® 2021 Rede Moinho 24 • Notícias de Pouso Alegre e região •

Economia

Inflação dos alimentos acumula alta de quase 15% em Pouso Alegre

Publicado

no dia

Pelo quarto mês consecutivo, os alimentos da cesta básica ficaram mais caros em Pouso Alegre. Os dados são do levantamento mensal feito pela Faculdade Unis. De acordo com o levantamento, no mês de outubro os itens que compõe a cesta tiveram aumento de 2,62%.

Desde março, quando a pesquisa começou a ser feita, a cesta básica no município está 14,49% mais cara e a tendência é que a subida de preços persista pelos próximos meses. Os produtos que apresentaram as maiores altas foram o tomate, a batata e o açúcar refinado.

A pesquisa é realizada através do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, tendo como base a metodologia utilizada nacionalmente pelo DIEESE.

Neste mês de outubro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Pouso Alegre é de R$578,43, correspondendo a 56,85% do salário mínimo líquido. Assim sendo, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa dedicar 115 horas e 41 minutos por mês para adquirir essa cesta.

 

Entre setembro e outubro, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Pouso Alegre, cinco tiveram alta dos preços médios: tomate, batata, açúcar refinado, café em pó e manteiga. Oito produtos apresentaram queda em seus preços médios: banana, farinha de trigo, óleo de soja, feijão carioquinha, leite integral, carne bovina, arroz, pão francês.

Apesar da maioria dos itens da cesta básica ter apresentado queda nos preços, tal fato não compensou a elevação que ocorreu nos demais produtos. É notória a influência de fatores como o câmbio desvalorizado, o período de seca, a dinâmica das safras, os custos de produção e a forte demanda externa no comportamento dos preços dos produtos alimentícios.

“E como salientado no relatório anterior, nos últimos meses do ano normalmente ocorrem elevações na demanda que precisarão ser compensadas por incentivos ao aumento de produção e da oferta interna destes produtos a fim de não prejudicar ainda mais o orçamento familiar dos brasileiros”, anota o relatório da pesquisa assinado pelos professores Maílson Alan de Godoi e Pedro dos Santos Portugal Júnior.

 


Não perca nada. Siga o R24 nas redes sociais:
Facebook | Youtube | Instagram | Grupo de WhatsApp | Telegram

Economia

Parque logístico gigante terá aporte R$ 750 milhões e vai gerar 6.500 vagas em Extrema

Publicado

no dia

A cidade de Extrema, no Sul de Minas, será o destino de R$ 750 milhões de investimentos para a construção de um parque logístico gigantesco, o terceiro maior do Brasil. O BWP Business Park terá 400 mil metros de Área Bruta Locável (ABL), o correspondente a 38 campos de futebol.

O aporte vai gerar nada menos que 6,5 mil empregos, num movimento que deve afetar todo o mercado regional de trabalho. O megainvestimento foi divulgado nesta quarta, 13, pelo governo de Minas, que ajudou a intermediar o investimento por meio da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi).

Os dois condomínios que vão abrigar os empreendimentos estão em fase de construção. O primeiro galpão do projeto 1 será entregue ainda neste mês e os galpões do projeto 2, até meados de 2022.

O protocolo de formalização do investimento foi assinado e o projeto segue em implantação, reiterando o compromisso do Governo de Minas com a retomada do desenvolvimento econômico no estado.

Empreendimento de ponta

O projeto, encabeçado pela BlackWall assessoria de captação de recursos e real state, tem a Diase como construtora especializada em centros de distribuição e indústrias e leva a assinatura do arquiteto Alcindo Dell’Agnese, que tem no currículo grandes empreendimentos pelo Brasil.

Os dois condomínios são considerados projetos de ponta no país, com galpões que captam energia fotovoltaica e tecnologia de reuso de água, além de arquitetura moderna baseada em parâmetros internacionais de sustentabilidade e certificação internacional LEED Gold que promete revolucionar o mercado de logística do Sul de Minas Gerais, de acordo com o diretor-presidente da BlackWall, Bernardo Werneck.

“Em termos de tecnologia e infraestrutura, o BWP Business Park – Extrema é um dos melhores condomínios logísticos do Brasil. Nossos inquilinos são de diversos setores e existem multinacionais de e-commerce que estarão conosco. Já fechamos com empresas e operadoras logísticas, como a Via Varejo, o grupo JSL Júlio Simões e a Frio Peças. O apoio do Indi foi fundamental para acelerar as aprovações e deixar toda a parte documental em ordem para atrair investidores”, completa.

Localização privilegiada

Considerado o principal hub de e-commerce, o município de Extrema tem localização privilegiada, com acesso exclusivo à rodovia Fernão Dias e pontos de conexão a grandes centros consumidores. O diretor de Atração de Investimentos do Indi, Adriano Carvalho, afirma que o empreendimento consolida a cidade como um grande centro logístico de comércio eletrônico de Minas Gerais e do Brasil, já que o município responde por 25% da atividade do setor no país.

