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Política

Em evento com mais de 500 pessoas, é lançada pedra fundamental do hospital oncológico

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Mais de 120 vereadores, 40 prefeitos e representantes de pelo menos 60 cidades do Sul de Minas, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) e do senador Antônio Anastasia (PSDB), acompanharam o evento que marcou o lançamento simbólico da pedra fundamental do Hospital Oncológico de Pouso Alegre (MG), que será construído como um anexo do Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

Com terreno de 2,8 mil metros quadrados, doado pela Prefeitura, a unidade ficará de frente para a UPA 24 horas, terá 5 pavimentos, e mais de 11 mil metros quadrados de construção para atender a pacientes de 53 municípios. Apesar do lançamento da pedra fundamental ter ocorrido nesta sexta, as obras no local já começaram há alguns dias. Para a primeira fase delas, já há uma verba de R$ 13,7 milhões repassadas também pela Prefeitura de Pouso Alegre.

A responsável pelas obras será a Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (FUVS), que é a mantenedora do Hospital das Clínicas Samuel Libânio.

O evento

A pequena multidão de cerca de 500 pessoas acompanhou ao longo da manhã e início da tarde desta sexta-feira, 19, no pátio da rodoviária, sob forte chuva, mas protegida por uma estrutura de lona espessa, o anfitrião, o prefeito Rafael Simões (DEM), descerrar a placa no evento que ele mesmo considerou ser um marco para a sua administração.

Como prova da grandiosidade do feito e de seu prestígio, o político citou a presença seleta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) e do senador e ex-governador Antônio Anastasia. O evento contou também com a presença do deputado federal Bilac Pinto (DEM), que andava sumido nos últimos tempos.

No palco, discursaram os senadores, o deputado federal, os diretores do hospital e sua mantenedora, a FUVS, além do deputado estadual Dr. Paulo. Mas, nem mesmo a fala do presidenciável Rodrigo Pacheco rivalizou com a do prefeito, menos pelo conteúdo e mais pelo clima que cercava a cerimônia, foi o discurso de Simões que deu o tom do evento.

Enquanto o político falava, imagens exibidas no telão remontavam o passo a passo até o início da construção do hospital: a desapropriação do Campo da Lema, a doação do terreno para a FUVS, a destinação de verba.

A rememoração em clima de narrativa, com desfecho e clímax, também teve um tom de balanço de um prefeito que, às vésperas de concluir seu primeiro ano do segundo mandato, anuncia que, em breve, assumirá o comando da Prefeitura seu vice, o coronel Dimas Fonseca (PSDB), a quem desejou boa sorte.

Simões, que chegou a se emocionar ao lembrar dos exemplos da mãe – homenageada no evento, dando nome à UPA 24 Horas, fez questão de frisar diversas vezes em seu discurso, enquanto se dirigia aos prefeitos presentes: “essa obra é nossa”.

O aceno, em mais uma iniciativa de impacto regional da Prefeitura de Pouso Alegre, consolida o esforço do político em se apresentar como líder regional, se preparando para as eleições de 2022, quando tentará uma vaga no Congresso Nacional.


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Política

Prefeitura volta a falar em romper contrato com a Copasa e registra B.O. contra a empresa

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A Prefeitura de Pouso Alegre (MG) voltou a falar em romper o contrato com a Copasa, a Companhia de Água e Saneamento de Minas Gerais. O tema é colocado na mesa pelo município após diversos bairros da cidade enfrentarem problemas de abastecimento, parte deles ocasionada pelas chuvas do início de ano.

Nesta sexta-feira, 21, o prefeito Rafael Simões (DEM), seu vice, Dimas Fonseca (PSDB) e vereadores da base aliada na Câmara visitaram o bairro Cidade Jardim, um dos mais afetados pelo desabastecimento.

Na região, um condomínio está há pelo menos duas semanas sem abastecimento regular de água depois que uma adutora da Copasa se rompeu durante as chuvas do início do ano. A companhia tem utilizado caminhões pipas para que não falte água no local, mas os moradores relatam que tem sido necessário usar até água da piscina para as atividades diárias.

Disposta a abrir uma nova ofensiva contra a companhia, a administração Simões empenhou a comunicação da Prefeitura para colher depoimentos de moradores e distribuir o material para a imprensa. Ação idêntica foi realizada pela comunicação da Câmara de Vereadores.

Na ação mais concreta, porém, os políticos reuniram lideranças do bairro e registraram um boletim de ocorrência contra a Copasa. Além disso, o prefeito Rafael Simões pediu que moradores de todas as regiões da cidade denunciem a má prestação de serviço da Copasa para subsidiar a rescisão do contrato com a empresa.

O prefeito, que fala em rescindir o contrato com a companhia e ceder o ser viços a outra empresa desde 2019, garante que desta vez não abrirá novo diálogo.

