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Economia

Cesta básica de alimentos em Pouso Alegre tem alta de 1,5% em julho

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Cesta de alimentos para uma pessoa adulta está em R$ 521. Um trabalhador que ganha um salário mínimo precisa trabalhar 104 horas apenas para se alimentar mostra pesquisa. Família de quatro pessoas precisaria de ao menos R$ 2.084 apenas para arcar com alimentação

Depois da queda ocorrida no mês anterior, o Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) teve alta de 1,50% em julho, na comparação com o mês de junho. A elevação nos preços do tomate, café em pó e açúcar refinado foi o que mais influenciou no resultado.

Na pesquisa de julho, verificou-se que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Pouso Alegre é de R$521,09, correspondendo a 51,21% do salário mínimo líquido. Assim sendo, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 104 horas e 13 minutos por mês para adquirir essa cesta.

Hoje, portanto, uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 2.084 apenas para arcar com o custo da alimentação ao longo de um mês.

Desde o início da pesquisa, em março deste ano, a cesta básica em Pouso Alegre teve alta acumulada de 3,14%. A pesquisa é realizada por meio do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia do DIEESE a nível nacional.

Entre os meses de junho e julho, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Pouso Alegre, sete apresentaram alta dos preços médios: tomate, café em pó, açúcar refinado, pão francês, leite integral, manteiga e carne bovina. Enquanto isso, seis produtos tiveram queda em seus preços médios: batata, banana, arroz, feijão carioquinha, óleo de soja e farinha de trigo.

De acordo com o levantamento, a forte elevação dos preços do tomate, café em pó e açúcar refinado influenciaram muito o comportamento do índice neste mês. “Porém, é importante salientar que a intensificação da colheita da batata e da banana, bem como a estabilidade nos preços da carne bovina, leite integral, feijão e arroz, ajudaram a minimizar essa alta no índice de julho”, destaca o estudo.

O levantamento destaca ainda que o valor da cesta básica em geral e de alguns produtos em particular encontram-se bastante elevados e impactando fortemente o orçamento das famílias neste período.

A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

Variação da cesta de alimentos em Pouso Alegre
Mês Valor Variação mensal
Março R$ 505,24
Abril R$ 498,16 -1,40%
Maio R$ 527,93 5,98%
Junho R$ 513,39 -2,76%
Julho R$ 521,09 1,50%

 

Entre os meses de junho e julho, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em
Pouso Alegre, 7 apresentaram alta dos preços médios, são eles:

Tomate: 33,27%
Café em pó: 7,52%
Açúcar refinado: 7,34%
Pão francês: 1,51%
Leite integral: 1,07%
Manteiga: 1,01%
Carne bovina: 0,91%

Seis produtos tiveram queda em seus preços médios, são eles:

Batata: -34,10%
Banana: -3,82%
Arroz: -2,16%
Feijão carioquinha: -1,81%
Óleo de soja: -1,80%
Farinha de trigo: -0,71%

 


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Economia

Inflação da cesta de alimentos em Pouso Alegre já passa de 11,5% este ano

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Disparada dos preços ocorre por problemas climáticos e desvalorização do real frente ao dólar. Uma única pessoa adulta precisa desembolsar mais de R$ 563 para comprar os alimentos básicos para passar o mês em Pouso Alegre

O Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) apresentou alta de 4,15% no mês de setembro em comparação com o valor de agosto. Essa foi a terceira alta consecutiva do índice  na cidade, tendo a cesta básica atingido o maior valor desde o início da pesquisa em março deste ano,  acumulando uma elevação de 11,56%.

A pesquisa é realizada através do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a  cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia  do DIEESE.

O valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento  de uma pessoa adulta na cidade de Pouso Alegre é de R$ 563,64, correspondendo a 55,40% do  salário mínimo líquido. Sendo assim, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa  trabalhar 112 horas e 44 minutos por mês para adquirir essa cesta.  

 

Nas demais cidades, também pesquisadas pelo UNIS, os valores desta mesma cesta de produtos  em setembro são os seguintes:

  • Varginha (R$509,78)
  • São Lourenço (R$592,91)

12 dos 13 itens pesquisados tiveram aumento

A disparada do preço dos alimentos foi tão generalizada, que 12 dos 13 itens pesquisados nos estabelecimentos da cidade apresentaram alta. A banana, com aumento de 25,74%, e o café, que ficou 18,17% mais caro, apresentaram a maior carestia no período.

A escassez da oferta ou a expectativa dessa escassez por conta das condições climáticas explicam as variações dos dois produtos, afetados pelas geadas dos meses de junho e julho. Condições semelhantes atingem a maior parte dos itens.

A desvalorização do real frente ao dólar também influencia de maneira negativa o preço dos alimentos. Como os produtos são vendidos em dólar no mercado internacional, os produtores preferem exportar, diminuindo a oferta de produtos para o mercado interno.

Nessa rodada de pesquisa, um único item apresentou redução, e ela foi pequena. O arroz ficou 0,63% mais barato.

Confira a variação de preços dos itens que tiveram aumento em setembro:

 

O que esperar para o final do ano?

Na avaliação dos coordenadores da pesquisa, o último trimestre do ano pode trazer novos aumentos, caso a oferta de produtos não acompanhem o sempre esperado crescimento da demanda.

No último trimestre do ano  normalmente ocorrem elevações na demanda que deverão ser compensadas por incentivos ao  aumento de produção e da oferta interna destes produtos, caso contrário novos aumentos poderão  ocorrer impactando ainda mais o orçamento das famílias”, conclui o levantamento assinado pelos professores Maílson Alan de Godoi e Pedro dos Santos Portugal Júnior.

