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Economia

Com forte atuação na pandemia, farmacêuticas seguem contratando

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Trabalhadores em ação na Cimed | Foto: divulgação/arquivo

Juntas, Cimed, União Química e Cristália têm ao menos 43 oportunidades abertas em seus bancos de talentos, além de centenas de vagas já geradas nos últimos meses ou projetadas para os próximos. Trio tem ajudado o Brasil a enfrentar pandemia com participação decisiva de suas plantas pouso-alegrenses

Com forte atuação na produção de insumos para o enfrentamento da pandemia e em franca expansão por conta do crescimento do setor, que já era intenso mesmo antes da crise de saúde, as principais farmacêuticas de Pouso Alegre seguem contratando e puxando a geração de empregos na cidade.

Cimed, União Química e Cristália têm vagas para a linha de produção, manutenção e controle de qualidade, além de diversas áreas de liderança, gerência e administração, especialmente no caso da Cimed.

Juntas, as três farmacêuticas têm ao menos 43 vagas abertas em seus bancos de talentos, além de centenas de vagas já geradas nos últimos meses ou projetadas para os próximos.

O trio está por trás do bom desempenho apresentado pelo mercado de trabalho de Pouso Alegre nos últimos meses.

Em abril, por exemplo, a indústria foi, praticamente, o único setor responsável pelo saldo positivo no balanço entre demissões e admissões na cidade. Das 143 vagas geradas no período, o segmento foi responsável por 140. No acumulado do ano, o setor só perde para o setor de Serviços, que teve saldo positivo de 892 vagas contra 560 da Indústria.

Os projetos das farmacêuticas

Em setembro, o grupo Cimed deve concluir a fase 2 do aporte de R$ 200 milhões na planta que fica às margens da Fernão Dias.

A nova base produtiva é peça central para os planos do grupo de ampliar sua produção e seguir galgando postos entre as maiores farmacêuticas do país.

E o apetite da empresa não deve cessar por aí. Concluída as duas primeiras fases do projeto, com expectativa de gerar até 500 empregos diretos ao longo de 2021, tem início outras duas fases de investimentos, com previsão de aportes de mais R$ 300 milhões até 2023.

Em seu turno, a Cristália foi decisiva para combater o apagão que se abateu sobre o mercado de anestésicos hospitalares. A farmacêutica, responsável por 95% da produção em solo nacional dos medicamentos que ficaram conhecidos como ‘kit intubação’ por conta da pandemia, inaugurou uma nova linha de produção do insumo em Pouso Alegre no mês de abril.

De acordo com a empresa, a unidade de Pouso Alegre é uma das mais modernas da América Latina. São 16 mil m² de área construída, o que a colocaria “entre as maiores plantas do continente latino-americano dedicada a soluções parenterais de grande volume, com soluções fisiológicas, glicosadas, glicofisiológicas, entre outras”.

A União Química é certamente uma a farmacêutica mais comentada no Brasil em tempos de pandemia, isso por que a empresa de Fernando Marques é a responsável brasileira pela produção da Sputnik V, o imunizante russo desenvolvido pelo Instituto Gamaleya que tem sido pivô de uma série de polêmicas por conta da negativa da Anvisa em liberá-lo para uso no país. Só recentemente sua importação foi permitida e, ainda assim, de forma limitadíssima.

Com ou sem a autorização da Anvisa, a farmacêutica já produz a Sputnik V  em seu laboratório de Guarulhos (SP), que já conta, inclusive, com o certificado de boas práticas da própria Anvisa. Sua produção deve ser exportada para outros países da América do Sul, enquanto não vem o sinal verde da reguladora brasileira.

E, mais, com os investimentos feitos nos últimos meses, a empresa está pronta para entrar de cabeça no mercado de vacinas. Tanto assim, que, na semana passada, a empresa fechou mais um acordo de produção de vacina contra a Covid-19, outra vez com um laboratório russo, o Geropharma.

A parceria deve resultar em um investimento de R$ 300 a 400 milhões e culminará na produção nacional da EpiVacCorona. O acordo prevê ainda a fabricação de insulina pela União Química.

Além de mergulhar fundo no mercado das vacinas, a União Química foi uma das farmacêuticas que ajudaram o país a superar a escassez de medicamentos do ‘kit intubação’. Para tanto, contou com a ajuda fundamental de um investimento que acabara de fazer em Pouso Alegre: o centro de distribuição inaugurado em 2019.

