Lançadas as obras do Pouso Hub, centro de tecnologia e inovação de Pouso Alegre

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Ciência e Curiosidades

Lançadas as obras do Pouso Hub, centro de tecnologia e inovação de Pouso Alegre

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Foi lançada na tarde desta sexta-feira, 08, em Pouso Alegre, as obras do Pouso Hub. O espaço vai reunir diversas universidades, empresas e oferecer ensino superior gratuito naquela que é tida como a maior iniciativa de ensino tecnológico e inovação para as próximas décadas no município.

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A Prefeitura está investindo cerca de R$ 5 milhões no projeto do Pouso Hub, que será construído em uma área de mais de 1,2 mil metros quadrados, na região do bairro Santa Rita. A área construída deve ser de cerca de 2 mil metros quadrados.

O prédio vai contar com laboratórios, espaços de coworking, auditórios e áreas de convivência, com o intuito de facilitar o encontro entre estudantes, empreendedores, investidores e autoridades públicas e, a partir dessa interação, identificar oportunidades e criar soluções.

Apesar do investimento ser público, a Prefeitura informou que o projeto será administrado por uma “governança privada’, com apoio do Núcleo de Empreendedorismo de Pouso Alegre (NEMPA)

A ideia, ainda segundo a Prefeitura, é promover a formação de mão de obra qualificada e estimular o empreendedorismo, alinhado à vocação econômica da cidade e região.

A iniciativa conta com parceiros regionais como o Instituto Federal (IF Sul de Minas), Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e outros também estarão envolvidos.

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Ciência e Curiosidades

Meteoro, OVNI ou lixo espacial? O que cruzou os céus de Pouso Alegre e região?

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Imagem: reprodução de redes sociais

Na noite desta segunda-feira (19), luzes brilhantes foram avistadas nos céus de Pouso Alegre e região, causando curiosidade e espanto entre os moradores. Os avistamentos foram registrados e compartilhados nas redes sociais, gerando especulações sobre sua origem. Seria um meteorito? Um OVNI?

Segundo astrônomo Saulo Gargaglioni, coordenador do observatório Pico dos Dias em Brazópolis, há indícios de que as luzes sejam provenientes de lixo espacial. De acordo com ele, as câmeras do Laboratório Nacional de Astrofísica captaram imagens do objeto luminoso no céu.

O estudioso declarou ao G1 que “a trajetória, a altura em que o objeto foi observado e sua velocidade sugerem que se trata de lixo espacial”.

Ele ainda explicou que o lixo espacial é composto por quaisquer objetos feitos e lançados pelo homem ao espaço, como partes de satélites desativados, estágios de foguetes ou detritos resultantes de colisões entre esses objetos.

Além do Sul de Minas, relatos sobre as luzes também surgiram em algumas cidades de São Paulo, o que reforça a amplitude do fenômeno observado.

A presença dessas luzes misteriosas no céu despertou o interesse da população local, levando muitos a se questionarem sobre sua origem e significado. Apesar de não haver informações concretas sobre o objeto em questão, a possibilidade de ser lixo espacial traz à tona a preocupação com a crescente quantidade de detritos orbitando a Terra e a necessidade de soluções para esse problema.

À medida que mais detalhes forem divulgados e análises forem realizadas, espera-se obter uma compreensão mais clara sobre a natureza dessas luzes que intrigaram os moradores do Sul de Minas. A comunidade científica continuará investigando o fenômeno para fornecer respostas conclusivas sobre sua origem e potenciais riscos envolvidos.

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Ciência e Curiosidades

Vídeo: meteoro esverdeado brilhante corta o céu de Pouso Alegre

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Meteoro é flagrado pela câmera do Clima ao Vivo em Pouso Alegre | Foto: reprodução

Pouso Alegre (MG) – Um espetáculo celeste surpreendeu os moradores de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná na madrugada desta quinta-feira. Um meteoro esverdeado e brilhante cortou o céu, deixando um rastro luminoso que foi registrado por mais de 20 câmeras do Clima ao Vivo e da Bramon, nossos parceiros nessa observação.

Uma das câmeras que capturaram o fenômeno está instalada em Pouso Alegre, no Hotel Fernandão.

> Neste link você pode conferir as imagens do meteoro capturadas pelas câmeras instaladas em Pouso Alegre e outras cidades do país. O trecho das imagens de Pouso Alegre é exibido a partir de 1 minuto e 13 segundos.

Segundo especialistas, esse tipo de meteoro é conhecido como bólido e ocorre quando um fragmento de rocha espacial atravessa a atmosfera terrestre em alta velocidade. A interação com o oxigênio presente na atmosfera provoca o efeito luminoso característico.

 

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Ciência e Curiosidades

Cimed X: por que a farmacêutica quer ir ao espaço e o que o coronavírus tem a ver com isso

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João Adibe, CEO da Cimed | Imagem: divulgação

A Cimed vem de anos de fartura de investimentos que visam quase que triplicar sua produção e alçar a empresa ao topo das fabricantes nacionais de seu segmento. Nos últimos dias, porém, a farmacêutica provou que estava errado quem apostou que o céu era o limite para os seus planos. No melhor estilo Elon Musk, João Adibe, o presidente da companhia, anunciou o projeto ‘Cimed X’, uma ambiciosa iniciativa que integra um bloco de investimentos de R$ 300 milhões em desenvolvimento cujo movimento mais ousado é a pesquisa de medicamentos no espaço sideral.

