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Política

Medicamentos do ‘Kit Covid’ foram utilizados em Pouso Alegre, mas não tiveram resultado

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O prefeito Rafael Simões (DEM) afirmou que tratamento com medicamentos do 'kit Covid' não deu resultados em Pouso Alegre | Imagem: reprodução

O Prefeito Rafael Simões (DEM) afirmou nesta sexta-feira (09) que os medicamentos do chamado ‘kit Covid’ foram utilizados em Pouso Alegre no início da pandemia, mas que o uso foi suspenso por falta de resultados.

A afirmação foi feita durante entrevista ao site Pouso Alegre.net. O político não deu detalhes do protocolo seguido, nem da lista de medicamentos adotados.

“Não resolve, pessoal. Queria eu que resolvesse. Volto a dizer, lá no começo, nós usamos todas essas drogas. O médico têm a possibilidade de fazer essas experiências. Todos esses medicamentos foram utilizados”, garantiu o político se referindo à liberdade de os médicos prescreverem a medicação em concordância com os pacientes.

Simões ironizou os exemplos de sucesso do tratamento precoce. “Por que que todo mundo parou de falar de São Lourenço? São Lourenço era um exemplo para o Brasil, agora já não é mais. Ah, não, agora já não está dando certo o tal do tratamento precoce, agora vamos pra Chapecó (SC), aí Chapecó agora já está começando a ficar apertado, o prefeito diz: ‘eu não falei de nada, não é bem assim…”.

Veja a fala de Simões sobre o tratamento precoce a partir de 11 minutos:

De discussão científica a batalha nas redes sociais

Testar medicamentos contra novas doenças e mesmo aquelas antigas para as quais ainda não se tem tratamentos eficientes é rotina na vida de cientistas e pesquisadores da área. Mas a politização da pandemia e a consequente disputa pela narrativa que mais interessa a diferentes grupos políticos e sociais levaram a discussão técnico-científica para a retórica caótica das redes sociais, onde um batalhão de ‘especialistas’ estão prontos a opinar.

O kit Covid é composto por uma cesta de medicamentos como Hidroxicloroquina, Ivermectina, suplementos e vitaminas. Essas drogas já foram testadas ou estão em testes para avaliar sua eficácia contra a Covid-19. Mas a comunidade científica aponta para a ausência de dados que comprovem a sua eficiência. Estudos que comprovariam a eficácia ou são de má qualidade ou foram retirados do contexto. Confira aqui a posição da OMS a respeito dos principais medicamentos do Kit Covid.

Por não contar com evidências científicas robustas, o kit não recebe a chancela de organizações de saúde como a OMS, ou entidades representativas como a Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Infectologia.  Sequer esses medicamentos foram submetidos ao crivo da Agência Nacional de Saúde (Anvisa) para serem indicados para o tratamento da Covid-19.

Por outro lado, o Conselho Federal de Medicina (CFM), no parecer 04 de 2020, orienta que a decisão sobre o tratamento a seguir contra a Covid-19 seja uma decisão do médico em concordância com o paciente, embora a representações do conselho em alguns estados já tenham se manifestado contrários à indicação de medicamentos sem comprovação de eficácia.

Apesar de rechaçado pela ala majoritária da comunidade científica, o kit Covid encontra defensores entre alguns médicos e infectologistas e tem forte engajamento nas redes sociais. Cidades como São Lourenço (MG), Chapecó (SC), Itajubá (MG) e inúmeras outros municípios adotaram o chamado ‘tratamento precoce’, que consiste na administração dessas drogas de forma a prevenir (profilaxia) ou a tratar a doença ainda nos primeiros sintomas.

Política

Prefeitura rescinde contrato e repassa obras da Adolfo Olinto a nova empresa

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Obras na Adolfo Olinto entrarão em sua segunda etapa | Imagem: Ascom/PMPA

A empresa RX assumirá a segunda parte da intervenção que viveu às voltas com atrasos e trechos refeitos. A obra pretende dar ares de ‘shopping a céu aberto’ e melhorar a mobilidade do trecho da Adolfo Olinto ocupado por lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais

Após uma série de atrasos e trechos de obras refeitas, a Prefeitura de Pouso Alegre anunciou nesta quarta-feira, 12, que rescindiu o contrato com a empresa que executava as obras de requalificação da Rua Adolfo Olinto, a Infraconn.

A empresa RX assumirá a segunda parte da intervenção que pretende dar ares de shopping a céu aberto ao trecho da Adolfo Olinto ocupado por lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.

O que começou como um incentivo ao comércio virou motivo de críticas do setor. No informe que distribui à imprensa, a administração municipal admitiu os problemas.

“A Prefeitura de Pouso Alegre está ciente de que houve transtornos na execução da primeira fase e está tomando todas as precauções para que não se repitam”, registra.

Segunda etapa das obras

Durante a execução da segunda fase da requalificação da via algumas ruas no entorno poderão ter o trânsito interrompido, diz a Prefeitura. Já o primeiro trecho continuará liberado para trânsito de veículos e pedestres.