A localização estratégica foi decisiva para a remessa do insumo em uma operação de emergência que envolveu um ritmo acelerado de produção.

No CD de Pouso Alegre, a farmacêutica faz a rotulagem de dois medicamentos utilizados na intubação de pacientes com Covid-19: o Brometo de Rocurônio e o Cloridrato de Remifentanila, que passaram a compor a lista de produtos da fabricante.

 


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Economia

Inflação da cesta de alimentos em Pouso Alegre já passa de 11,5% este ano

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Disparada dos preços ocorre por problemas climáticos e desvalorização do real frente ao dólar. Uma única pessoa adulta precisa desembolsar mais de R$ 563 para comprar os alimentos básicos para passar o mês em Pouso Alegre

O Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) apresentou alta de 4,15% no mês de setembro em comparação com o valor de agosto. Essa foi a terceira alta consecutiva do índice  na cidade, tendo a cesta básica atingido o maior valor desde o início da pesquisa em março deste ano,  acumulando uma elevação de 11,56%.

A pesquisa é realizada através do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a  cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia  do DIEESE.

O valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento  de uma pessoa adulta na cidade de Pouso Alegre é de R$ 563,64, correspondendo a 55,40% do  salário mínimo líquido. Sendo assim, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa  trabalhar 112 horas e 44 minutos por mês para adquirir essa cesta.  

 

Nas demais cidades, também pesquisadas pelo UNIS, os valores desta mesma cesta de produtos  em setembro são os seguintes:

  • Varginha (R$509,78)
  • São Lourenço (R$592,91)

12 dos 13 itens pesquisados tiveram aumento

A disparada do preço dos alimentos foi tão generalizada, que 12 dos 13 itens pesquisados nos estabelecimentos da cidade apresentaram alta. A banana, com aumento de 25,74%, e o café, que ficou 18,17% mais caro, apresentaram a maior carestia no período.

A escassez da oferta ou a expectativa dessa escassez por conta das condições climáticas explicam as variações dos dois produtos, afetados pelas geadas dos meses de junho e julho. Condições semelhantes atingem a maior parte dos itens.

A desvalorização do real frente ao dólar também influencia de maneira negativa o preço dos alimentos. Como os produtos são vendidos em dólar no mercado internacional, os produtores preferem exportar, diminuindo a oferta de produtos para o mercado interno.

Nessa rodada de pesquisa, um único item apresentou redução, e ela foi pequena. O arroz ficou 0,63% mais barato.

Confira a variação de preços dos itens que tiveram aumento em setembro:

 

O que esperar para o final do ano?

Na avaliação dos coordenadores da pesquisa, o último trimestre do ano pode trazer novos aumentos, caso a oferta de produtos não acompanhem o sempre esperado crescimento da demanda.

No último trimestre do ano  normalmente ocorrem elevações na demanda que deverão ser compensadas por incentivos ao  aumento de produção e da oferta interna destes produtos, caso contrário novos aumentos poderão  ocorrer impactando ainda mais o orçamento das famílias”, conclui o levantamento assinado pelos professores Maílson Alan de Godoi e Pedro dos Santos Portugal Júnior.

 


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Cristiano Rodrigues

Uma Reforma nada liberal – Capítulo 1

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Ilustração/Pixabay

Se, após a apresentação da proposta da Reforma Tributária, você mal conseguiu dormir de preocupação por pensar que o Governo terá menos dinheiro. Pode respirar aliviado. A maquiagem apresentada não vai criar déficit nenhum para o poder público. Pelo contrário, ficou mais pesada para o contribuinte, ou seja, para você.

Vamos analisar em três capítulos nesta coluna o impacto que causará para você, se aprovada, esta proposta do Governo. Apesar de ser a 2ª parte, optei por começar a tratar da tributação sobre a renda. Que é basicamente onde encontraremos quem pagará a conta por esta manobra toda.

A proposta prevê o aumento da faixa para os que se podem declarar isenção. Com essa correção, quem ganha até R$ 2500,00/mês fica desobrigado a declarar o IR, antes o valor era de R$ 1900,00 mensais. Além disso, as alíquotas são reajustadas nas faixas posteriores, diminuindo também o montante a ser pago sobre as rendas. Parece bom, não é? Mas vamos lá.

