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Entidades confirmam greve dos caminhoneiros para segunda, mas adesão é incerta

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Paralisação de 2018 durou 10 dias e gerou desabastecimento no país | Foto: Arquivo/Tânia Rego/Agência Brasil

Racha entre entidades que representam a categoria e falta de liderança: especialistas acham pouco provável que paralisação de segunda repita a abrangência do movimento ocorrido em 2018

Uma nova greve dos caminhoneiros está convocada para a próxima segunda-feira, 1º.  O grande medo dos brasileiros é que a semana que está por vir repita os 10 dias de caos vividos em 2018, quando a categoria parou para reivindicar uma série de melhorias, desde melhores condições de trabalho, até preços de combustível e valor mínimo para o frete. A ação impactou o ano inteiro, dando mostras do poderio da classe que move sobre rodas um país continental.

Especialistas no entanto, duvidam que a greve da próxima segunda alcance a abrangência do movimento de 2018. Por duas razões principais: primeiro, devido à falta de uma liderança capaz de articular uma mobilização em grande escala. Segundo, por que as entidades que representam o segmento estão divididas.

As principais entidades à frente da convocação são a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), a Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), e o Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC).

Na quarta-feira, 27, o CNTRC enviou ofícios a órgãos como o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor e a Presidência da República para notificação e aviso da paralisação dos caminhoneiros autônomos, empregados e cooperados. Segundo a entidade, o movimento teria início na segunda-feira e se estenderia por prazo indeterminado. A entidade afirma ainda que 30% do transporte seria mantido e orienta motoristas filiados a fazerem a paralisação em casa por conta da pandemia.

Pesquisa indica que 73% dos caminhoneiros podem aderir

A plataforma TruckPad, que conecta mais de 500 mil caminhoneiros a cargas na América Latina, realizou uma pesquisa entre seus inscritos para avaliar a adesão ao movimento.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela InfoMoney: de acordo com o levantamento, 73,47% dos profissionais pretendem aderir à paralisação caso o protesto de fato ocorra. Outros 26,53% afirmaram que continuariam trabalhando normalmente. A pesquisa ouviu 3 mil motoristas ao longo da quinta-feira, 28, e obteve 300 respostas consideradas válidas.

Apesar da disposição dos caminhoneiros apontada pela pesquisa, o CEO da Truck Pad, Carlos Miras, entende que as chances de uma paralisação como a de 2018 são baixas. À InfoMoney ele declarou: “Ainda não temos uma liderança clara do setor, que poderia ser a voz dessa paralisação. Percebemos que as próprias entidades estão muito divididas”, considera.

Entidades tradicionais e grandes mobilizadores de 2018 são contra paralisação

Um dos célebres personagens da paralisação de 2018, Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), decidiu não aderir à greve. “A Abrava não participará da paralisação do dia 01º de fevereiro por entender que estão tentando utilizar a categoria dos caminhoneiros como massa de manobra e perdendo o objetivo de luta de direitos da categorias”. disse em nota.

Para ele, a luta dos caminhoneiros estaria sendo utilizada para o hasteio de bandeiras políticas como o “fora Dória, fora Bolsonaro e fechamento do STF”.

Se para a Abrava há contaminação de pautas políticas, entidades tradicionais citam as dificuldades da pandemia como momento inoportuno para levar à frente um movimento com capacidade de deprimir ainda mais a já combalida economia brasileiro.

Tomam parte deste posicionamento a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), e a  Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas (Conftac).

Pautas

As pautas da categoria são diversas, mas se assentam sobre duas principais: o piso mínimo para o frete e o preço do combustível. O diesel foi reajustado pela Petrobras na terça-feira, 26, em 4,4%.

De seu lado, o governo federal diz não acreditar numa paralisação de grande monta na próxima semana, mas segue dialogando com a categoria, que já foi considerada uma forte base de apoio a Bolsonaro, que, por sua vez, foi um dos entusiastas de primeira hora do movimento de 2018.

No entanto, o Planalto sabe que pisa em ovos. Seu espaço para manobra fica menor a cada dia, diante da insatisfação dos caminhoneiros e da piora dos indicadores econômicos.

Na terça-feira, Bolsonaro fez um apelo à categoria: “reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia, apelamos para eles que não façam greve, que todos nós vamos perder”, pediu.

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