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Política

Contrato para construção da Via do Faisqueira pode ter acréscimo de R$ 2,8 milhões

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Bastante aguardada pela população, Via Faisqueira teve investimento inicial previsto de R$ 19,6 milhões e está em andamento | Imagem: reprodução

Contrato original previa investimento de R$ 19,6 milhões. Licitação foi vencida pela empresa Duro na Queda em julho do ano passado. Prefeitura alega que novas obras de estabilização do solo serão necessárias diante de nível não previsto do lençol subterrâneo d’água e de ‘bolsão mole’ encontrado no terreno que abrigará a via

A Prefeitura de Pouso Alegre enviou à Câmara de Vereadores projeto de lei que pede suplementação de R$ 2,8 milhões para a construção da nova Via do Faisqueira, trecho que vai ligar a região do bairro à BR-459. O acréscimo equivale a cerca de 14,2% do valor total da obra, que é de R$ 19,6 milhões.

A proposta será votada nesta terça-feira, 13, pelos vereadores, em sessão remota. O líder do governo na Câmara, o vereador Reverendo Dionísio (DEM), pede que ela seja apreciada em votação única.

Curiosamente, o projeto de lei não aparece na pauta de votações, apenas o requerimento do líder do governo, que pede sua apreciação em turno único.

Justificativa

Ao pedir a suplementação orçamentária para a obra, a Prefeitura alega que será necessário o lançamento de “material pétreo” – pedras e congêneres utilizados na compactação e fundação do solo, a fim de garantir sua estabilidade.

“(…) em decorrência do alto nível d’água do lençol subterrâneo à época das escavações e de um bolsão mole
encontrado entre as estacas 32 e 33, com profundidade superior à inicialmente prevista”, afirma a Prefeitura na justificativa do projeto.

“O presente aditivo é imprescindível para a continuidadeda execuçãoda obra, uma vez que ela se desenvolve em área com solos de baixa capacidade de suporte. Para continuidade da obra é necessário autorizar a contratada a executar o objeto do aditamento”, prossegue a justificativa, que encerra avaliando a importância da obra para a população e condenando possíveis atrasos em seu andamento.

A obra

As obras da Via do Faisqueira é certamente uma das mais aguardadas nas últimas décadas pelos moradores da região. Ao ligar o bairro e adjacências à BR-459, ela cria um novo acesso para uma região de cerca de 30 mil moradores que têm como única opção de saída e entrada a estreita e irregular Rua Antônio Scodeler.

A vencedora da licitação para a construção da via foi a empreiteira Duro na Queda, que se propôs, em julho de 2020, a executá-la por R$ 10 milhões a menos que o orçado inicialmente. A proposta da empresa foi de R$ 19,67 milhões, embora a construção da avenida tenha sido projetada, inicialmente, com gastos previstos de R$ 29,2 milhões.

Resumo da obra
Início: Nº 2.200 da Rua Antônio Scodeler, próximo à empresa Trifer, no bairro Bela Itália
Fim: BR-459, onde ficava a Maria Fumaça
Extensão: 2,5 quilômetros
Características: pista dupla, ciclovia, 2 praças, passeios, faixas elevadas, 3 conexões com vias internas da região do bairro Faisqueira;
Valor inicial: R$ 19,6 milhões

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Política

Prefeitura rescinde contrato e repassa obras da Adolfo Olinto a nova empresa

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Obras na Adolfo Olinto entrarão em sua segunda etapa | Imagem: Ascom/PMPA

A empresa RX assumirá a segunda parte da intervenção que viveu às voltas com atrasos e trechos refeitos. A obra pretende dar ares de ‘shopping a céu aberto’ e melhorar a mobilidade do trecho da Adolfo Olinto ocupado por lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais

Após uma série de atrasos e trechos de obras refeitas, a Prefeitura de Pouso Alegre anunciou nesta quarta-feira, 12, que rescindiu o contrato com a empresa que executava as obras de requalificação da Rua Adolfo Olinto, a Infraconn.

A empresa RX assumirá a segunda parte da intervenção que pretende dar ares de shopping a céu aberto ao trecho da Adolfo Olinto ocupado por lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.

O que começou como um incentivo ao comércio virou motivo de críticas do setor. No informe que distribui à imprensa, a administração municipal admitiu os problemas.

“A Prefeitura de Pouso Alegre está ciente de que houve transtornos na execução da primeira fase e está tomando todas as precauções para que não se repitam”, registra.

Segunda etapa das obras

Durante a execução da segunda fase da requalificação da via algumas ruas no entorno poderão ter o trânsito interrompido, diz a Prefeitura. Já o primeiro trecho continuará liberado para trânsito de veículos e pedestres.

O projeto na Rua Adolfo Olinto prevê alargamento de calçadas, nivelamento do piso da via (de modo a torná-la plenamente acessível), instalação de pequenas praças de convivência ao longo da rua com mobiliário urbano, paisagismo e iluminação.

