.

O desempenho é o pior já registrado pelo mandatário desde julho do ano passado e representa uma queda de 10,9% na comparação com novembro do ano passado, quando o político registrava 30,4% das intenções de voto.

Com Kalil, o movimento foi o inverso. Ele registrava 4,6% em novembro, agora, chegou a 8,2%.

A queda brusca de Zema na espontânea coincide com o período mais turbulento de seu governo, quando ele teve que lidar com greves da segurança pública, educação e saúde, se envolveu em tensos embates com a Assembleia de Minas e polêmicas em torno da mineração na Serra do Curral.

Segundo turno

Na projeção para o segundo turno, Zema vence seus oponentes nos dois cenários testados: 49,8% contra 32,7% de Kalil e 57,75% contra 17,8% de Carlos Viana. Num terceiro cenário testado, entre Viana e Kalil, o ex-prefeito da capital mineira venceria por 44,22% contra 21,8%.

A pesquisa foi realizada com 2 mil entrevistas presenciais, entre os dias 30 de abril e 5 de maio. A margem de erro é de 2,19% e o seu intervalo de confiança é de 95%. Ela foi registrada sob os números: TSE BR-00720/2022 TRE-MG MG-01720/2022.


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Minas

PSDB pode retirar apoio a Zema e lançar chapa própria ao governo de Minas

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Partido pode lançar Marcus Pestana para governador e Paulo Brant para senador | Foto: divulgação

Atualmente na base de apoio de Romeu Zema (Novo), o PSDB pode optar por lançar chapa própria ao governo de Minas. A candidatura ao governo estadual, ocupado por 16 anos no pós-democratização pela legenda, deve ser encabeçada pelo ex-deputado Marcus Pestana, um dos quadros mais tradicionais do partido em Minas.

Foi o próprio político que revelou ao jornal ‘O Tempo’ a decisão da legenda. “Está decidido que vamos lançar uma chapa. Até o final de maio, nós vamos conversar com os aliados. Os dois nomes que fariam parte da chapa sou eu e o vice-governador Paulo Brant. Um como governador, outro como senador”, declarou Pestana ao jornal.

A definição pela candidatura própria teria sido definida em um encontro em Brasília, que reuniu a bancada mineira na capital federal e o pré-candidato do partido à Presidência da República, João Dória.

O mais provável, caso o partido de fato opte pela candidatura própria, é que a sigla lance Pestana para o governo e Paulo Brant, o atual vice-governador, para o senado. A configuração exata, porém, depende de negociações a serem feitas com outras siglas.

A coordenação da chapa será conduzida pelo presidente do PSDB em Minas, Paulo Abi-Ackel. Caberá a ele aglutinar mais partidos para o projeto. Na mira da articulação tucana estão legendas como o União Brasil, PDT, Avante e Podemos.

Caso a candidatura se consolide, os tucanos também terão em suas fileiras o Cidadania, junto do qual formaram uma federação partidária.

Ruptura

O novo posicionamento do PSDB reflete a dificuldade que o governador Romeu Zema tem tido em fechar apoio em torno de sua candidatura, apesar de as pesquisas apontá-lo como franco favorito nas eleições deste ano, estando com sua reeleição encaminhada.

Os constantes conflitos com a Assembleia e a resistência de Zema e de seu partido, o Novo, em selar acordos políticos pesam contra articulação da campanha do governador. A possibilidade de ter seu vice como adversário na corrida eleitoral poderá ser o símbolo maior da ausência de traquejo político do atual mandatário.


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Economia

Inflação pressiona Prefeitura de Pouso Alegre a reajustar contratos entre 10 e 12%

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Funcionário opera máquina em obra de revitalização da Perimetral | Foto: Ascom/PMPA

Como já era previsto pela Secretaria Municipal de Administração e Finanças (SMAF) da Prefeitura de Pouso Alegre (MG), a mesma inflação que levou a um aumento inesperado da arrecadação em 2021, agora pressiona os preços e obriga o município a reajustar contratos de obras, aquisição de insumos e serviços.

Com a atualização dos preços, é necessário mexer no orçamento deste ano. Para se ter uma ideia, apenas para a readequação de preços em um conjunto de obras de infraestrutura – drenagem do Colina Verde; drenagem e pavimentação do Bairro São João, drenagem do bairro Monte Azul;  pavimentação/recapeamento e drenagem da Rua Antônio Scoldeler e drenagem; e pavimentação da Estrada Velha do Aeroporto –  o município precisou suplementar as fontes de recursos dessas ações em R$ 1,76 milhões.

E, apesar de a atualização de grandes contratos chamar mais atenção, o movimento é generalizado. As correções atingem desde itens  de insumo administrativo, como a aquisição de papel sulfite, até a compra de gêneros alimentícios para a merenda escolar. Com a inflação dos alimentos ainda mais acelerada, em alguns casos, os itens da merenda chegaram a quase que dobrar de valor.

De acordo com a SMAF, a correção geral nos preços deve girar em torno dos 10 a 12%, próximo do apurado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses, até março, que ficou em 10,54%.

Com superávit, município tem espaço fiscal para absorver inflação

O município virou o ano com cerca de R$ 350 milhões em caixa, sendo uma parte desses recursos resultado de superávits em anos anteriores e outra do aumento de arrecadação apurado em 2021, seja pelo desempenho econômico da cidade, seja pelo aumento da inflação.

Com o caixa reforçado, o município deve absorver o impacto da inflação sobre os contratos com alguma tranquilidade, mas terá que abrir mão de algumas ambições.

Isso fica claro, por exemplo, na suplementação dos contratos de obras de infraestrutura. Os cerca R$ 1,76 milhão remanejado para essas ações foram retirados de economias que, até então, haviam sido reservadas para a aquisição de imóveis pelo município.


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