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Educação

Após polêmica, secretária de Educação fará live para explicar volta às aulas

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Secretária de Educação fará live na terça-feira, 02, para explicar protocolos de volta às aulas | Imagem: reprodução

Transmissão será feita pelas redes sociais da prefeitura. Live é anunciada na sequência da polêmica envolvendo o termo de compromisso que pais e responsáveis terão que assinar para retorno das aulas presenciais

Depois da polêmica envolvendo um termo de compromisso que pais e responsáveis teriam que assinar para o retorno às aulas presenciais na cidade, a secretária de Educação, Leila Fonseca, anunciou para a noite da próxima terça-feira, 02, uma live na qual se propõe a explicar os protocolos que serão seguidos na volta às aulas.

Ontem, o R24 mostrou que a Secretaria Municipal de Educação e Cultura preparou um termo de compromisso a ser assinado por pais e responsáveis que desejarem que seus filhos participem das aulas presenciais, que serão retomadas no dia 22 de fevereiro. A medida gerou polêmica nas redes, com posicionamentos contrários e favoráveis à utilização do documento.

De acordo com o comunicado divulgado pela assessoria de comunicação da prefeitura, a live será transmitida pelas redes sociais da Prefeitura Municipal de Pouso Alegre a partir das 19h.

Confira onde acompanhar a live:

Nota do editor: após a publicação deste texto, a prefeitura alegou à reportagem que a live não ocorrerá por conta da polêmica envolvendo o termo de compromisso, mas que segue um cronograma de ações a fim de orientar pais e responsáveis quanto aos protocolos que serão adotados para o retorno às aulas. Registro feito.

Educação

Cinco testam positivo para Covid-19 na rede municipal de educação

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Aulas presencias voltaram de forma alternada no dia 22 de fevereiro | Imagem: reprodução

Os casos foram confirmados após a volta às aulas presenciais, mas secretária de Educação descarta que contaminação tenha se dado em sala de aula, já que ensino presencial havia retornado poucos dias antes das confirmações

Ao menos quatro profissionais da educação e 1 aluno testaram positivo para Covid-19 após o retorno às aulas presenciais em Pouso Alegre. Apesar disso, é provável que as contaminações não tenham ocorrido em ambiente escolar, mas antes do retorno às aulas presenciais, afirma a secretária de Educação Leila Fonseca.

“Nós temos um aluno que testou positivo na semana passada. Como as aulas começaram no dia 22, não é possível que ele tenha pego dentro da escola”, afirma a secretária, que listou ainda uma professora, uma cozinheira e uma auxiliar de serviços que testaram positivo para a Covid-19, mas que também teriam se contaminado antes do retorno às aulas.

Segundo Leila, os profissionais estão afastados e as salas em que há confirmação para a doença foram isoladas. A secretária defendeu o retorno às aulas presenciais: “foi necessário a gente voltar às aulas. Sabemos dos desafios. Sabemos dos desafios e estamos com muito cuidado, frequentemente reunindo com a secretária da Saúde, com a vigilância (…) os diretores cada caso, cada suspeita, mesmo que ainda não tenha passado pela UPA, a  gente já pede o isolamento”, afirma.

Retorno das aulas presenciais

As aulas presenciais retornaram em Pouso Alegre no dia 22 de fevereiro, de forma alternada. A cada dia da semana um grupo de alunos frequentam as salas de aula, divididos por série, o que, segunda a Secretaria de Educação, garante que apenas 15% dos alunos estejam dentro das escolas em uma mesmo período, dando espaço para haver o distanciamento necessário.

O Sipromag, sindicato que representa os profissionais da Educação na cidade, é contra o retorno às aulas presenciais e chegou a mover uma ação judicial para impedir a medida. Nos últimos dias, o órgão tem cobrado a prefeitura para que haja o cumprimento mais rigoroso do protocolo sanitário nas escolas, acompanhamento epidemiológico e fornecimento de EPIs para professores e alunos.

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Educação

Com retorno presencial barrado no TJMG, aulas no estado voltarão de forma remota

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Governo do estado quer retorno às aulas presenciais, mas ainda não recorreu de decisão do TJMG que impede | Foto: Agência Minas

Governo de Minas liberou aulas presencias alternadas a partir de 1º de março, mas liminar obtida pelo Sind-UTE no TJMG impede retorno desde o ano passado. Governo tenta convencer Justiça do retorno com protocolo e preparação das escolas para atender as exigências sanitárias

O ano letivo da rede estadual de ensino será iniciado na próxima segunda-feira (8), de forma remota. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), a primeira semana será dedicada à comunicação entre estudantes e equipe escolar.

O ensino remoto de fato, retorna na semana seguinte, a partir do dia 15, com a volta das teleaulas, que serão transmitidas na Rede Minas, das 7h30 às 12h30, e reprisadas na TV Assembleia. As informações foram repassadas pelo Governo de Minas Gerais nesta terça-feira, em coletiva de imprensa.

A Secretaria Estadual de Educação e a da Saúde já elaboraram o protocolo para retorno às aulas presenciais na rede estadual de ensino de Minas Gerais. O plano é semelhante ao adotado em Pouso Alegre, manteria o ensino remoto e incluiria aulas presenciais de forma alternada, para reduzir o número de professores e alunos na escola e adotando os protocolos sanitários.

Se dependesse do governo estadual, as aulas teriam retornado esta semana, no dia 1º de março, mas uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ao Sind-UTE (sindicato que representa os profissionais da educação no estado) impede que isso aconteça. O governo ainda não recorreu da decisão.

Estado defende retorno das aulas presenciais

O governo de Minas está engajado no retorno às aulas presenciais. Além de apresentar o protocolo sanitário para a retomada, criou um grupo de trabalho com especialistas favoráveis à volta às salas de aula.