O município não deu previsão para conclusão da obra, mas disse que trabalha para que ela se dê no prazo mais breve possível.

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Política

Bruno Dias cita ‘assédio’ e pedidos ‘pouco republicanos’ na Câmara de Pouso Alegre

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Sem citar nomes, presidente da Câmara de Pouso Alegre se referiu a servidoras sendo destratadas “sob as formas de gracejo ou de assédio” e a pedidos “pouco republicanos à Presidência [da Câmara]” durante discussão de projeto.

Em meio às discussões da proposta que tornou o ensino atividade essencial e da doação de terreno para a Polícia Militar construir o Colégio Tiradentes em Pouso Alegre, o presidente da Câmara, Bruno Dias (DEM), fez uma grave citação na última quinta-feira, 06. Sem citar nomes ele fez uma referência à ocorrência de assédio direcionado às servidoras da Casa e a supostos pedidos ‘pouco republicanos’ à Presidência.

O político fazia a defesa de que haveria sim um ambiente democrático na Casa após o vereador Hélio da Van (MDB) sugerir que manobras da Presidência teriam impedido que ambientalistas e educadores acompanhassem a votação de projetos de seus interesses no início da semana.

“Eu vou continuar o meu voto aqui hoje de protesto principalmente pela falta de democracia… da ditadura que teve aqui, principalmente na terça-feira da votação”, criticou o vereador Hélio.

Ao rebater a fala do parlamentar Bruno Dias afirmou: “o que envergonha é quando a gente tem solicitações pouco republicanas à Presidência. O que envergonha essa Casa é quando a gente tem destrato com as nossas servidoras, sob as formas de gracejo ou de assédio”.

O R24 questionou a Presidência da Câmara quanto às afirmações de Bruno Dias. A quem se referia o presidente quando fez essas afirmações? Quais solicitações não republicanas foram feitas? De que forma se daria exatamente o destrato e até mesmo o assédio a servidoras da Câmara? Quais providências foram adotadas a respeito dos graves fatos narrados? A corregedoria da Câmara foi informada a respeito?

A resposta veio na forma de uma nota lacônica. “Em seu pronunciamento, o Presidente quis dizer que situações como essas, se ocorridas, é que trariam vergonha à Câmara, e não a divergência de opiniões sobre os projetos em tramitação”.

Confira o momento em que o presidente da Câmara faz as afirmações:

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Educação

Professores mineiros começarão a ser vacinados em junho, diz secretário estadual

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Em coletiva na manhã desta sexta, Baccheretti estimou que vacinação de professores começa em junho | Foto: Agência Minas

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, afirmou na manhã desta sexta-feira, 07, em entrevista coletiva, que os professores mineiros devem começar a ser vacinados contra Covid-19 em junho.

“O governador [Romeu Zema (Novo)] solicitou ao governo Federal uma tentativa de os professores serem adiantados na vacinação pela necessidade da volta às aulas. Mas a expectativa do PNI [Plano Nacional de Imunização] é que em junho os professores comecem a ser vacinados”, projetou.

Aulas presenciais suspensas

A vacinação da categoria é uma das condições dos sindicatos que representam esses profissionais para a retomada das aulas presenciais, que, por enquanto, ocorrem de forma remota nas redes municipal e estadual.

Em ambas as esferas de ensino, há decisões do TJMG, que atendem a pedidos dos sindicatos, impedindo o retorno às atividades presenciais.

Mais cedo, o prefeito Rafael Simões (DEM) publicou um vídeo fazendo duras críticas ao Sipromag, sindicato que representa os profissionais da educação no município e que foi autor da ação que culminou na proibição das aulas presenciais na cidade. Ele afirmou que vai recorrer da decisão da corte.

Ritmo de vacinação

Em Minas Gerais e em Pouso Alegre, a vacinação contra a Covid-19 começou pelos profissionais da saúde e idosos com idade mais elevada e teve a inclusão de forças de segurança (PM, Corpo de Bombeiros e Exército) nas últimas semanas.

Nos próximos dias, deve ter início a vacinação de idosos a partir de 60 anos, grávidas, mulheres que acabaram de dar à luz,  além de pessoas com comorbidades e deficiências severas permanentes.

Até a quarta-feira, 05, data do último boletim, Pouso Alegre havia recebido 48.897 doses de vacina, das quais 43.931 foram aplicadas.

27.882 foram utilizadas em primeiras aplicações e outras 16.049 foram utilizadas para a segunda dose – lembrando que a imunização só se completa com duas doses das vacina. Em termos percentuais, 18,2% da população pouso-alegrense recebeu a primeira dose da vacina e 10,52% a segunda.

No início da semana, a Prefeitura alertou que não possui mais doses de CoronaVac para aplicação da última dose naquelas pessoas que receberam a dose inicial do imunizante. Desde então, apenas 250 doses desta vacina foram enviadas para o município e não há previsão de novas remessas até o momento.

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