“O Indi vem trabalhando muito próximo de empreendimentos desse porte com o intuito de atrair grandes empresas do comércio eletrônico. Buscamos melhorar a qualidade de equipamentos logísticos para receber as iniciativas, dada a exigência cada vez maior do setor. Queremos que o exemplo de Extrema se expanda para o Triângulo Mineiro, o Norte e o Noroeste de Minas, para que empreendimentos ocupem outras áreas do estado com a mesma qualidade de atração de empresas de renome”, diz Adriano Carvalho.

 


Não perca nada. Siga o R24 nas redes sociais:
Facebook | Youtube | Instagram | Grupo de WhatsApp | Telegram

Continuar lendo

Economia

Cerveja vai ficar até 10% mais cara para o consumidor mineiro

Publicado

no dia

A alta generalizada dos preços vai atingir em cheio não apenas o bolso, mas também o copo do mineiro. A cervejinha vai ficar mais cara. A Ambev, gigante do mercado cervejeiro, dona de marcas como Skol, Brahma, Antártica, Bohemia e Stella Artois, anunciou, ontem (28), o reajuste de seus produtos. Os novos preços passam a valer no sábado, 02.

O grupo não especificou qual seria o percentual de reajuste, mas a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG) estima que o aumento fique entre 5% e 6% no atacado e chegue a 10% para o consumidor final.

“O que a gente está vendo é o repasse da inflação, que pressiona toda a população, os bares e restaurantes, e a cadeia de produção como um todo. Alta do combustível, alta da energia, tudo isso acaba puxando o preço de todos os produtos, incluindo a cerveja. [Ao consumidor], o preço deve aumentar em algo entre 7% e 10%”, projeta Matheus Daniel, presidente da entidade.


Não perca nada. Siga o R24 nas redes sociais:
Facebook | Youtube | Instagram | Grupo de WhatsApp | Telegram

Continuar lendo

Economia

Inflação da cesta de alimentos em Pouso Alegre já passa de 11,5% este ano

Publicado

no dia

Disparada dos preços ocorre por problemas climáticos e desvalorização do real frente ao dólar. Uma única pessoa adulta precisa desembolsar mais de R$ 563 para comprar os alimentos básicos para passar o mês em Pouso Alegre

O Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) apresentou alta de 4,15% no mês de setembro em comparação com o valor de agosto. Essa foi a terceira alta consecutiva do índice  na cidade, tendo a cesta básica atingido o maior valor desde o início da pesquisa em março deste ano,  acumulando uma elevação de 11,56%.

A pesquisa é realizada através do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a  cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia  do DIEESE.

O valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento  de uma pessoa adulta na cidade de Pouso Alegre é de R$ 563,64, correspondendo a 55,40% do  salário mínimo líquido. Sendo assim, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa  trabalhar 112 horas e 44 minutos por mês para adquirir essa cesta.  

 

Nas demais cidades, também pesquisadas pelo UNIS, os valores desta mesma cesta de produtos  em setembro são os seguintes:

  • Varginha (R$509,78)
  • São Lourenço (R$592,91)

12 dos 13 itens pesquisados tiveram aumento

A disparada do preço dos alimentos foi tão generalizada, que 12 dos 13 itens pesquisados nos estabelecimentos da cidade apresentaram alta. A banana, com aumento de 25,74%, e o café, que ficou 18,17% mais caro, apresentaram a maior carestia no período.

A escassez da oferta ou a expectativa dessa escassez por conta das condições climáticas explicam as variações dos dois produtos, afetados pelas geadas dos meses de junho e julho. Condições semelhantes atingem a maior parte dos itens.

A desvalorização do real frente ao dólar também influencia de maneira negativa o preço dos alimentos. Como os produtos são vendidos em dólar no mercado internacional, os produtores preferem exportar, diminuindo a oferta de produtos para o mercado interno.

Nessa rodada de pesquisa, um único item apresentou redução, e ela foi pequena. O arroz ficou 0,63% mais barato.

Confira a variação de preços dos itens que tiveram aumento em setembro:

 

O que esperar para o final do ano?

Na avaliação dos coordenadores da pesquisa, o último trimestre do ano pode trazer novos aumentos, caso a oferta de produtos não acompanhem o sempre esperado crescimento da demanda.

No último trimestre do ano  normalmente ocorrem elevações na demanda que deverão ser compensadas por incentivos ao  aumento de produção e da oferta interna destes produtos, caso contrário novos aumentos poderão  ocorrer impactando ainda mais o orçamento das famílias”, conclui o levantamento assinado pelos professores Maílson Alan de Godoi e Pedro dos Santos Portugal Júnior.

 


Não perca nada. Siga o R24 nas redes sociais: Facebook | Youtube | Instagram Grupo de WhatsApp

Continuar lendo

Mais lidas