® 2021 Rede Moinho 24 • Notícias de Pouso Alegre e região •

Cotidiano

Três meses depois, morte de psicóloga ainda é mistério. Investigação segue sob sigilo

Publicado

no dia

A Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito que apura a morte da psicóloga Marilda Matias Ferreira, de 37 anos, encontrada morta no dia 22 de agosto, no porta-malas de seu próprio carro, dentro de sua residência, no bairro Fátima II, em Pouso Alegre, no Sul de Minas.

Além de ainda não ter sido concluída, até onde se sabe, já que ela foi colocada sob sigilo, a investigação não tem uma linha principal de trabalho. Segundo a Polícia Civil, não é possível falar em homicídio nem em suicídio. Isso por que nenhuma das evidências obtidas até o momento permitem concluir por uma ou outra hipótese.

O advogado da família de Marilda, Fábio Costa, informou à imprensa que não tem informações sobre os exames toxicológicos e periciais que poderiam jogar luz sobre o caso. “Eu ainda não tenho a informação se já chegou o laudo conclusivo. A última informação que eu tive era que eles estavam esperando o laudo definitivo para saber qual era a real causa da morte dela”, pontuou.

Os exames são aguardados com expectativa, mas seus dados só devem ser conhecido quando a Polícia Civil concluir o inquérito, já que a investigação foi posta sob sigilo.

“As investigações estão em curso e sob sigilo, a cargo da Delegacia de Polícia Civil Especializada em Homicídios, na cidade de Pouso Alegre. As informações serão repassadas assim que a Polícia Civil concluir o Inquérito Policial, para não comprometer o andamento da investigação”, informou por meio de nota a assessoria de imprensa da Polícia Civil.

Relembre o caso

Marilda Matias foi encontrada morta dentro do porta-malas de seu carro pelo marido, um médico veterinário de 62 anos. A psicóloga estava vestida com trajes e capacete de ciclismo, com os pés e mãos amarrados, mas não apresentava sinais de violência, de acordo com a Polícia Civil. O caso ocorreu na Rua Orvieto Butti, próximo ao Marques Plaza Hotel, no bairro Fátima II, em Pouso Alegre (MG).

De acordo com o que o marido declarou em depoimento, no dia anterior, ele retornou do trabalho, em Careaçu (MG), cidade vizinha a Pouso Alegre, e a mulher não estava em casa. Num primeiro momento, ele não se preocupou, pois ela o teria informado, mais cedo, que saíra para pedalar.

Com o passar do tempo, e como ela não aparecia, ainda de acordo com o relatado pelo marido, ele começou a procurá-la, com ajuda de amigos. Ele diz ter procurado no Samu e hospitais, sem sucesso.

Na manhã de domingo, o marido diz ter resolvido checar o carro. Foi quando encontrou a mulher no porta-malas do automóvel do casal, um Toyota Corolla, que estava estacionado na garagem da residência. Após encontrar a esposa, ele chamou a polícia. Após prestar depoimento o marido foi liberado.

Com o avançar das investigações soube-se que Marilda enfrentava problemas psicológicos, já havia sido internada e tomava medicamento controlado, informação que reforçou a importância dos exames toxicológicos. Outra informação relevante foi o fato de ela estar pensando em se divorciar do marido.

As informações dadas pelo médico, no entanto, foram seguidamente confirmadas. Ele não chegou a ser encarado como suspeito pelo crime, ao menos até a última atualização feita pela Polícia Civil quanto aos autos do inquérito.

Laudos e inquérito

Os laudos de toxicologia que poderão apontar a real causa da morte de Marilda já estariam prontos. Até o momento, sabe-se que ela morreu por asfixia, mas os exames poderiam apontar claramente o que teria provocado a asfixia. Este é um dos fatos determinantes para a conclusão do inquérito, que estaria em vias de ser finalizado.

Confira a cronologia conhecida até o momento acerca da morte da psicóloga, segundo o relato feito por seu esposo e pelo amigo do casal:

 


Não perca nada. Siga o R24 nas redes sociais:
Facebook | Youtube | Instagram | Grupo de WhatsApp | Telegram

Cotidiano

Erosão abre cratera e interdita BR-459, em Senador José Bento. PRF indica desvio

Publicado

no dia

Homens trabalham para reparar trecho onde cratera se abriu na BR-459 | Foto: PRF

Uma erosão  abriu uma cratera na pista e interditou os dois sentidos da BR-459 no quilômetro 74,9, entre Senador José Bento e Congonhal. A previsão inicial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é que a interdição dure pelo menos 24 horas.

Como alternativa, a PRF pede que os motoristas façam um desvio pelo município de Senador José Bento. O desvio para quem precisar passar pelo trecho é feito em dois pontos: no quilômetro 69,2, acessando o trevo do município de Senador José Bento, e no quilômetro 76,7, ao lado de um ponto de ônibus.

A rota alternativa segue por um trecho de 15,5 quilômetros, por uma estrada vicinal do bairro Água Parada.