“Nós recebemos reclamações constantes sobre a falta de água no bairro. Quero deixar claro que não tem conversa mais com a Copasa. Já foram milhões de multas para a empresa e vamos rescindir o contrato. Para isso, precisamos de mais denúncias e peço à população que denuncie no site da prefeitura, a falta de água, a água suja, o esgoto sendo jogado na nossa natureza, o estrago nos asfaltos e outros”, apelou aos moradores.

Município inclui link da Controladoria Geral da União para colher denúncias contra a Cemig e a Copasa

No movimento contra a Copasa, o município pede que os moradores denunciem a Copasa no site do município, onde foi incluído um banner com link para o site de denúncias da Controladoria Geral da União (CGU), o Fala.br. Ao clicar no banner, o morador é direcionado para o site da CGU e consegue direcionar a denúncia para a Prefeitura de Pouso Alegre.

Atualmente, o contrato mantido entre o município e a companhia tem vigência até o ano de 2046.

> Acesse aqui a área de denúncias

 

Prefeitura insere banner com link para moradores fazerem denúncias contra a Copasa

 


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Educação

Prefeitura propõe reajuste de 10,16% para professores da rede municipal de Pouso Alegre

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A Prefeitura de Pouso Alegre (MG) está propondo recomposição de 10,16% sobre os vencimentos dos professores da rede municipal de educação. A proposta já está na Câmara de Vereadores.

O percentual visa repor apenas a inflação. O município usou como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2021, que encerrou o ano exatamente em 10,16%.

A categoria teve reajuste de salário de 5,45% em novembro, quando também foi feita apenas a recomposição inflacionária conforme o INPC. Naquela data, porém, tratava-se da atualização salarial retroativa a janeiro de 2021, mês da data-base anual dos professores do município.

A negociação salarial do ano passado foi retardada por conta das discussões em torno da Lei Complementar 173/2020, que proibiu reajustes salariais para servidores públicos até 31 de dezembro do ano passado como contrapartida fiscal de municípios e estados a fim destes receberem repasses de recursos e suspensão de pagamentos de dívidas para enfrentarem a crise de saúde.

O município acabou seguindo o entendimento do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) de que a Lei Complementar não proibiria a revisão geral anual dos servidores desde que esta se limitasse à recomposição da inflação.


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Cotidiano

Zema anuncia auxílio de R$ 1.200 para cada pessoa desabrigada em Minas

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Em Pouso Alegre, 200 famílias foram afetadas pelas cheias e 16 foram para abrigo temporário em escola municipal | Imagem: arquivo/divulgação

Recursos serão repassados aos municípios que farão os pagamentos conforme cadastro de pessoas desabrigadas em cada cidade. Em Pouso Alegre, 200 famílias foram afetadas pelas cheias e 16 foram para abrigo temporário em escola municipal

Minas vai destinar R$ 1.200 por pessoa desabrigada ou desalojada no Estado em decorrência das fortes chuvas. A medida integra o plano Recupera Minas, anunciado nesta terça-feira (18) pelo governador Romeu Zema (Novo).

Romeu Zema ressaltou a necessidade da ajuda às vítimas. “Vamos criar o auxílio desabrigado, para que, quem teve suas casas destruídas, tenha condições de passar por esse momento tão difícil. Ou seja, uma família de cinco pessoas vai receber R$ 2 mil por mês”, afirmou Zema em coletiva virtual à imprensa.

O benefício será pago em três parcelas mensais de R$ 400 a partir de fevereiro, totalizando R$ 78 milhões em recursos estaduais e beneficiando mais de 60 mil pessoas.

Segundo o secretário-geral do Estado, Mateus Simões, estão contemplados nesse benefício eventual as pessoas registradas como desabrigadas ou desalojadas por seus municípios até esta segunda-feira (17/1).

“A operacionalização desse pagamento será feita pelos municípios, porque na lógica legal o controle da população desabrigada e desalojada é feita localmente, então será entregue ao município que deverá entregar às pessoas que estão previamente cadastradas. A data de corte desse benefício foi ontem (17/1). Então, estão contempladas todas as pessoas desabrigadas e desalojadas até ontem. Os municípios já haviam nos enviado as informações e os dados já superam 60 mil pessoas”, pontuou Simões.

Plano Recupera Minas

O plano Recupera Minas foi criado após força-tarefa do Estado para mapear os principais danos causados pelas chuvas e criar ações para recuperação dos estragos danos. Ao todo, serão R$ 600 milhões em recursos estaduais.

Os investimentos estaduais estão divididos em três eixos: auxílio às pessoas, apoio aos municípios e infraestrutura estadual. Um quarto eixo será formado por doações da sociedade civil em que o Governo de Minas dará suporte para que o apoio chegue aos municípios e às pessoas atingidas.


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