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Economia

Multinacional inaugura fábrica em Pouso Alegre e prevê geração de 1,3 mil empregos

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Panificadora suíça inaugura fábrica em Pouso Alegre | Imagem: Ascom/PMPA

Aryzta opera no ramo de panificação para fast food. Empresa inicia agora a contratação de pessoal. Expectativa é que sejam gerados 300 empregos diretos e 1 mil indiretos

Foi inaugurada nesta sexta-feira, 25, em Pouso Alegre a fábrica da Aryzta, multinacional do ramo de pães para fast food. O investimento é fruto de anúncio feito em 2018. Para iniciar a operação, a fábrica inicia agora a contratação de pessoas. A expectativa é que sejam gerados entre 300 empregos diretor e 1 mil indiretos.

Terceira maior empresa do seu ramo e líder no segmento de congelados, a Aryzta é uma multinacional suíça, com sede em Zurique. Está presente em 29 países e possui 53 fábricas pelo mundo, com 14,5 mil funcionários. Pouso Alegre será a quinta cidade do Brasil a abrigar plantas da multinacional.

A inauguração foi acompanhada pelo prefeito Rafael Simões (DEM), que esteve presente no ato ao lado de sua comitiva.

Como se candidatar

A empresa ainda não divulgou o perfil dos profissionais que pretende contratar, mas em seu site é possível cadastrar currículo para concorrer a vagas disponíveis no grupo.

> Acesse aqui o site da empresa

 


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Economia

Inflação da cesta de alimentos em Pouso Alegre já passa de 11,5% este ano

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Disparada dos preços ocorre por problemas climáticos e desvalorização do real frente ao dólar. Uma única pessoa adulta precisa desembolsar mais de R$ 563 para comprar os alimentos básicos para passar o mês em Pouso Alegre

O Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) apresentou alta de 4,15% no mês de setembro em comparação com o valor de agosto. Essa foi a terceira alta consecutiva do índice  na cidade, tendo a cesta básica atingido o maior valor desde o início da pesquisa em março deste ano,  acumulando uma elevação de 11,56%.

A pesquisa é realizada através do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a  cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia  do DIEESE.

O valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento  de uma pessoa adulta na cidade de Pouso Alegre é de R$ 563,64, correspondendo a 55,40% do  salário mínimo líquido. Sendo assim, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa  trabalhar 112 horas e 44 minutos por mês para adquirir essa cesta.  

 

Nas demais cidades, também pesquisadas pelo UNIS, os valores desta mesma cesta de produtos  em setembro são os seguintes:

  • Varginha (R$509,78)
  • São Lourenço (R$592,91)

12 dos 13 itens pesquisados tiveram aumento

A disparada do preço dos alimentos foi tão generalizada, que 12 dos 13 itens pesquisados nos estabelecimentos da cidade apresentaram alta. A banana, com aumento de 25,74%, e o café, que ficou 18,17% mais caro, apresentaram a maior carestia no período.

A escassez da oferta ou a expectativa dessa escassez por conta das condições climáticas explicam as variações dos dois produtos, afetados pelas geadas dos meses de junho e julho. Condições semelhantes atingem a maior parte dos itens.

A desvalorização do real frente ao dólar também influencia de maneira negativa o preço dos alimentos. Como os produtos são vendidos em dólar no mercado internacional, os produtores preferem exportar, diminuindo a oferta de produtos para o mercado interno.

Nessa rodada de pesquisa, um único item apresentou redução, e ela foi pequena. O arroz ficou 0,63% mais barato.

Confira a variação de preços dos itens que tiveram aumento em setembro:

 

O que esperar para o final do ano?

Na avaliação dos coordenadores da pesquisa, o último trimestre do ano pode trazer novos aumentos, caso a oferta de produtos não acompanhem o sempre esperado crescimento da demanda.

No último trimestre do ano  normalmente ocorrem elevações na demanda que deverão ser compensadas por incentivos ao  aumento de produção e da oferta interna destes produtos, caso contrário novos aumentos poderão  ocorrer impactando ainda mais o orçamento das famílias”, conclui o levantamento assinado pelos professores Maílson Alan de Godoi e Pedro dos Santos Portugal Júnior.

 


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Cristiano Rodrigues

Uma Reforma nada liberal – Capítulo 1

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Ilustração/Pixabay

Se, após a apresentação da proposta da Reforma Tributária, você mal conseguiu dormir de preocupação por pensar que o Governo terá menos dinheiro. Pode respirar aliviado. A maquiagem apresentada não vai criar déficit nenhum para o poder público. Pelo contrário, ficou mais pesada para o contribuinte, ou seja, para você.

Vamos analisar em três capítulos nesta coluna o impacto que causará para você, se aprovada, esta proposta do Governo. Apesar de ser a 2ª parte, optei por começar a tratar da tributação sobre a renda. Que é basicamente onde encontraremos quem pagará a conta por esta manobra toda.