Erosão abre cratera na BR-459, confirmando alerta que vinha sendo feito por moradores

A erosão que impediu o tráfego no trecho da BR-459 abriu uma grande cratera na pista. As autoridades ainda não reportaram os detalhes técnicos dos danos causados às pistas, mas confirmaram o perigo de desabamento no trecho, o que já vinha sendo apontado por moradores da região desde o agravamento dos fortes temporais do início de janeiro.

Cratera interdita a rodovia desde as 9h30 desta sexta | Foto: PRF


Não perca nada. Siga o R24 nas redes sociais:
Facebook | Youtube | Instagram | Grupo de WhatsApp | Telegram

Continuar lendo

Cotidiano

Após morte trágica em Pouso Alegre, mulher doa órgãos e ajuda a salvar vidas

Publicado

no dia

Romilda Raimundo Pereira em foto do arquivo familiar | Imagem: reprodução

Romilda Raimundo Pereira, de 58 anos, morreu de forma trágica no último domingo. Ela foi atropelada por uma charrete quando atravessava a Avenida Levino Ribeiro do Couto, próximo ao terminal rodoviário de Pouso Alegre. Ela até chegou a tentar se levantar, mas a pancada na cabeça fora grave.

Ela acabou socorrida por um médico e um técnico de enfermagem que passavam pelo local, que acionaram o Samu. No hospital, seu quadro se agravou. A morte encefálica foi confirmada na terça-feira, 18.

Dois meses antes de ser atropelada, Romilda fez uma nova carteira de identidade. No documento, retirou a citação ‘não doadora de órgãos’. Sua decisão, reafirmada pela família após sua morte, ajudou a mudar a vida de várias pessoas.

Nesta quinta-feira, 20, no Hospital das Clínicas Samuel Libânio, foi realizada a cirurgia para retirada dos órgãos: figado, rins e córneas, que seguiram de avião para Montes Claros, Itajubá, Passos e Belo Horizonte.

Inquérito vai apurar atropelamento

A família de Romilda espera esclarecer as circunstâncias do atropelamento. Casada e mãe de três filhos, ela tinha quatro netos e aguardava a chegada do quinto.

Um inquérito será instaurado pela Polícia Civil para apurar o caso. Testemunhas teriam afirmado que na charrete que atingiu Romilda seguiam duas pessoas. O condutor teria permanecido no local para prestar assistência até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu.

O corpo de Romilda será sepultado em Borda da Mata, sua cidade natal.


Não perca nada. Siga o R24 nas redes sociais:
Facebook | Youtube | Instagram | Grupo de WhatsApp | Telegram

Continuar lendo

Cotidiano

Ex-padre é indiciado por violência sexual contra três monges em Monte Sião

Publicado

no dia

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava o ex-padre Ernani Maia dos Reis e o indiciou por cometer violência sexual mediante fraude contra três monges em Monte Sião, no Sul de Minas. A informação foi publicada pelo Portal Uol e confirmada pelo R24.

Os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2011 e 2018, quando o então padre comandava o mosteiro Santíssima Trindade, de Monte Sião, que integra a Arquidiocese de Pouso Alegre. Reis nega ter cometido os crimes.

As investigações começaram em outubro do ano passado a pedido do Ministério Público, depois que uma série de reportagens do Portal Uol revelou o caso com relatos de diversas testemunhas. Além de desencadear o inquérito policial, as reportagens levaram o Papa Francisco a desligar oficialmente Ernani da Igreja Católica. O anúncio foi feito pela Santa Sé em 1º de outubro de 2021.

Ex-padre negou acusações em depoimento

As investigações contra o ex-padre foram conduzidas pelo delegado Daniel Leme Amaral, lotado em Monte Sião. Ele interrogou Ernani no dia 7 de dezembro do ano passado. Na oportunidade, o ex-sacerdote negou ter cometido qualquer violência e afirmou que as relações mantidas com os monges eram consentidas.

De acordo com a reportagem do Uol, Ernani teria cometido abuso contra 8 monges, que, à época, possuíam idades entre 20 e 43 anos. Outras 11 pessoas teriam sido vítimas de constrangimentos e agressões verbais.

Ao concluir o inquérito, porém, o delegado Daniel Leme Amaral encontrou indícios de que o ex-padre cometeu contra três vítimas o crime previsto no artigo 215 do Código Penal brasileiro: “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.”. A pena prevista é de dois a seis anos de reclusão.

O ex-padre ainda não se manifestou quanto ao indiciamento. Seu advogado, João Humberto Alves, disse ao portal Uol que seu cliente “pretende se manifestar apenas nos autos”.

Após a conclusão do inquérito policial, o caso é repassado ao Ministério Público estadual. Caberá ao órgão decidir se oferece a denúncia contra o ex-padre à Justiça ou se a arquiva. Caso a denúncia seja oferecida e o Judiciário a aceite, será instaurado uma ação penal, quando Ernani se converteria em réu.


 

Continuar lendo

Mais lidas