 


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Cristiano Rodrigues

Uma Reforma nada liberal – Capítulo 1

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Ilustração/Pixabay

Se, após a apresentação da proposta da Reforma Tributária, você mal conseguiu dormir de preocupação por pensar que o Governo terá menos dinheiro. Pode respirar aliviado. A maquiagem apresentada não vai criar déficit nenhum para o poder público. Pelo contrário, ficou mais pesada para o contribuinte, ou seja, para você.

Vamos analisar em três capítulos nesta coluna o impacto que causará para você, se aprovada, esta proposta do Governo. Apesar de ser a 2ª parte, optei por começar a tratar da tributação sobre a renda. Que é basicamente onde encontraremos quem pagará a conta por esta manobra toda.

A proposta prevê o aumento da faixa para os que se podem declarar isenção. Com essa correção, quem ganha até R$ 2500,00/mês fica desobrigado a declarar o IR, antes o valor era de R$ 1900,00 mensais. Além disso, as alíquotas são reajustadas nas faixas posteriores, diminuindo também o montante a ser pago sobre as rendas. Parece bom, não é? Mas vamos lá.

Primeiro vamos compreender que, de forma assimétrica, a proposta de Paulo Guedes alterou em 31% a faixa salarial para isenção de IR (R$1900 para R$2500), e cerca de 13% as demais faixas. Não ocorreu isonomia na progressão.

Um outro ponto, e muito importante é a restrição ao desconto de 20% para quem declarava de forma simplificada. A proposta limita o benefício a quem ganha cerca de R$ 3.300/mês ou R$ 40.000/ano. Esta situação prejudicará de forma pesada uma grande parcela que, por ter a renda mais baixa, já utiliza grande parte dos serviços públicos. Não reúne os necessários recibos para as cobiçadas deduções. Por exemplo uma família (dois adultos e duas crianças) na qual um dos integrantes ganha R$ 4 mil. Ao declarar o IR, a grosso modo, pagaria cerca de R$ 7 mil no ano ao Leão. Se pudesse aplicar o desconto de Simplificada, pagaria cerca de R$ 2.800. Ou seja, se fosse descontado na fonte, ainda teria a restituição.

Em uma análise, não profunda, mas um pouco mais focada, podemos perceber que a classe média baixa vai arcar com boa parte da conta desta proposta de reforma que parece ter sido traçada sem verdadeira retidão (ou má intencionada).

Essa exposição é apenas uma pequena parte, temos muito o que tratar. Ainda temos o pequeno e médio empresário e investidor que pagará grande parte dessa fatura. Inclusive com sinais de inconstitucionalidade. Mas veremos isso no próximo artigo.

 

Sobre o autor: Tributarista, licenciado da E-Fiscal do Grupo Studio, jornalista e acadêmico de Direito. Contato mg.cristianorodrigues@grupostudio.com.br

Os artigos publicados em ‘Opinião’ não refletem, necessariamente, o ponto de vista do Rede Moinho 24.

 


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Economia

Cesta básica de alimentos acumula alta de mais de 7% em Pouso Alegre

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Valor médio da cesta básica de alimentos para o sustento de uma única pessoa adulta chegou a R$ 541,16. Nove de 13 itens pesquisados tiveram alta. Batata teve aumento de 84%

O custo da alimentação não dá sinais de recuo, pressionando ainda mais o orçamento das famílias pouso-alegrenses. A nova rodada do Índice da Cesta Básica de Pouso Alegre (ICB – FPA/UNIS) mostra que, no mês de agosto, os alimentos essenciais tiveram alta de 3,85% em comparação com o valor do mês de julho. A vilã da vez é a forte onda de frio acompanhada de geada, que prejudicou especialmente as plantações de hortifrutigranjeiros.

Desde que o levantamento começou a ser feito na cidade, em março deste ano, a cesta básica em Pouso Alegre acumula uma alta de 7,11%. A pesquisa é realizada através do levantamento de preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, seguindo a metodologia do DIEESE.

Para o mês de agosto, verificou-se que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma única pessoa adulta no município é de R$541,16, correspondendo a 53,19% do salário mínimo líquido.

Assim sendo, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 108 horas e 14 minutos por mês para adquirir essa cesta. Considere um família com três adultos e esse valor salta para mais de R$ 1,6 mil.

Nove dos 13 produtos pesquisados apresentam alta

Dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Pouso Alegre, nove apresentaram alta dos preços médios: batata, banana, tomate, café em pó, açúcar refinado, farinha de trigo, carne bovina, leite integral e óleo de soja.

Um produto manteve os preços médios inalterados: o pão francês. E apenas três produtos tiveram queda em seus preços médios: arroz, feijão carioquinha e manteiga.

As previsões do Departamento de Pesquisa do Unis já indicavam que as geadas e a forte queda de temperatura nas últimas semanas trariam forte queda na oferta de quase todos os produtos da cesta básica causando alta nos seus preços médios.

Os hortifrutigranjeiros foram os que demonstraram esse impacto de forma mais rápida e mais forte em função da sua cadeia produtiva mais curta. “Em nossos relatórios estamos prevendo que o fim da onda de frio e o aumento nas temperaturas, caso ocorram, poderão contribuir para uma nova aceleração nas safras dos hortifrutigranjeiros e provocar um alívio nos seus preços até o fim da colheita da safra de inverno”, contemporiza o relatório assinado pelos professores Maílson Alan de Godoi e Pedro dos Santos Portugal Júnior.

O relatório ainda traz um alerta e uma dica: “É importante que o consumidor procure os produtos menos influenciados pela recente onda de frio a fim de diminuir o impacto no orçamento doméstico”, conclui.

 

Confira a variação no preço dos produtos pesquisados:


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