O projeto na Rua Adolfo Olinto prevê alargamento de calçadas, nivelamento do piso da via (de modo a torná-la plenamente acessível), instalação de pequenas praças de convivência ao longo da rua com mobiliário urbano, paisagismo e iluminação.

O município não deu previsão para conclusão da obra, mas disse que trabalha para que ela se dê no prazo mais breve possível.

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Política

Bruno Dias cita ‘assédio’ e pedidos ‘pouco republicanos’ na Câmara de Pouso Alegre

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Sem citar nomes, presidente da Câmara de Pouso Alegre se referiu a servidoras sendo destratadas “sob as formas de gracejo ou de assédio” e a pedidos “pouco republicanos à Presidência [da Câmara]” durante discussão de projeto.

Em meio às discussões da proposta que tornou o ensino atividade essencial e da doação de terreno para a Polícia Militar construir o Colégio Tiradentes em Pouso Alegre, o presidente da Câmara, Bruno Dias (DEM), fez uma grave citação na última quinta-feira, 06. Sem citar nomes ele fez uma referência à ocorrência de assédio direcionado às servidoras da Casa e a supostos pedidos ‘pouco republicanos’ à Presidência.

O político fazia a defesa de que haveria sim um ambiente democrático na Casa após o vereador Hélio da Van (MDB) sugerir que manobras da Presidência teriam impedido que ambientalistas e educadores acompanhassem a votação de projetos de seus interesses no início da semana.

“Eu vou continuar o meu voto aqui hoje de protesto principalmente pela falta de democracia… da ditadura que teve aqui, principalmente na terça-feira da votação”, criticou o vereador Hélio.

Ao rebater a fala do parlamentar Bruno Dias afirmou: “o que envergonha é quando a gente tem solicitações pouco republicanas à Presidência. O que envergonha essa Casa é quando a gente tem destrato com as nossas servidoras, sob as formas de gracejo ou de assédio”.

O R24 questionou a Presidência da Câmara quanto às afirmações de Bruno Dias. A quem se referia o presidente quando fez essas afirmações? Quais solicitações não republicanas foram feitas? De que forma se daria exatamente o destrato e até mesmo o assédio a servidoras da Câmara? Quais providências foram adotadas a respeito dos graves fatos narrados? A corregedoria da Câmara foi informada a respeito?

A resposta veio na forma de uma nota lacônica. “Em seu pronunciamento, o Presidente quis dizer que situações como essas, se ocorridas, é que trariam vergonha à Câmara, e não a divergência de opiniões sobre os projetos em tramitação”.

Confira o momento em que o presidente da Câmara faz as afirmações:

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Educação

Professores mineiros começarão a ser vacinados em junho, diz secretário estadual

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Em coletiva na manhã desta sexta, Baccheretti estimou que vacinação de professores começa em junho | Foto: Agência Minas

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, afirmou na manhã desta sexta-feira, 07, em entrevista coletiva, que os professores mineiros devem começar a ser vacinados contra Covid-19 em junho.

“O governador [Romeu Zema (Novo)] solicitou ao governo Federal uma tentativa de os professores serem adiantados na vacinação pela necessidade da volta às aulas. Mas a expectativa do PNI [Plano Nacional de Imunização] é que em junho os professores comecem a ser vacinados”, projetou.

Aulas presenciais suspensas

A vacinação da categoria é uma das condições dos sindicatos que representam esses profissionais para a retomada das aulas presenciais, que, por enquanto, ocorrem de forma remota nas redes municipal e estadual.

Em ambas as esferas de ensino, há decisões do TJMG, que atendem a pedidos dos sindicatos, impedindo o retorno às atividades presenciais.

Mais cedo, o prefeito Rafael Simões (DEM) publicou um vídeo fazendo duras críticas ao Sipromag, sindicato que representa os profissionais da educação no município e que foi autor da ação que culminou na proibição das aulas presenciais na cidade. Ele afirmou que vai recorrer da decisão da corte.

Ritmo de vacinação

Em Minas Gerais e em Pouso Alegre, a vacinação contra a Covid-19 começou pelos profissionais da saúde e idosos com idade mais elevada e teve a inclusão de forças de segurança (PM, Corpo de Bombeiros e Exército) nas últimas semanas.

Nos próximos dias, deve ter início a vacinação de idosos a partir de 60 anos, grávidas, mulheres que acabaram de dar à luz,  além de pessoas com comorbidades e deficiências severas permanentes.

Até a quarta-feira, 05, data do último boletim, Pouso Alegre havia recebido 48.897 doses de vacina, das quais 43.931 foram aplicadas.

27.882 foram utilizadas em primeiras aplicações e outras 16.049 foram utilizadas para a segunda dose – lembrando que a imunização só se completa com duas doses das vacina. Em termos percentuais, 18,2% da população pouso-alegrense recebeu a primeira dose da vacina e 10,52% a segunda.

No início da semana, a Prefeitura alertou que não possui mais doses de CoronaVac para aplicação da última dose naquelas pessoas que receberam a dose inicial do imunizante. Desde então, apenas 250 doses desta vacina foram enviadas para o município e não há previsão de novas remessas até o momento.

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