Primeiro vamos compreender que, de forma assimétrica, a proposta de Paulo Guedes alterou em 31% a faixa salarial para isenção de IR (R$1900 para R$2500), e cerca de 13% as demais faixas. Não ocorreu isonomia na progressão.

Um outro ponto, e muito importante é a restrição ao desconto de 20% para quem declarava de forma simplificada. A proposta limita o benefício a quem ganha cerca de R$ 3.300/mês ou R$ 40.000/ano. Esta situação prejudicará de forma pesada uma grande parcela que, por ter a renda mais baixa, já utiliza grande parte dos serviços públicos. Não reúne os necessários recibos para as cobiçadas deduções. Por exemplo uma família (dois adultos e duas crianças) na qual um dos integrantes ganha R$ 4 mil. Ao declarar o IR, a grosso modo, pagaria cerca de R$ 7 mil no ano ao Leão. Se pudesse aplicar o desconto de Simplificada, pagaria cerca de R$ 2.800. Ou seja, se fosse descontado na fonte, ainda teria a restituição.

Em uma análise, não profunda, mas um pouco mais focada, podemos perceber que a classe média baixa vai arcar com boa parte da conta desta proposta de reforma que parece ter sido traçada sem verdadeira retidão (ou má intencionada).

Essa exposição é apenas uma pequena parte, temos muito o que tratar. Ainda temos o pequeno e médio empresário e investidor que pagará grande parte dessa fatura. Inclusive com sinais de inconstitucionalidade. Mas veremos isso no próximo artigo.

 

Sobre o autor: Tributarista, licenciado da E-Fiscal do Grupo Studio, jornalista e acadêmico de Direito. Contato mg.cristianorodrigues@grupostudio.com.br

Os artigos publicados em ‘Opinião’ não refletem, necessariamente, o ponto de vista do Rede Moinho 24.

 


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Economia

Cesta básica de alimentos acumula alta de mais de 7% em Pouso Alegre

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Valor médio da cesta básica de alimentos para o sustento de uma única pessoa adulta chegou a R$ 541,16. Nove de 13 itens pesquisados tiveram alta. Batata teve aumento de 84%

O custo da alimentação não dá sinais de recuo, pressionando ainda mais o orçamento das famílias pouso-alegrenses. A nova rodada do Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) mostra que, no mês de agosto, os alimentos essenciais tiveram alta de 3,85% em comparação com o valor do mês de julho. A vilã da vez é a forte onda de frio acompanhada de geada, que prejudicou especialmente as plantações de hortifrutigranjeiros.

Desde que o levantamento começou a ser feito na cidade, em março deste ano, a cesta básica em Pouso Alegre acumula uma alta de 7,11%. A pesquisa é realizada através do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia do DIEESE.

Para o mês de agosto, verificou-se que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma única pessoa adulta no município é de R$541,16, correspondendo a 53,19% do salário mínimo líquido.

Assim sendo, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 108 horas e 14 minutos por mês para adquirir essa cesta. Considere um família com três adultos e esse valor salta para mais de R$ 1,6 mil.

Nove dos 13 produtos pesquisados apresentam alta

Dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Pouso Alegre, nove apresentaram alta dos preços médios: batata, banana, tomate, café em pó, açúcar refinado, farinha de trigo, carne bovina, leite integral e óleo de soja.

Um produto manteve os preços médios inalterados: o pão francês. E apenas três produtos tiveram queda em seus preços médios: arroz, feijão carioquinha e manteiga.

As previsões do Departamento de Pesquisa do Unis já indicavam que as geadas e a forte queda de temperatura nas últimas semanas trariam forte queda na oferta de quase todos os produtos da cesta básica causando alta nos seus preços médios.

Os hortifrutigranjeiros foram os que demonstraram esse impacto de forma mais rápida e mais forte em função da sua cadeia produtiva mais curta. “Em nossos relatórios estamos prevendo que o fim da onda de frio e o aumento nas temperaturas, caso ocorram, poderão contribuir para uma nova aceleração nas safras dos hortifrutigranjeiros e provocar um alívio nos seus preços até o fim da colheita da safra de inverno”, contemporiza o relatório assinado pelos professores Maílson Alan de Godoi e Pedro dos Santos Portugal Júnior.

O relatório ainda traz um alerta e uma dica: “É importante que o consumidor procure os produtos menos influenciados pela recente onda de frio a fim de diminuir o impacto no orçamento doméstico”, conclui.

 

Confira a variação no preço dos produtos pesquisados:


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