A proposta prevê o aumento da faixa para os que se podem declarar isenção. Com essa correção, quem ganha até R$ 2500,00/mês fica desobrigado a declarar o IR, antes o valor era de R$ 1900,00 mensais. Além disso, as alíquotas são reajustadas nas faixas posteriores, diminuindo também o montante a ser pago sobre as rendas. Parece bom, não é? Mas vamos lá.

Primeiro vamos compreender que, de forma assimétrica, a proposta de Paulo Guedes alterou em 31% a faixa salarial para isenção de IR (R$1900 para R$2500), e cerca de 13% as demais faixas. Não ocorreu isonomia na progressão.

Um outro ponto, e muito importante é a restrição ao desconto de 20% para quem declarava de forma simplificada. A proposta limita o benefício a quem ganha cerca de R$ 3.300/mês ou R$ 40.000/ano. Esta situação prejudicará de forma pesada uma grande parcela que, por ter a renda mais baixa, já utiliza grande parte dos serviços públicos. Não reúne os necessários recibos para as cobiçadas deduções. Por exemplo uma família (dois adultos e duas crianças) na qual um dos integrantes ganha R$ 4 mil. Ao declarar o IR, a grosso modo, pagaria cerca de R$ 7 mil no ano ao Leão. Se pudesse aplicar o desconto de Simplificada, pagaria cerca de R$ 2.800. Ou seja, se fosse descontado na fonte, ainda teria a restituição.

Em uma análise, não profunda, mas um pouco mais focada, podemos perceber que a classe média baixa vai arcar com boa parte da conta desta proposta de reforma que parece ter sido traçada sem verdadeira retidão (ou má intencionada).

Essa exposição é apenas uma pequena parte, temos muito o que tratar. Ainda temos o pequeno e médio empresário e investidor que pagará grande parte dessa fatura. Inclusive com sinais de inconstitucionalidade. Mas veremos isso no próximo artigo.

 

Sobre o autor: Tributarista, licenciado da E-Fiscal do Grupo Studio, jornalista e acadêmico de Direito. Contato mg.cristianorodrigues@grupostudio.com.br

Os artigos publicados em ‘Opinião’ não refletem, necessariamente, o ponto de vista do Rede Moinho 24.

 


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Economia

Cesta básica de alimentos acumula alta de mais de 7% em Pouso Alegre

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Valor médio da cesta básica de alimentos para o sustento de uma única pessoa adulta chegou a R$ 541,16. Nove de 13 itens pesquisados tiveram alta. Batata teve aumento de 84%

O custo da alimentação não dá sinais de recuo, pressionando ainda mais o orçamento das famílias pouso-alegrenses. A nova rodada do Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) mostra que, no mês de agosto, os alimentos essenciais tiveram alta de 3,85% em comparação com o valor do mês de julho. A vilã da vez é a forte onda de frio acompanhada de geada, que prejudicou especialmente as plantações de hortifrutigranjeiros.

Desde que o levantamento começou a ser feito na cidade, em março deste ano, a cesta básica em Pouso Alegre acumula uma alta de 7,11%. A pesquisa é realizada através do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia do DIEESE.

Para o mês de agosto, verificou-se que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma única pessoa adulta no município é de R$541,16, correspondendo a 53,19% do salário mínimo líquido.

Assim sendo, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 108 horas e 14 minutos por mês para adquirir essa cesta. Considere um família com três adultos e esse valor salta para mais de R$ 1,6 mil.

Nove dos 13 produtos pesquisados apresentam alta

Dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Pouso Alegre, nove apresentaram alta dos preços médios: batata, banana, tomate, café em pó, açúcar refinado, farinha de trigo, carne bovina, leite integral e óleo de soja.

Um produto manteve os preços médios inalterados: o pão francês. E apenas três produtos tiveram queda em seus preços médios: arroz, feijão carioquinha e manteiga.

As previsões do Departamento de Pesquisa do Unis já indicavam que as geadas e a forte queda de temperatura nas últimas semanas trariam forte queda na oferta de quase todos os produtos da cesta básica causando alta nos seus preços médios.

Os hortifrutigranjeiros foram os que demonstraram esse impacto de forma mais rápida e mais forte em função da sua cadeia produtiva mais curta. “Em nossos relatórios estamos prevendo que o fim da onda de frio e o aumento nas temperaturas, caso ocorram, poderão contribuir para uma nova aceleração nas safras dos hortifrutigranjeiros e provocar um alívio nos seus preços até o fim da colheita da safra de inverno”, contemporiza o relatório assinado pelos professores Maílson Alan de Godoi e Pedro dos Santos Portugal Júnior.

O relatório ainda traz um alerta e uma dica: “É importante que o consumidor procure os produtos menos influenciados pela recente onda de frio a fim de diminuir o impacto no orçamento doméstico”, conclui.

 

Confira a variação no preço dos produtos pesquisados:


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