Nas palavras de Adibe, a ideia é fazer da Cimed, hoje a terceira maior do país em unidades vendidas de medicamentos, uma empresa de saúde e tecnologia, dando uma amostra de até onde “a indústria brasileira pode chegar”. Na mira do empresário estão dois problemas que assombram a humanidade: um é pontual, o novo coronavírus, o outro é perene, a velhice.

Mas, afinal, por que resolver problemas de química e biologia exige colocar os planos da empresa literalmente em órbita? A resposta tem a ver com física, mas não é tão difícil de entender. Antes, porém, um pequeno recuo na história:

Não é de hoje que cientistas buscam a quase ausência de gravidade a bordo de espaçonaves siderais para testar processos químicos e biológicos. Historicamente, os primeiros experimentos nesse sentido tiveram um viés cruel. Eles se deram a partir de 1948, quando primeiro a extinta URSS e, depois, os EUA passaram a enviar animais em missões espaciais.

Lançados muitas vezes para a morte, os animais ajudaram a conceber a tecnologia capaz de enviar os [nem sempre] humanos terráqueos às bordas do infinito em segurança. Nesse ponto, os experimentos representavam também um dos primeiros atos da Guerra Fria, a disputa entre as duas potencias mundiais da época mimetizada na corrida espacial.

O grande marco dessa fase inicial foi o lançamento da cadela Laika. Em 3 de novembro de 1957, ela se tornou o primeiro ser vivo a ir ao espaço a bordo da Sputnik 2. Infelizmente, porém, a cachorrinha, incapaz de opinar sobre seu destino, acabou morrendo, provavelmente devido ao superaquecimento da cabine e ao stress da viagem.

Após as conquistas, primeiro do espaço, pela URSS em 1961, com Yuri Gagarin a bordo da Vostok 1, e da Lua pelos EUA, na Missão Apolo 11, em 1969, os experimentos científicos no espaço passaram a ser cada vez mais corriqueiros.

Mas por que, afinal, estudar e observar comportamentos químicos, físicos e biológicos no espaço?

Por que ele oferece condições de quase ausência de gravidade, a chamada microgravidade, além de outras condições extremas impossíveis de serem reproduzidas na superfície terrena.  Tirar a gravidade da equação, por exemplo, significa observar um processo químico em condições ideais. “Permite observar e explorar fenômenos e processos em experimentos científicos e tecnológicos que seriam mascarados sob a influência da gravidade terrestre. A condução de experimentos num ambiente de microgravidade possibilita o melhor entendimento, e o posterior aperfeiçoamento na Terra, de processos físicos, químicos e biológicos”, ensina o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Um salto no enfrentamento à Covid-19 e um avanço no retardamento da velhice

Sob os ombros da história, o arrojo da companhia e o reaquecimento das viagens espaciais com entrada da iniciativa privada na exploração do cosmos, como o emblemático exemplo da Space X, do bilionário Elon Musk, o projeto ‘Cimed X’ inicia já em 21 dezembro. Ele se dará por meio de uma parceria com a empresa brasileira de logística espacial, a Airvantis, que será responsável pelo envio dos experimentos à bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

Os estudos vão mirar dois resultados. Na primeira etapa, a farmacêutica enviará ao espaço o grande vilão da atualidade, o SARS-CoV-2, que tanto horror trouxe sob a alcunha de ‘novo coronavírus’. A ideia é usar a microgravidade para revelar a estrutura anatômica do vírus, o que pode ser feito por meio da cristalização de proteínas, um dos efeitos conhecidos no espaço, experimento dominado pela indústria há mais de 20 anos. Se der certo, o conhecimento adquirido pode ajudar a desenvolver drogas capazes de inibir a multiplicação do vírus, talvez até apontando caminhos possíveis para futuras e previstas pandemias.

O segundo resultado perseguido pelas missões, desta vez aplicados a uma das áreas de maior interesse comercial da Cimed, será a absorção de vitaminas por leveduras. A ideia neste caso é simular o sistema digestivo humano. O mercado de vitaminas é um dos alvos preferenciais da farmacêutica, especialmente o voltado para a longevidade. Tanto assim, que um dos estudos dessa fase visam o combate aos radicais livres, ainda mais abundantes no espaço e um dos responsáveis pelo envelhecimento humano.

Os estudos vão contar com a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), com organização supervisionada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

O CEO da Airvantis, Lucas Fonseca, explica que as condições extremas do espaço ajudam os cientistas em observações que seriam improváveis feitas da terra. “Você tem um estresse muito grande por conta da radiação e da microgravidade. Então, os genes se expressam de forma estressada no espaço e, muitas vezes, sinalizam coisas que você não conseguiria enxergar na Terra”.

Para Adibe e Patrícia Lazzarotto, representante do comitê científico do projeto, a qualidade dos dados experimentais na órbita espacial é outra vantagem capaz de acelerar resultados. “A principal vantagem dos testes realizados em ambiente de microgravidade é melhorar a qualidade dos dados experimentais”, apontam.

Números e simbolismo da empreitada

A Cimed reservou um caixa de R$ 300 milhões para pesquisa e desenvolvimento, a serem aplicados ao longo dos próximos cinco anos. Daí sairá os recursos para a incursão espacial. Além das cifras cósmicas, o movimento faz história. A companhia será a primeira da América Latina a empreender pesquisas com fármacos a bordo da ISS.


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