Segundo estudo elaborado pela equipe, “a volta [é] possível e necessária, desde que os critérios de distanciamento e higienização sejam seguidos”.

“A escola não é só um local de aprendizagem formal e pedagógico, é um local de convivência e desenvolvimento humano. Se continuarmos com as crianças trancadas em casa podemos comprometer uma geração inteira”, afirmou o da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil em Minas Gerais, Rodrigo Carneiro, um dos integrantes do grupo de trabalho.

“Quando fechamos as escolas era por medo de as crianças serem super disseminadoras da doença, como são para as retroviroses. Mas estudos no mundo inteiro mostraram que elas apresentam carga viral menor e menos possibilidade de transmissão”, defendeu a médica pediatra Carolina Capuruço, outra intebgrante do grupo.

É com base em afirmações como essa, que a secretária de Educação de Minas Gerais, Julia Sant’Anna espera dar “tranquilidade aos desembargadores [do TJMG] para autorizar essa retomada plena e de forma hibrida”, afirmou ela no dia 24 de fevereiro, em uma coletiva em que o governo apresentou os resultados do estudo feito pelo grupo de trabalho.

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Educação

Prefeitura diz que não há confirmação de professores com Covid e fala em ir à Justiça

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Aulas presenciais em regime de revezamento tiveram início na segunda-feira, 22 | Imagem: reprodução R24

Afirmação é feita após Sipromag ter afirmado que ao menos 8 professores foram afastados por suspeitas de Covid-19. Prefeitura diz que vai adotar medidas judiciais contra ‘falsas notícias, com o objetivo de causar pânico na população”. Sindicato reafirmou posicionamento após a nota e cobrou que prefeitura deveria ter testado professores antes do retorno às aulas presencias

A Prefeitura de Pouso Alegre acaba de divulgar uma nota à imprensa em que afirma que, até o momento, não há confirmação de professores da rede municipal “que tenham testado positivo para o novo coronavírus e que não procede a afirmação de que há sete professores da Rede Municipal com Covid-19”.

O informe ocorre no mesmo dia em que o Sipromag, sindicato que representa os profissionais da educação em Pouso Alegre, afirmou que haveria até 8 [a primeira informação era de 7 suspeitas, mas foi ampliada para 8] professores afastados por suspeitas de estarem com a doença, sendo que um deles teria testado positivo para a infecção.

Na nota que enviou à imprensa, a Prefeitura admite apenas que há dois professores em isolamento domiciliar “devido suspeitas em parentes. Entretanto, o isolamento desses professores aconteceu antes do dia 22 de fevereiro, data em que as aulas presenciais retornaram”.

Sem citar o sindicato, a Prefeitura diz que tomará medidas judiciais contra o que classificou como ‘notícias falsas’. “Em relação às notícias falsas com o objetivo de causar pânico na população, informamos que a Prefeitura tomará as medidas judiciais para evitar que os alunos e suas famílias sejam prejudicados”, segue a nota,

No informe, a Prefeitura cita ainda que, “de acordo com a OMS, em menos de cinco dias não seria possível detectar os sintomas do contágio pelo coronavírus”, o que, para o município, afastaria a possibilidade de contaminações ocorridas em sala de aula serem detectadas, uma vez que as aulas presenciais foram retomadas no início desta semana.

Sindicato reafirma informações repassadas à imprensa

Após a nota emitida pela Prefeitura, o R24 voltou a entrar em contato com o Sipromag. Sua presidente, Dulcineia Costa, reafirmou as informações repassadas à imprensa, de que ao menos oito professores teriam sido afastados por suspeitas de Covid-19 e um deles já teria testado positivo para a doença.

Também de acordo com a presidente, não é possível afirmar e nem é crível que a contaminação desses professores tenha ocorrido após a volta às aulas presenciais, mas o fato de alguns deles terem entrado em contato com a comunidade escolar é preocupante. “Por que a prefeitura não realizou testes para a Covid-19 [nos professores] antes do retorno às aulas?”, questiona.

O R24 teve acesso a mensagens que confirmariam que, ao menos uma professora que testou positivo para a Covid-19 teve contato com os alunos na segunda-feira, 22, primeiro dia de aulas presenciais. Ela manifestou sintomas da doença posteriormente ao retorno das aulas e, segundo essa mensagem, o contágio teria se dado a partir do contato com membros de sua própria família.

Para o Sipromag, casos como este poderiam ter sido evitados, se a Prefeitura tivesse feito a testagem dos professores antes do retorno às aulas.

O sindicato é contra o retorno às aulas presencias e chegou a entrar com um pedido de liminar na Justiça para barrar a medida da prefeitura. O órgão defende que as aulas presenciais sejam retomadas apenas depois da vacinação em massa da população.

Confira a íntegra da nota emitida na noite de hoje pela Prefeitura:

A Prefeitura Municipal de Pouso Alegre informa que no momento não há confirmação de professores da rede municipal que tenham testado positivo para o novo coronavírus e que não procede a afirmação de que há sete professores da Rede Municipal com Covid-19.

Até o momento, dois professores estão em isolamento domiciliar devido suspeitas em parentes. Entretanto, o isolamento desses professores aconteceu antes do dia 22 de fevereiro, data em que as aulas presenciais retornaram.
Informa, também, que de acordo com a OMS em menos de cinco dias não seria possível detectar os sintomas do contágio pelo coronavírus.

Em relação às notícias falsas com o objetivo de causar pânico na população, informamos que a Prefeitura tomará as medidas judiciais para evitar que os alunos e suas famílias sejam prejudicados.

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